domingo, 23 de novembro de 2008

O Protegido de Atena


As Erínias me castigam,
desde que aprendi a pensar.
Como se não bastasse,
as Musas me abandonaram,
-Ai se eu soubesse
o que as Parcas tercem...
Será que elas me perseguem?
Ou as Graças de mim se esquecem?

Seria este o preço de ser
um protegido de Atena?
Fadado á negligência
de outras divindades?
-O que as Parcas haverão de tecer,
se apenas as Erínias me querem?
E não por pena!Mas por minha consciência.
Elas testam minhas capacidades
e, revelam-me novas habilidades...

Enluquecer?Somente assim
que haverei eu de viver
até o meu fim?
-Solidão?Incompreenção?
Esmolas de atenção momentânea,
e como retribuição
migalhas instântaneas de inspiração?

Cansei do saber!
Cansei de querer entender...
Tudo o que me resta saber é:
-O que as Parcas haverão de tecer?
Haverá algum dia em que as Erínias
de mim irão se esquecer?

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