quinta-feira, 30 de julho de 2009

Atuando e Produzindo filmes da vida real...


Sou completamente apaixonada por minhas emoções. Vivo por ela, morro por elas. E faço o que faço pois são elas que de algum modo, me conduzem aos grandes momentos. Momentos estes que eu defino como "Momento Estrela Cadente" : são breves instantes, singelos e marcantes, mágicos e quase sempre silenciosos, mas que quando percebidos são vivenciados com intensidade. E chegam até a ser eternizados por almas sensíveis como se fossem uma espécie peculiar de "curta-metragem", cuja a fotografia e o roteiro são dignos de OSCAR.
São graças a estas emoções que eu pude vivenciar ao longo de uma existência absurda- mas nem por isso, vazia- inúmeros instantes onde é possível ir da tragédia à comédia, do Clássico ao Contemporâneo, do Romantismo ao Realismo...
Seja a sós comigo mesmo ou desfrutando da compahia dos meus amados (amigos e familiares) e ainda com a participação de ilustres desconhecidos, estou sempre atento captando os melhores ângulos e, com isso, criando e depois colecionando diferentes vídeos na memória...
O interessante é que eu posso posso fazer deste arcevo de vídeos bastante inconvencionais o mesmo que qualquer outro colecionador de vídeos convencionais faz: catalogar cada filme, assistir inúmeras vezes cada filme, avançando ou voltando esta ou aquela cena, ou ainda, ver tudo em câmera lenta.
Alem disso, a medida em que se produz e coleciona este tipo de filme, desenvolve-se uma incrível capacidade de adaptação, além do senso estético- cada vez mais aguçado. Em muito destes "curtas" eu protagonizo, sou coadjuvante, antagonista ou figurante. Há ainda aqueles em que eu não atuo, apenas participo da produção como uma espécie de "camera man" .
Quisera eu poder transformar cada "Momento Estrela Cadente" em um filme de verdade, onde todos pudessem ter acesso as minhas lembranças mais fascinantes, ou vessem sob o meu ângulo tudo o que já vi e ainda vejo... Seria interessante, mesmo sabendo que nem todos iriam apreciar o meu modo bastante alternativo de fazer arte: talvez muitos não entenderiam o significado intimista de cada ângulo por mim captado.
Talvez para alguns tudo isso não passe de desvario ou loucura. Talvez até seja mesmo, e por quê não? Contudo, por mais passional que eu possa demonstrar, toda as minhas paixões ( seja pelas próprias emoções, por cada "Momento Estrela Cadente" e até a obsessão pelos "Curtas") todas têm limites. Amo minhas emoções. Oras, são meus tesouros e Ferramentas! Amo-as como um músico ama seus instrumentos e o artesão suas ferramentas. Amo-as com intensidade: vivo e morro por elas, mas estou muito longe de ser dominado por elas...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sedento, Esfomeado, Congelado

Eu tenho sede!!!
Eu tenho sede: De me entregar de braços abertos a um oceano de emoções! E com isso me afogar em um mundo completamente novo e surreal...






Eu tenho fome!!!
Eu tenho fome de vida: De me entregar de me jogar em um precipício e, com isso sentir a desconhecida sensação de estar sendo guiada pelos ventos como as folhinhas das árvores em época de outono!









Eu tenho frio!!!
Eu tenho frio: Necessito urgentemente de abraços calorentos, palavras fraternas, olhares ternos direcionados a minha pessoa! Alguem teria um cobertor para a alma e um conhaque para esquentar um coração praticamente congelado?

Sobre a idéia de clausura consciente


Alguns textos apresentados por um excelentíssimo amigo meu sobre a morte em vida e a ideia de clausura consciente fez com que eu refletisse a respeito de algo muito impertinente e até desastroso, do qual eu venho conduzindo a minha vida ultimamente. Na verdade os textos me inspiraram a um outro, de forma que eu não pude deixar de publicá-lo e muito menos agradecer ao amigo que apontou-me a este foco, mesmo que indiretamente...

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Nos últimos tempos este vem sendo a minha postura perante ao mundo: tanto o meu mundo quanto mundo compartilhado com o(s) outro(s). O que se transforma em um problema, quando aquilo que deveria ser tido como um "Estado Temporário" cujo o intuito deveria reestabelecer a ordem de nós mesmos, na busca incessante por equilíbrio. Mas que na verdade, acaba por tornar-se em um vício ou condição odiosa. Condição esta tão miserável e permanente que oprime aquela velha natureza fascinante de nós mesmos: A Emoção aliada à incrível capacidade de criar expectativas e filmes com notas românticas e agridoces, que guardamos cuidadosamente na memória, dando assim um significado para nossa vida à medida em que escrevemos ou desenhamos nossa história.
Em casos como estes, quando o estado torna-se algo permanente e imanente em nós mesmos, pode-se dizer que a vida perde todo o sentido: Estamos mortos ainda que haja um corpo quente capaz de gesticular...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Parque de diversões


A vida é como um dia em um grande parque de diversões: é ainda de manhã quando os grandes portões deste incrível parque se abrem.
Quando isso acontece, nos deparamos com diversas atrações, pessoas e guloseimas. Tudo é uma questão de escolha, mas são tantas opções e possibilidades que, nem sempre é possível experimentar uma por uma. Isto porque, o dia neste parque passa tão depressa que quase nem notamos o seu fim.
É preciso aproveitar ao máximo este dia, pois a nossa vida dentro deste parque de diversões dura só até o o Pôr do Sol.

