
Sou, fui, serei:
-Eu fui? Será que fui? Me lembro ainda se eu fui? Eu sou quem eu fui? O que muda saber o que fui? -Eu serei? Será que serei? Lembrarei-me ainda do que fui e do que serei? Serei eu aquilo que eu sou? O que mudará saber hoje o que eu ainda serei?
Só sei que sou: O que fui não lembro... lembranças tenho do que sou. Só sei quem sou: Amanhã talvez, eu descubra o que serei quando eu o ser... e esqueça o que fui hoje. Ou não, vai saber... O que serei é tão vago quanto o que fui, só me lembro de hoje. Conhecimento do "ego" é conhecimento impreciso...conhecer é descobrir á todo tempo o eu mutável: não dá para lembrar, tão pouco, projectar...
Hoje eu quero conhecer a mim mesmo no dia de hoje, sem pressa, no presente instante: na eternidade do "agora". Eterno, pois, o instante fugidio é a única certeza imutável. O presente é o eterno: o que fui e o que serei não existem...
Assim como as indagações, as infinitas reticências e pontos, nada disso importa: eles foram e não são - ficaram á um segundo atrás, durante o meio tempo em que eu descrevo o que sou ou o que sinto no "agora". E o que deixa de ser, importa tanto quanto o que virá a ser: NADA.
O que importa é o que é, o que foi deixou de ser e o que "será" talvez importe quando for
...ou não...
Hoje eu quero conhecer a mim mesmo no dia de hoje, sem pressa, no presente instante: na eternidade do "agora". Eterno, pois, o instante fugidio é a única certeza imutável. O presente é o eterno: o que fui e o que serei não existem...
Assim como as indagações, as infinitas reticências e pontos, nada disso importa: eles foram e não são - ficaram á um segundo atrás, durante o meio tempo em que eu descrevo o que sou ou o que sinto no "agora". E o que deixa de ser, importa tanto quanto o que virá a ser: NADA.
O que importa é o que é, o que foi deixou de ser e o que "será" talvez importe quando for
...ou não...

