sexta-feira, 2 de julho de 2010

Rouxinol e o Andarilho

Contemplo as estrelas.

Aproveito agora que posso vê-las.
É noite, é frio...

Tudo fluiu como num rio:
Do mesmo modo como a lua se despede,
tu desaparecestes...

Outrora mesmo, tu me dissestes:

"Me ame, não me esqueces!"


Tanto tempo á sua espera,

minhas reservas de doçuras,

meu amor, meus louvores e liberdade.

Tu prendestes atrás de grades

e consumistes tudo como fogo até o fim.

Desperdiçastes meu tempo, meus versos...

Tudo foi-se ao vento.


Em ruas escuras, estive eu

mil noites á sua procura.

Repentinamente, tu mudastes

tornastes indiferente...

Sumiu do mesmo modo que surgiu:

Antes do nascer do Sol, partiu-se

em direção ao mar.

Sem ao menos me dizer se iria, ou não,

para os meus braços sedentos voltar.




Desde então, sinto-me nua: sem girassol,
sem castelo. Tornei-me andarilho a vagar

por ruas desertas, desde que se foi meu Rouxinol...

Um comentário:

Agathóss disse...

ILusão ou realidade, tudo se esvai na mesma medida que se faz. Bjins flor

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