Ultimam
ente ando muito sensível ás coisas. Uma mera palavra, um gesto, lembrança, canção ou brisa - tal qual o cheiro da chuva- é suficiente para fazer com que as águas internas lavem em abundância meus olhos.
ente ando muito sensível ás coisas. Uma mera palavra, um gesto, lembrança, canção ou brisa - tal qual o cheiro da chuva- é suficiente para fazer com que as águas internas lavem em abundância meus olhos. Nem toda chuva é dilúvio. É mais fácil uma pessoa morrer por falta do que por excesso. Claro que a chuva em excesso não é boa - as vítimas das enchentes que o digam! Mas a seca é pior: a seca seca os sentimentos, alimenta apenas a esperança dos esfomeados, mas não mata a fome da vida. Chover é importante, pois gera vida, preserva a vida, renova a vida.
Eu enquanto um microsmo de um macrocosmo sempre reajo: efetuo um movimento, meu corpo o faz, ainda que em silêncio. Volta e meia, meu corpo faz chover: chuvas rápidas, tempestades com raios e trovões, tudo de acord
o com a temperatura das emoções afloradas á partir de um fator externo em choque com o interno. Mas ao contrário do macrocosmo, este microcosmo chove de dentro para fora, não chora de fora para dentro.
o com a temperatura das emoções afloradas á partir de um fator externo em choque com o interno. Mas ao contrário do macrocosmo, este microcosmo chove de dentro para fora, não chora de fora para dentro. É como se eu fosse o espelho do mundo, ou o mundo, o espelho ampliado de mim: á esta altura u já não sei quem é a "mímese" de quem. Tudo o que sei é que graças ao movimento do mundo, eu reconheço o meu: eu chovo, pois o mundo contribui através de pequenos fenômenos constantemente gerados por ele.
Nos últimos tempos tem chovido muito a onde eu moro. No começo era bom: agricultores comemoravam uma boa colheita ao final da estação, a chuva limpava
o ar e refrescava. Agora, agricultores começam a perder suas colheitas, pessoas perdem casas, algumas perdem outras pessoas. Já não ligo a televisão, para não ver os estragos da chuva e, com isso, causar uma tempestade interna e alagar meus olhos ou afogar o coração.
o ar e refrescava. Agora, agricultores começam a perder suas colheitas, pessoas perdem casas, algumas perdem outras pessoas. Já não ligo a televisão, para não ver os estragos da chuva e, com isso, causar uma tempestade interna e alagar meus olhos ou afogar o coração. Quando a gente chove em excesso, muita coisa se perde na enchente: lembranças, ideais...O coração parece que vai se perder em um bueiro escuro e sujo, o corpo esquenta antes e depois da chuva. E durante, o corpo refresca, mas é durante a chuva que o corpo permanece tenso: tensão que atormenta a alma.
Um comentário:
Muito criativa a sua analogia entre chover no sentido da chuva natural,e o nosso chover!
''É como se eu fosse o espelho do mundo, ou o mundo, o espelho ampliado de mim'' também penso assim,gosto muito do seu blog!
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