domingo, 27 de setembro de 2009

Sobre Nietzsche


A esperança de Nietzsche era tão singela quanto devastadora: tudo que Nietzsche queria era poder ser compreendido, ainda que em um futuro por demasia distante, por uma pessoas qualquer... Penso que, quando não se é comprrendido, inevitavelmente a solidão torna-se a grande companheira do Ser. A partir desta relação tão distinta e singular surge um sentimento tão vivo e presente quanto um filho: a Angústia. A loucura é inevitável, posto que todos os seres de todos os tempos, de todas as espécies visam o mesmo: querem ser compreendidos e querem o amor. A partir desta relação de compreenção e amor recíprocos, surge a idéia de UNO. Ideia tão miraculosa e fascinante pois possibilita fazer de dois ou um milhão tornar-se em uma coisa só! Nietzsche não teve isto em vida: seu pessimismo, sua loucura são justificáveis, pelo menos por aqueles que entendem o quão dolororo é a sensação de não ser compreendido, de viver só, de ter a angustia como consolo...

Esperança


A tristeza invadiu o meu corpo e contaminou minha alma a tal ponto que, não possuo forças para chorar. Não falta vontade, motivos e oportunidades muito menos. o que falta é a força: meu corpo já não suporta, ainda que a tal da tristeza esteja presente dentro de mim, em silêncio.
Mas tenho esperança apesar do meu pesar: esperança da dor passar, se amores e sonhos passam como os instantes, por que a tristeza não haveria de passar algum dia?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Amor, você existe?

É loucura, eu sei! Não pense você que eu não reconheça minha insensatez: mas se eu fosse diferente do que sou, eu não seria tão completamente, absurdamente, freneticamente, assumidamente apaixonada por você!

Não sei se você existe, talvez sim, no plano das ideias inatas, ou perdido em algum lugar a me procurar... Eu te procuro dentro dos olhos de cada pessoas que surge aos meus olhos, com uma esperança absurda e as vezes desesperançosa... Você existe? Queria tanto saber se você existe, se você está a me procurar dentro dos olhos de outros, como eu faço. Queria saber se você sente o que eu sinto, se você quer o que eu quero, se você me ama como eu te amo... Sim, eu sei... é absurdo amar aquilo que não se tem, nem se conhece! Absurdo sentir falta de algo que nunca se teve: mas este absurdo, esta ideia tão subjetiva pode ser possível! E pode ser explicada, se você quiser eu poderia tentar explicar como... Mas como eu disse, nem sei ao certo se você existe!

sábado, 19 de setembro de 2009

Quem me entende?

São adultos: Homens e mulheres grandes que pensam grande... E por pensar tão grande não sei se minha pequenez por eles pode ser compreendida. Algo que me gera uma duvida! Adultos são grandes, são sábios: pensam grande, fazem coisas grandes...Eu não! Não sou grande, mas também não sou pequena: os pequenos são mais minimalistas do que eu. Adultos são sérios, não brincam: Embora corram, como gostam de correr! Correm para conquistar algo grande, esquecem das coisas pequenas...São engraçados e tolos: correm, querem aparecer, ser e fazer coisas grandes. São tolos por agir como crianças e dizer que são adultos: são mentirosos!

As crianças são crianças: sabem e são e agem como o que são. Elas brincam e correm, mas são conscientes, ainda que medrosas por coisas tão pequenas no mundo dos adultos. Crianças não são mentirosas, são lúcidas! Adultos brincam de polícia e ladrão, soldado de chumbo, pega-pega, esconde-esconde, mas falam que não: Eles estão atrasados, correm para pegar algo grande! Eles mentem, eles brincam ainda que usem roupas estranhas e digam palavras difíceis. Nunca vi no mundo dos adultos algo realmente grande: só papéis! Mas pra que papéis se eles não desenham, nem fazem aviãozinhos? Crianças desenham, recortam e colam, fazem aviãozinho e mostram para todo mundo: são sinceras e amigas!

