domingo, 23 de novembro de 2008

O Cigano


Como todo cigano,
as vezes caminho sem rumo.
Conheço lugares, diversas cidades...
muitas vezes, me iludo, me engano.
E sempre me desiludo e sumo,
quando questiono minhas verdades.

Sou um sedento
de paz, de conhecimento.
Eu tento
um ideal, um sentimento...
Mas já não sei mais
o que é ou não, real.

Sou tomado por momentos de vazio.
Tornei-me frio e sombrio.
Meus heróis morreram,
meus ideais se perderam.
Sou um passional sem paixão,
um animal com razão.

O vento e o mundo
me tiraram tudo.
Estou lento, estou imundo...
Estou mudo!
Seria eu um tolo
por querer algum consolo?

Antes evasivo
que agressivo.
Eu escuto,
não discuto.
Não questiono,
só abandono...

Me iludo, me engano...
Me mudo.Sou Cigano!
A rua é minha morada.
E a Lua, minha namorada.
Desejo encontrar um lugar,
onde eu possa me encontrar.

Meus heróis estão mortos,
seus conceitos eram tortos.
Cigano ou não, eu sou humano.
Sou errante, amante, pensante...
Eu insisto e desisto.
-Oras, eu existo!

Eis o que sou.
A liberdade, a criatividade
são tudo o que me restou.
Caminhar, procurar...
Anseios que o tempo não apagou
e, nem o vento me tomou...

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