A parte triste da minha partida é saber que lá a onde eu estarei de você só terei saudades e esperas...saudade do que vivi e senti a pouco...esperas de um novo reencontro.
Sim...a saudade precede o amor, bem sou louca por sentir essa saudade tão avassaladora q pertuba o andar do dia a começar do instante em que eu parti...
Ao partir, nos partimos em dois. O uno perfeito tornou em um duo imperfeito...
Sim eu sei que a distância se faz necessária para que possamos fluir e respirar...sei que a saudade tem o seu lado bom: oras, se não é ela quem precede o amor, quem seria???
Hoje, aqui e agora...na sua ausência e na minha autonomia lassa me resta a espera pelo tempo que virá dentro em breve: o tempo em que não haverá esperas ou saudades, eu e você somente nós.
Vaga-lumes são inspirações noturnas que brilham em meu quarto. Múltiplas e frenéticas colidem entre si; e como estrelas que se unem em constelações, nasce o verso, a prosa sem nexo, a doxa, a palavra sufocada.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Delírios
Quero ir para a minha casa...quero ir para onde haja Ninguem...quero dormir e flutuar enquanto sonho e sonhar que tudo vai ficar bem quando eu acordar...
Que eu não estou sozinha...que eu não tenho o que temer, que eu tenho tempo para escolher...que eu posso devanear sem medo...que eu não preciso ter medo,porque o dia anterior não passou de um sonho ruim...

Desculpe...desculpe o descontrole, os meus autos e a falta de tato...
Desculpe a minha evasão...minhas alucinações, minha estranha necessidade de sumir por alguns instantes...minha inconstancia...
Desculpe o meu silêncio...minhas palavras desordenadas...minhas incertezas...
Desculpe, por não saber o que quero...por não saber pelo que e por que eu espero...
Desculpe o descuido...o jeito rapido como eu falo, mudo, penso, gesticulo...
Desculpe. Desculpe...desculpe meud excessos...minhas faltas...meus instantes de dependência...minha falsa independência...desculpe pelo modo como tento organizar...meu modo lento de entender...minha rapidez em esquecer...minha leveza insustentável...minha culpa pesada... meu medo, meus esquecimentos...minha fraqueza, minha altivez...
Não consigo mudar minha natureza inconstante...não consigo manter o controle a todo instante...
Desculpe a minha evasão...minhas alucinações, minha estranha necessidade de sumir por alguns instantes...minha inconstancia...
Desculpe o meu silêncio...minhas palavras desordenadas...minhas incertezas...
Desculpe, por não saber o que quero...por não saber pelo que e por que eu espero...
Desculpe o descuido...o jeito rapido como eu falo, mudo, penso, gesticulo...
Desculpe. Desculpe...desculpe meud excessos...minhas faltas...meus instantes de dependência...minha falsa independência...desculpe pelo modo como tento organizar...meu modo lento de entender...minha rapidez em esquecer...minha leveza insustentável...minha culpa pesada... meu medo, meus esquecimentos...minha fraqueza, minha altivez...
Não consigo mudar minha natureza inconstante...não consigo manter o controle a todo instante...
sábado, 10 de novembro de 2012
Reflexões metafísica
A grande batalha na vida de um homem é a luta que ele trava contra si e todo o resto para se tornar quem ele tem que ser, ativar e aprimorar aquela parcela oculta de si mesmo...ser em si mesmo por si mesmo, mas do que ser em essência, é preciso o ser em todo. Perde se muito tempo do pouco que temos, buscando no outro o sentido de ser e existir...perde-se muito tempo do outro e de si com medo de ser: agir, deliberar e acreditar...
E perde-se muita vida, pensando na morte ou o que virá após ela...
Espera-se tanto e tanto que é pouco faz, quando faz algo contamina-se a ação com o exageiro...
E a vida passa. Tudo passa. O Tempo continua sendo aquele Ente impiedoso que devora a todos aqueles que ele mesmo gerou de modo voraz e impiedoso...Corremos deste monstro, mas sempre somos surpreendidos em uma ou outra esquina por ele. Time is out, game over...
No final das contas, quando fazemos o levantamento de nossas vidas, o mais afortunado dos homens foi aquele que se conheceu, se desconheceu para depois se reconhecer. O mais nobre dos homens é aquele que não só descobriu o que é como aquele que conseguiu, apesar das adversidades, ser em si e por si para todo o resto aquilo que deveria ser, e que não satisfeito vive com o espírito de uma criança pura, atenta e corajosa; e a sabedoria de um ansião: lúcida, sábia e prudente...
Feliz é o homem que simplesmente vive enquanto aguarda sem pressa a morte, mas aguarda porque sabe que é inevitável, não antecipa e nem adia. Espera, mas não somente de esperas ele vive...ele age e é fiel consigo e com o mundo. E apesar do peso imenso que carrega em sua vida ( ser e existir sendo fiel é muito árduo ) , o homem é capaz de flutuar como pluma, como bolha de sabão no ar.
E perde-se muita vida, pensando na morte ou o que virá após ela...
Espera-se tanto e tanto que é pouco faz, quando faz algo contamina-se a ação com o exageiro...
E a vida passa. Tudo passa. O Tempo continua sendo aquele Ente impiedoso que devora a todos aqueles que ele mesmo gerou de modo voraz e impiedoso...Corremos deste monstro, mas sempre somos surpreendidos em uma ou outra esquina por ele. Time is out, game over...
No final das contas, quando fazemos o levantamento de nossas vidas, o mais afortunado dos homens foi aquele que se conheceu, se desconheceu para depois se reconhecer. O mais nobre dos homens é aquele que não só descobriu o que é como aquele que conseguiu, apesar das adversidades, ser em si e por si para todo o resto aquilo que deveria ser, e que não satisfeito vive com o espírito de uma criança pura, atenta e corajosa; e a sabedoria de um ansião: lúcida, sábia e prudente...
Feliz é o homem que simplesmente vive enquanto aguarda sem pressa a morte, mas aguarda porque sabe que é inevitável, não antecipa e nem adia. Espera, mas não somente de esperas ele vive...ele age e é fiel consigo e com o mundo. E apesar do peso imenso que carrega em sua vida ( ser e existir sendo fiel é muito árduo ) , o homem é capaz de flutuar como pluma, como bolha de sabão no ar.
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