quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Devaneios ao redor do mundo

Existe um mundo. Eu o vejo, eu o toco, eu o ouço. Existe um mundo: eu existo, eu o sou. O que é este mundo? O que constitui este mundo além de uma consciência consciente dos objetos que surgem aos meus olhos, ouvidos, nariz, boca, toque e memória? Quantos mundos é preciso para formar um só mundo? Quantos mundos surgem á partir de um só mundo? Como é possível o TODO surgir do NADA? O NADA deixou de ser, para tornar-se o TODO? O NADA morreu? exinguiu-se? O mesmo pode ocorre com o TODO? O TODO pode algum dia transmutar-se em NADA? E o mundo? O meu mundo, o mundo todo? Destinará-se ao nada? Por quanto tempo?

O NADA

Vontade do NADA. Vontade que me atinge o tempo todo. Ainda que soe absurdo, querer o NADA é semelhante a querer o TODO. O NADA, não é mais vago que o TODO.
Em um mundo tão paradoxal, o NADA sem dúvida alguma é de todos os elementos existentes o menos absurdo, na medida que entende-se por NADA algo inexistente.
Um ser que anseia o TODO, destina-se ao NADA, ao passo que, em nome do anseio o sujeito consome a si mesmo. Só o NADA é eterno, pois tudo torna-se cedo ou tarde desmancha-se no ar como bolhas de sabão.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

segredo

Não faltam-me as ideias, palavras ou fenômenos que me inspirem a escrever.


Acontece que, as palavras são demasiadas puras para expressar fielmente meus pensamentos mais insensatos e profanos.


Mantenho-me em silêncio, para preservar mais este segredo. Não me perdoaria sujar as mais puras palavras...
Sem mais...

Sonhando com o futuro




O futuro não existe sem presente. O futuro é uma sede impertinente...

Como sonho, o futuro depende do anseio de um sujeito existente. Habita no seio esperançoso; não é anseio honroso, tão pouco desonroso...
O sonho depende de um corpo exausto de vigília. O futuro, da rotina do dia-a-dia.

O futuro mata como uma constante vigília. O sonho fere quando torna-se em súbito desejo do dia-a-dia.




-Sonhar com o futuro é bom? Faz mal?



Enquanto penso, sonho e espero o futuro, grãos de areia continuam a cair de um extremo ao outro da ampulheta. Não as vejo, não sei quantos grãos de vida ainda me restam. Não conto, mas ainda espero por um futuro enquanto sonho...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mera ilusão de óptica...


Muitos tem por hábito tomar por verdade um pressuposto á partir de um efeito ou a imagem que lhes são apresentados. Esta afirmação pode ser facilmente aplicada em várias situações. Todos tendem a julgar um sujeito ou um evento a partir do efeito, esquecendo-se de analisar possíveis causas. Ocorre então um julgamento ingênuo, muitas vezes até errôneo, devido á tamanha precipitação ao construir uma suposta verdade á partir de certas opiniões ou pré-conceitos. Ao longo da História nos deparamos com diversos exemplos de pré-juízos ou paradigmas tomados por verdade. Equívocos que tomam proporções sérias, que acarretam - e ainda acarretam- no atraso do Homem.

Mesmo assim, insistimos no velho hábito tomar por verdade a aparência de algo. Entretanto, somos tão contraditórios... Detestamos a ideia de sermos enganados e, mais do que isso, de sermos julgados erroneamente.

Se eu afirmasse que tal comportamento me impressiona, certamente estaria mentindo. Uma vez que tal comportamento trata-se de um comportamento padrão. E o padrão não possui algo de inovador o bastante para causar assombro ou fascínio. Porém, mentiria igualmente se eu afirmasse que o comportamento padrão, a famosa ilusão de óptica não me causa grandes transtornos e aborrecimentos.

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...