terça-feira, 13 de outubro de 2009

Fogo


A minha generosidade e respeito para com o outro, implica diretamente em um egoísmo e desrespeito para comigo mesma. Assim sendo, se a paz para ser estabelecida depende necessariamente da guerra, então, eis o meu último ato de generosidade para com o outro: "Que venha a guerra! Tragam-me o fogo!"

Quando falo de paz, de respeito, paciência, amor...Ouço que eu tenho aptidão para ser alguma representante de alguma instituição que visa a paz. É engraçado, como as pessoas banalizam justamente as coisas mais importantes dentro de uma sociedade. São tantas contradições, que por vezes, me vem uma dúvida, referente à qual conduta eu deveria ou não tomar: Rir para não chorar ou chorar de tanto rir?

Hoje, no entanto, eu reafirmo: Se a guerra se faz mesmo tão necessária, para que a paz - ainda que a minha paz - seja estabelecida, então eu mesma quero atear fogo e, com isso dar início a guerra. Se possível, eu mesma quero ser o próprio fogo: quero criar devastações sem medir as consequências, quero me alastrar no horizonte, me expandir para todas as direções, ainda que por pouco tempo...
Mas ao contrário de Nero, não viso descrever uma tragédia. viso apenas que, a minha paz e tranquilidade sejam estabelecidas. Então, que venha a guerra!

Um comentário:

Sadhak disse...

E aee Pequena Conflagradora. Agora senti uma pitada de "vamos dominar o mundo, Pink!"

Tudo isso por causa daquele sonho? kkk

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