Nos últimos tempos a imaginação vem sendo uma grande aliada: Seja para compreender teorias complexas de algumas pessoas que não mais habitam este plano - que hoje em dia seriam tidos como loucos ou desocupados pela ma
ior parte das pessoas - ou até mesmo para conseguir sobreviver em meio a esta dura realidade ao qual estou presa. Realidade esta que me oprime à medida que eu tenho de disfarçar o que sinto e sou para sobreviver.
ior parte das pessoas - ou até mesmo para conseguir sobreviver em meio a esta dura realidade ao qual estou presa. Realidade esta que me oprime à medida que eu tenho de disfarçar o que sinto e sou para sobreviver.Então eu uso a imaginação e, silenciosamente, começo a enxergar o mundo sob uma perspectiva singular e engraçada. Quando estou a caminho da facul, por exemplo, pego trens e metrôs sempre lotados de gente: são tantas pessoas andando, empurando, se expremendo, com a expressão carrancuda, com cara de nada, com ar de sofrimento. Penso estar em um formigueiro imenso e apertado e, inevitávelmente me pergunto: " O que eu sou afinal?"
Fico com medo das pessoas: parecem zumbis, robôs ou objetos de cera que se locomevem que não expressam vida. Por vezes imagino qual seria a reação dessas pessoas se os meus elefantinhos cor-de-rosa saissem dos meus sonhos e invadissem as ruas de São Paulo, ou se um exécito de borboletas multi-coloridas cubrissem o céu acinzentado, ou ainda se os relógios derretido pintados por Salvador Dalí ganhassem vida fora da tela...
Será que somente assim as pessoas iriam acordar uma-a-uma de seus comas induzidos?

Um comentário:
Nossa! Eu me sinto muitas vezes desse mesmo jeito...
Às vezes parece que faço parte de uma realidade alternativa, onde só vejo tudo de longe... Acho que é a imaginação no nosso dia a dia é como se fosse uma válvula de escape, um remédio contra a solidão urbana e o estresse diário...
Que a nossa imaginação nunca deixe de dar frutos, não é?
Belo texto! Adorei!
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