
Analisando a minha vida sob um olhar amplo, porém, minucioso pude notar que a minha vida é composta por pequenos acidentes diários, desde o momento em que fui concebida até o meu atual estado de espírito. Não que isso seja ruim - alias, pelo contrário, meus pequenos acidentes diários me trouxeram aqui neste momento, e estou viva, mesmo que acidentalmente.
Para alguns isso que estou dizendo pode soar trágico, mas não é bem isso que eu quero dizer quando refiro-me a estes acidentes. Na verdade, um sinonimo para o termo "acidente" seria o mero acaso. Mas se usasse o acaso como termo, estaria demonstrando um certo ceticismo com relação ao destino, o que seria uma contradição pois eu de certa maneira creio no destino, assim como creio no acaso.
Por isso acidentes. Foi por acidente que pensei no que eu escrevo neste exato momento, por acidente o desfecho deste texto será imprevisível pra mim. Por acidente talvez alguém encontre o meu blog e se identifique com minhas palavras de alguma maneira. Assim como foi por acidente que eu fiz amigos em diferentes momentos e perdi outros, ou me envolvi casualmente com pessoas em encontros que não duraram mais que uma noite, ou que depois de uma noite virou mera amizade fraterna...
Por acidente penso e escrevo, amo e respiro. É claro que para alguns os acidentes da vida podem representar verdadeiras tragédias, mas creio que isso não se trate de uma regra propriamente dita. E o meu argumento é bastante simples: se os acidentes são apenas tragédias -e nada além disso- o que eu posso dizer, pensar ou esperar da vida? Uma tragédia?