O senso crítico se um adulto não vale aqui! Adultos mentem, são insanos, não entendem... Pra me entender tem que imaginar e saber que está imaginando, sem esconder o que imagina: só as crianças ou os loucos como eu que podem entender o que eu escrevo, os adultos não!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cara de um, focinho do outro




Meu irmão e eu crescemos ouvindo: "Samantha é a cara do Edinho e Caio é Patrícia por inteiro". Não que eu considerasse isso ruím, ao contrário: Meu pai é bonitão, logo se eu sou tão parecida com ele, então eu também sou Bonitona! Quanto ao meu irmão, bem eu não sei o que ele pensa, mas o fato é que ele herdou tudo o que há de belo em minha mãe: olhos expressivos, a boca pequena e bem desenhada, a pele alva em contraste com as bochechas levemente rosadas, sobrancelhas, até os cabelos! Tão lindo é o meu irmão, que eu ouso chamá-lo de Adonis.


O tempo passava, o mesmo discurso e as mesmas palavras...Entediava-me, não pelo discurso em si, mas pela mesmice e falta de criatividade: Oras, eu tenho espelho em casa sempre soube enxergar as semelhanças e as dissemelhanças entre meu irmão, meus pais e eu!


Certa vez, em uma discussão exaustiva e desnecessária com meu pai, ele voltou-se a mim e disse: "Caramba! Com tantas qualidades de sua mãe, você tinha que herdar logo os defeitos?" O engraçado que tempos depois ocorreu algo semelhante entre o meu irmão e minha mãe: "Arre! Você tem a mesma arrogância do seu pai: até no modo de olhar quando está contrariado, o jeito de coçar o nariz..." Meus pais já haviam se divorciado e o Caio já havia se mudado para a casa do meu pai.


Meu pai casou-se novamente, teve outra filha: Linda, parece um anjo, tão inteligente e articulada, sabe se impor ainda que nem tenha tamanho para tanto! No entanto, a criança mal veio ao mundo e constantemente é comparada com meu pai: "Nossa, se a Samantha tem os traços do Edinho, a Débora é o próprio, na versão feminina!" Realmente, a semelhança é incrível, nem o Caio é tão parecido com minha mãe quanto meu pai e Débora! Hoje em dia ocorre o contrário: "Caio tem os traços de Patrícia, mas tem mais características de Edinho. Samantha apesar de possuir tantos traços de Edinho, tem muito mais de Patrícia." É engraçado e curioso, sempre ouvíamos o contrário. Quando tais fatos mudaram? É possível uma verdade mudar tanto assim? Afinal, quem herdou o quê de quem?


Então, inevitavelmente me recordo de minha avó materna - já falecida - suas caretas de tristeza, fúria, ironia, tédio... Lembro-me de sua personalidade forte, sua jovialidade, sua beleza distinta... Minha mãe herdou os traços do meu avô - também falecido - , não era muito parecida com a minha avó fisicamente. No entanto, volta e meia, surpreendo-me ao ver minha mãe com meu batom vermelho, coisa rara de se acontecer (minha avó gostava dos mesmos tons de batons que eu uso, apesar de usar pouca maquiagem nos olhos). Surpreendo-me ao ver o modo como minha mãe penteia seus cabelos castanhos frente ao espelho, ou quando ela faz alguma careta de deboche, de tédio, de fúria, de tristeza, de ironia: Vejo a minha avó estampada na face de minha mãe. A semelhança é incrível: O tempo passa Patrícia que era Sidney, torna-se Maria da Graça. E a danada não envelhece!

