
Cheguei á um lugar, um lugar que nem ouso pensar...
É o limite, limite do ser e do não ser.
O ponto de encontro com o real e o surreal...
teatro, cinema, tela pintada em aquarela...
Um pouco de tudo, um pouco do vazio do nada...
Gente? Quanta gente com e sem muita cor
gente sem sabor...
Faltava calor, não o de verão...
o fraterno, gesto singelo...
Mas era um lugar belo,
um pouco vazio, colorido e sombrio.
Havia uma cabana, cabana de vidro
Uma redoma, um único amigo
e troussentos indivíduos:
personas, caricatas...
fantasmas, seres fictícios
que me fizeram crer na existência do nada.
Cada um ao seu modo, todos iguais por ser
espectros, todos iguais por serem reflexos.
Extremos opostos entre um mundo e outro.
Qual deles é o real, para sim e para não, ambos.
Qual deles o ideal?
Nenhum, nenhum me cabe, me contém, me pertence.
Talvez eu seja a linha entre esses dois extremos...
Um comentário:
Aaai Sammy, simplesmente maravilhoso!
Sabe, ás vezes tenho a mesma sensação, mas eu abstraio e infelizmente, acabo me tornando uma pessoa com cara plástica!
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