domingo, 19 de julho de 2009

Excessos


Eis o derradeiro mal: Quando um Espantalho em uma busca incessante pelo conhecimento, permite que a razão sobressaia a emoção. Esta lamentavelmente torna-se tão tímida com o passar do tempo, que por vezes chegamos a questionar se aquele velho Espantalho têm ainda um coração quente e pulsante, ou se por conta de sua obsessão, tornou-se em um Homem de Lata.
Pensando a respeito, não posso deixar de ressaltar uma antiga expressão grega que consta no famoso Oráculo de Delfos: "Nada em excesso".

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A crise metarmofosica da lagarta


A lagarta passa um terço de sua existência alimentando-se constantemente, com o intuito de algum dia tornar-se em algo notável e livre. No segundo terço de sua vida, a jovem lagarta constrói uma nova e temporária morada. O que conhecemos por casulo, na verdade trata-se de um pequeno mundo dentro de um outro mundo. A lagarta o constrói para voltar-se para dentro de si mesma tornando-se em algo admirável tanto para o mundo quanto para si mesma.
O sonho de toda lagarta é tornar-se em uma borboleta. Aliás, não trata-se de um sonho ou um ideal apenas, mas o propósito de vida de toda lagarta. Algo que vem do extinto, algo ligado à essência de cada lagarta.
Entretanto, existe uma lagarta em especial que em meio de seu estágio de isolamento, está cercada de dúvidas e temores, e que se questiona: " O que será de mim quando eu sair daqui? Eu que sempre vivi como uma lagarta cujo o propósito é tornar-se borboleta, agora eu questiono: como haverei de ser borboleta se eu sempre fui lagarta? E ao tornar-me em tal magnânimo ser, qual será a razão do meu viver? Ao chegar ao ápice de minha evolução, terei eu algum objetivo a me ater?"
A pequena lagarta sabe que seu tempo como lagarta está acabando e, que uma nova vida está apenas começando. Ela quer evoluir, porém teme que com isso, venha a se perder. E a esta altura, nem ela mesmo sabe ao certo a onde ir. Ele insiste em adiar, mesmo sabendo que este este fenômeno é inadiável. Ela sabe que, se continuar como está, irá atrofiar.
E o tempo passa, e muitas lagartas conhecidas tornaram-se em belas borboletas. Algumas dançam as canções dos grilos e cigarras, enquanto outras se aventuraram pelo mundo, há ainda aquelas que chegaram a se casar e constituir família, outras de diferentes formas se perdem e se encontram diversas vezes, e muitas, fatalmente morrem. No entanto, a pequena lagarta resiste em seu mundo cada vez menor.
Uma coisa a pequena lagarta ainda não sabe, e não sabe pois seus medos não permitem revelar a ela sua lenta, porém constante transformação. Na verdade,suas pequenas asas estão rompendo lentamente seu casulo ao longo da noite. Contudo, somente após o instante da bela aurora que a pequena lagarta pôde sentir o orvalho em seu corpo acompanhado por uma brisa suave. Foi então que a lagarta deu-se conta de que já não era mais aquela estranha lagarta esverdeada e que há tempos tornara-se em uma bela borboleta azulada.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Observador


Enquanto seres dotados de vida, somos fragmentos que compõem a Perfeição, constantemente renovada por aqueles que nascem, vivem e percebem esta realidade, mas que não entendem como um todo. E se não entendem, não é por não querer, mas por pertencer a esta realidade, vivenciar em seu interior.
Quando se quer observar este mundo sob uma perspectiva ampla e abrangente, deve-se mudar o foco do olhar: observar o mundo de fora para dentro, não o contrário. Alguém que vive dentro de um ciclo, só entende que sua realidade corresponde a um ciclo, quando sai de seu mundo a fim de observá-lo de fora.
Contudo, uma vez que o obsevador sai de sua realidade mesmo que para compreendê-la, o mundo deixa de pertencer a ele, da mesma forma que o obsevador deixa de compor o mundo. O observador passa então a pertencer a outra realidade, a uma realidade muito diferente da anterior. Enquanto ser vivo e mortal, o observador não pertence ao espaço infinito como gostaria. Tão pouco, por compreender sua Terra Natal, passa a não pertencer ao seu mundo: desfaz de suas convenções, pessoas amadas, habito - agora obsoletos... O obsevador é livre, mais que qualquer outro ser vivente naquele mundo, por outro lado é limitado, por isso incapaz de explorar o Infinito. Livre e limitado... Mas ao contrário do que muitos pensam, o Observador não está deslocado, ou sem lugar. O Observador passa a pertencer ao espaço intermediário, o meio entre dois extremos: o Finito e o Infinito. Como se o Universo correspondesse à uma folha de papél imensa e o mundo correspondesse a espaço dentro de um círculo perfeito: o lugar do Observador não é o espaço dentro do círculo, nem o espaço fora do círculo, mas é a linha que define e separa o mundo finito e perfeito do Universo ainda a ser construído.

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...