domingo, 13 de setembro de 2009

Meu pior psadelo me persegue


Sou romântica, sou sensível... Mas confesso que torno-me em uma criatura amarga quando penso naquilo que vejo por meio de sinais na Humanidade. A Era Apocalíptica ao qual vivenciamos rumo ao caos, à mercê de uma Quimera invisível que silenciosamente nos mata, usando-se de uma espécie de: envenenamento psicológico da massa, ou seja: O monstro da alienação. Não se sabe ao certo se a Quimera sempre existiu ou se foi criada por uma espécie de Frankstein, ou se é fruto da ansiedade cega de Fausto. O fato é que eu vejo a tragédia em um futuro proximo: por mais que eu recorra às minhas ilusões, aos meus calmantes: este fato me persegue através de inúmeros pesadelos. Mas ainda tenho uma esperança, meio desesperançosa: acredito em Belerofontes, mesmo sabendo que estes bravos Heróis Épicos estão fadados à morte, visto que esta Era Apocalíptica muito nos remete à Idade Média. Enquanto à mim, bem o que dizer ou fazer? Sou como Cassandra: ninguém crê no que eu digo...

O "Nun" (Instante)


Hoje eu me olhei no espelho ao acordar de um sono tão profundo e tão perfeito que pensei ser a minha realidade. Hoje eu flutuei, como se eu fosse uma Fada, uma bailarina ,ou alguém dentro de uma bolha de sabão: Foi um instante, tão breve mas ao mesmo tempo tão profundo e singelo que ultrapassou todas as barreiras impostas pelo Tirano Tempo... Não pensei, só senti: eu percebi, observei, eu vivi... Só agora eu entendo a Ideia do "Uno", do "Instante" que o meu professor tanto faz questão de enfatizar em suas aulas: Senti-me como um Grego por uma noite, por um instante...

sábado, 12 de setembro de 2009

EU AMO


EU AMO!
E por tanto amar torno-me frágil, tão frágil quanto asas de borboleta...

EU AMO!
Não sei quantos. Amo tanto que já perdi as contas, perdi o limite...
(nunca fui boa com números)

EU AMO!
Amo a natureza: amo o azul do céu, a chuva gelada, amo pessoas, amo meus amores, amo meus amados, amo meus amantes, amo, amo e amo...

EU AMO!
Amo a música, amo as artes, as palavras, a História, o conhecimento...

EU AMO!
Amo a capacidade como as pessoas podem expressar um turbilhão de sentimentos através do olhar. Amo a capacidade que muitos tem de se adaptar...

EU AMO!
E de tanto amar eu me perco, eu me encontro, eu me afundo eu flutuo, eu me jogo, eu me prendo, eu vivo eu morro, eu adoeço, eu me curo...
EU AMO...
Não sei por que. Eu amo aquilo que eu tenho, aquilo que eu ainda não tenho, aquilo que eu penso, aquilo que eu sinto, aquilo que eu vejo...

EU AMO...
Só amo... Não sei se sou tão frágil quanto uma borboleta, ou se minha aparente fraqueza, torna-se minha fortaleza.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Minhas Ilusões conscientes

Outro dia, por volta das 6:40 da tarde quase perdi um dos meus sapatos, saindo do metrô. É engraçado, pois justamente naquele dia eu estava com muita pressa. Quando me dei conta da situação engraçada, pensei:"mas e se eu tivesse perdido o meu sapatinho n° 35, de couro barato, algum Príncipe Encantado iria me procurar até o fim do mundo? Quantos Príncipes existem perdidos pelo mundo á espera de um sapatinho?"


Então eu me lembrei que embora a vida seja ao seu modo bela e generosa, eu não sou a Cinderela, não existem fadas, Príncipes, elefantinhos cor-de-rosa... Quando muito existe uma realidade, onde quase todos estão dormindo e uma garota com fantasias de criança que, na medida do possível procura sobreviver dentro de uma realidade cinza, ultilizando-se da imaginação...

