terça-feira, 3 de agosto de 2010

GRANDE Solitário

Anoiteceu novamente, e novamente estou só!há tanto tempo estou só...-Não entendo, realmente não entendo como ainda não me acostumei, qual foi o momento em que eu não estivesse, ainda que acompanhada, só?
De qualquer modo, a solidão serve de boa companhia: é muda, nos dá total autonomia!
Um dia nossas escolhas, nossas crenças, se voltam contra nós sob a forma de fardos, açoites e grilhões. Até o homem mais forte, se cansa: a armadura, o escudo e a espada pesam! Se tirassem tudo isso dele, ele seria um homem comum, restariam as mãos , os pés os cabelos e a mente: um homem comum, com dores comuns e a mesma fadiga em comum.
Quando pequena fiz minha primeira grande escolha: eu queria ser GRANDE, grande o bastante para abraçar o mundo; fazer algo grande para o mundo. Hoje, ainda pequena na altura, grande na idade; olhei para o mundo e vi o quanto ainda sou pequena para ele. Quando muito eu poderia ser grande para o mundo de uma só pessoa, mas não para o mundo todo! O fato que eu teria de abrir mão do meu pequeno mundo e das minhas grandes ambições.
Até que certo dia eu notei: Fui dormir e estava só, acordei e ainda estava só; pensei, toquei, observei, imaginei, acreditei, cultivei, amei, adoeci, sobrevivi e ainda só! Foi então que eu me libertei dos grilhões, reagi aos açoites: restou apenas o duro fardo de minhas escolhas. Este eu terei de carregar só, se eu ainda quiser ser GRANDE!

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