quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Desenhando meu destino


Hoje eu acordei diferente, é complicado explicar pois o que sinto e o que realmente me revelei ao acordar é no mínimo ambíguo. Apesar de fascinante...
Hoje eu floresci, hoje eu desabrochei, hoje eu acordei e me senti uma mulher...
Por outro lado, hoje estou tão feliz, tão pura e tão criativa quanto uma criança de 5 anos que acaba de ganhar sua primeira caixa de lápis coloridos de lápis coloridos...
Quanta coisa para viver, quanta coisa para descobrir, compartilhar e reproduzir ao meu modo. Posso dizer que o que me anima a voar, a ser mulher, a ser mulher, a criar como criança são as possibilidades, um papel em branco e meus lápis coloridos...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Espectadora em cena


Eu não sou só uma atriz em cima de um palco contracenando algo improvisado. Tão pouco uma espectadora, que está apenas a contemplar.
Eu não sou uma e nem outra. Eu sou ambas. Isto porque, em cima de um palco improvisando e contracenando, eu contemplo: a plateia, os detalhes que compõem meu cenário e meus improvisos...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Efeito dominó


Mudei tanto que posso dizer com convicção que hoje sou outra pessoa. Revi todos os meus conceitos - ou "pré-conceitos". E todos foram inutilizados, quando estes desmoronaram bem diante dos meus olhos, e por mais que eu quisesse impedir o caos, eu sabia que nada poderia ser feito para impedir ou se quer retardar o desastre em minha vida.
E esse desastre, esse desmoronamento dos meus pré- conceitos, me levou ao pânico, fiquei louca, fiquei rouca, chorei rios e oceanos enquanto tentava entender o por quê da minha devastação. Foi como uma espécie de efeito dominó: cada conceito que caía, contribuía para a queda de outro e mais outro, até que não restou um só conceito erguido. Tudo foi ao chão: os sentimentos, as crenças (em geral), os temores... Um derrubou o outro à medida que este um estava caindo. A diferença é que ao contrário do "Efeito Dominó" que pode ser reconstruído com as mesmas peças, nas mesmas ordens; o desmoronamento dos meus pré-conceitos viraram tão e somente cinzas. De tal forma que os poucos remanescentes e que até poderiam ser restaurados, não passavam de meros corpos sem vida...
Como eu disse, eu chorei rios e oceanos enquanto procurava por alguma justificativa para esse desastre. Mas não encontrei explicação alguma, e de tanto chorar, meus olhos secaram. Foi então que eu percebi que nem tudo estava perdido, e que estes meus pré-conceitos apesar de me proteger do mundo, me limitava. Quando eles vieram ao chão eu percebi que eu não precisava deles para me sentir protegida.E que tudo o que eu mais precisava era tão e somente explorar e considerar todas as possibilidades que estavam muito além dos meus "pré-conceitos".

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Minhas fúrias silenciosas


Este é o meu fardo: existir e lutar por uma sobrevivência que eu nem faço questão- que aos meus olhos soa como uma espécie de extinto absurdo. Como se não bastasse, eu penso e penso...
Penso tanto, me calo quase diariamente, respiro, tolero regras, caminho sem perspectivas por uma trilha cheia de armadilhas e nem sei o por quê. Eu trilho o desconhecido, eu tento relembrar os meus princípios aprendidos quando ainda era criança.
Mas não aceito as regras, minhas condições minhas limitações, e para ser sincera, eu me sinto presa em uma enorme teia de aranha: quanto mais me movo, mais me prendo.
O absurdo de toda essa situação em que me encontro, é acreditar ainda que eu posso voar. Mas me disseram que eu podia, e eu criatura tola que sou acreditei mesmo que eu pudesse voar...Mas sei que não posso.Por isso, me encontro assim, desse jeito: conformada com minha impotência e ao mesmo tempo com minhas fúrias silenciosas...

Autonomia


Não tenho domínio pela minha vida, não sou autônoma. E ter que reconhecer este fato, esta impotência é no mínimo frustrante.
Não pude escolher por existir ou não, eu só existo. Não pude escolher o meu nome, tive que depender dos meus pais, pois eles eram quem decidiam por mim por pelo menos 18 anos. Assim como eles dependeram, dependem e dependerão sempre de algo ou alguém ligado a algo, eu também irei...
Não sou capaz de conduzir a minha vida ,pelo menos, não da forma que eu gostaria. Aliás, ninguém pode. Isto porque, um vive à mercê do outro e mais outros, uma espécie de formigueiro. Dependemos de decisões que partem de outros como nós, dependemos da sorte ou da ausência e azar, do destino e talvés - isto porque eu não posso afirmar algo que eu não estou certa- talvés dependamos de um "Ser Superior" e de Sua Benevolência.
Esta é a minha condição enquanto ser existente. Condição esta que não é só minha ,mas de todos. Eu só não entendo como que a maior parte dos envolvidos nesta trama não pensam á respeito e tão pouco, se frustram com a estranha sensação de impotência e dependência...

Perdendo o tempo


Um pensamento muito distinto ocorreu-me neste instante: "nós corremos com o intuito de ganharmos tempo, ou simplesmente para perdemos a noção deste?"
Veja bem, o homem cria meios para "ganhar tempo", para tornar nossa rotina menos estressante, mais funcional e prática, com lo intuito de termos mais tempo livre. Isto não é uma suposição - imagino eu,- isto é um fato.
Contudo, todavia, porém mesmo tendo a nossa disposição meios de transportes, aparelhos eletrônicos a cada dia que passa mais potente e eficaz, o homem ainda corre atrás do tempo, como se este estivesse a cada vez mais escasso.
Então, duas outras perguntas me assolaram neste exato momento: "o que é o tempo? existe de fato o tempo?"
As pessoas correm tanto para poupar tempo e não vivem, nunca tem tempo, sempre estão atrasadas, sempre estão cansadas. Mas o que estas mesmas pessoas nunca entenderam é que elas correm para o atraso, o stress, o ônibus e o metrô lotado, os engarrafamentos...
Mas elas continuam a correr.
Mas afinal, elas correm por que? Correm por hábito ou por necessidade?

Mais um frenezi


"De que me serve uma tal de 'liberdade', se para de fato ser livre, -quero dizer, para exercer a liberdade, -eu tenho que seguir um conjunto de regras? Enfim,tudo isso não implica em uma grande contradição?
Sendo assim, o que é liberdade? Um ideal apenas? Um delírio de algum esquizofrênico?
O que é liberdade? Ela de fato existe?"

Eu em poucas linhas


Eu crio, represento...
eu rio, eu tento.
Eu procuro, eu invento
me curo, me atormento.

Sou humano, mesmo que insano.
Eu existo, eu desisto e insisto.
Mato e ressuscito ideais
e alguns medos e anseios.
Meus sentimentos e pensamentos
todos estes são reais...

Sou livre, mas não sei voar.
Eu existo e quero me encontrar.
Sou humano, animal...
desumano e racional.

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...