Imaginação

Nos últimos tempos a imaginação vem sendo uma grande aliada: Seja para compreender teorias complexas de algumas pessoas que não mais habitam este plano - que hoje em dia seriam tidos como loucos ou desocupados pela maior parte das pessoas - ou até mesmo para conseguir sobreviver em meio a esta dura realidade ao qual estou presa. Realidade esta que me oprime à medida que eu tenho de disfarçar o que sinto e sou para sobreviver.
Então eu uso a imaginação e, silenciosamente, começo a enxergar o mundo sob uma perspectiva singular e engraçada. Quando estou a caminho da facul, por exemplo, pego trens e metrôs sempre lotados de gente: são tantas pessoas andando, empurando, se expremendo, com a expressão carrancuda, com cara de nada, com ar de sofrimento. Penso estar em um formigueiro imenso e apertado e, inevitávelmente me pergunto: " O que eu sou afinal?"

Fico com medo das pessoas: parecem zumbis, robôs ou objetos de cera que se locomevem que não expressam vida. Por vezes imagino qual seria a reação dessas pessoas se os meus elefantinhos cor-de-rosa saissem dos meus sonhos e invadissem as ruas de São Paulo, ou se um exécito de borboletas multi-coloridas cubrissem o céu acinzentado, ou ainda se os relógios derretido pintados por Salvador Dalí ganhassem vida fora da tela...
Será que somente assim as pessoas iriam acordar uma-a-uma de seus comas induzidos?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Coisas sem por quê


Quando me pergunta: "Por que Filosofia?", eu respondo com outra pergunta em tom irônico ou romântico dependendo do dia: "Por que não Filosofia?". A verdade é que eu não sei até que ponto minha relação com a inalcansável "Sophía" é boa ou ruim. Mas eu gosto dela tanto que eu não consigo me ver um segundo sem deixar de contemplá-la, ainda que à distância. Por que que alguns não entendem, que não basta pensar filosofia e sim, sentir?



Quando um amigo me pergunta: "Você me ama?", oras eu respondo: "Sim, eu amo." Por uma razão simples, se eu não amasse meus amigos, evidentemente que eles não seriam os meus amigos, no máximo pessoas qualquer. Simples, não? Mas já foi me perguntado: "Por que você me ama?", pergunta tola e difícil de responder, mas respondi com outra pergunta: "Oras, e precisa ter razão para se amar algo ou alguém?" Não sei, eu quando eu amo eu amo, sei que amo, sinto que amo, mas não sei por que. Será que a causa realmente importa?


Quando alguém me pergunta: "Por que o choro?", eu não repondo com palavras, repondo com os olhos inchados e as vezes frustrados: "Eu senti, eu percebi. E você não?". Poucos, muito poucos foram sensíveis o bastante para interpretar minha sentimentalidade expressa através de lágrimas de alegria ou profunda tristeza. Por mais que eu explique o pranto para os que não entenderam, seria inútil, uma vez que quem sentiu e viveu aquele instante fui eu. Então por que explicar?



Por fim, quando me perguntam: " O que inspira você a escrever?", bem é difícil de responder, justamente por ser extremamente simples: " A vontade de Sophía, o amor, a saudade, a dor, a beleza, instantes e principalmente a Philia (amizade)". Por mais que eu explique e muitos ainda não entendam, procuro ser simples nas respostas. Por isso que em seguida me perguntam: "Por que você escreve o que você escreve?", eu respondo: "Eu escrevo o que eu aprendo, descrevo o que vivo."

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Humanista confuso

Sinto uma estranha dor
que dói sem doer.
Penso que é amor.
(algo que muito corrói)
Ainda ei de enlouquecer!

Eu amo os homens.
Um ato insano:
Eles estão mortos,
ou agem como porcos.
-Por que me importo?

Estão cegos e surdos
com seus "super egos",
cometem absurdos.
Seus valores todos tortos...
-Deus, estão mortos!

Os homens morreram
e nem perceberam.
Mas querem e atacam:
Os mortos ferem,
os mortos matam.

Sou tido como boçal:
sou pouco convincente
neste mundo animal.
não sou negligente.
Tão pouco, convencional.

Estariam mesmo mortos?
Ou tornaram - se porcos?
Por que me importo?
Como posso amar
os que podem me matar?

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...