domingo, 20 de junho de 2010

Descrença

Hoje é só mais um daqueles dias em que minha inspiração surge em meio á tragédias secretamente acumuladas. Desculpem-me se faltam-me palavras, orações e outras coisas incríveis, amáveis, e "benditas". Há tempos que não vejo o mundo, que não respiro, não o toco e nem o ouço em forma de poesia.
Minha fé vem sido, pouco a pouco consumida. A fé foi devorada pela realidade trágica e cruel, na qual, me sinto fadada: a dúvida. Sobre meu ceticismo atual,ele é fruto, o filho da própria fé, aparentemente inabalável. A cria da fé com algumas duzias de frustrações em um coração simplesmente esgotado!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

desabafo improvisado

A gente sonha, tenta sonhar...
A gente acredita ou finge ao menos escutar.
A gente pensa mas diz sem pensar,
Ama sem querer amar...
A gente tenta sorrir, começamos a mentir
pois queremos mesmo é chorar...

Confesso que não sei,
não sei onde errei,
talvez sonhei, pensei demais
acreditei em demasia,
perdi tempo gastei tudo em utopia.
Daqui a pouco mais um ano de existência
o tempo corre já me vejo em decadência.

Queria não perder tempo,
queria dançar ao vento,
queria sobretudo, falar
disso, aquilo e de tudo...
queria sobretudo em alguém
em que eu realmente pudesse confiar...
mas realmente, realmente
estou cansada de me enganar.

oceano



Onde está o oceano? O Uno platônico?


Quantas gotas d´água é preciso para formar um único oceano?





Quando penso á respeito fico confusa e gasto horas a tentar responder o enigma do UNO. Me lembro que na verdade não existe oceano, apenas centenas de manaciais e represas individuais e particulares. Começo a entender por que o planeta TERRA é terra e não ÁGUA: todos estão ocupados demais com o mundo particular e trivial que se esquecem do todo o resto. Alguns ainda se escondem por debaixo do solo em um lugar próximo dos pés e longe dos olhos.




Eis que me surge uma coisa um pouco menos melancólica, porém longe de ser bela ou feliz. Trata-se de uma impressão que, desde menina da pré-escola ocupava meus pensamentos e que gerava paralisias momentâneas...algo impertinente e ás vezes assustador, era como um continuo e triste despertar de um mesmo sonho. Há tempos deixei de ser a gota d´água de um oceano...Estou mais para o orvalho, as lágrimas frias da Aurora.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Entre dois extremos



Cheguei á um lugar, um lugar que nem ouso pensar...


É o limite, limite do ser e do não ser.


O ponto de encontro com o real e o surreal...


teatro, cinema, tela pintada em aquarela...


Um pouco de tudo, um pouco do vazio do nada...


Gente? Quanta gente com e sem muita cor


gente sem sabor...


Faltava calor, não o de verão...


o fraterno, gesto singelo...


Mas era um lugar belo,


um pouco vazio, colorido e sombrio.




Havia uma cabana, cabana de vidro


Uma redoma, um único amigo


e troussentos indivíduos:


personas, caricatas...


fantasmas, seres fictícios


que me fizeram crer na existência do nada.


Cada um ao seu modo, todos iguais por ser


espectros, todos iguais por serem reflexos.




Extremos opostos entre um mundo e outro.


Qual deles é o real, para sim e para não, ambos.


Qual deles o ideal?


Nenhum, nenhum me cabe, me contém, me pertence.


Talvez eu seja a linha entre esses dois extremos...

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...