Não sofro de asma ou qualquer
outra doença respiratória. Também não sou claustrofóbica, eu consigo sobreviver
bem em lugares fechados, sem grandes histerias. Não sou alérgica á animais, nem
sofro com alterações climáticas. Mas sinto falta de ar, em qualquer hora e
lugar. Sufoco em casa, na rua, em casa de terceiros. Ás vezes sinto minha
voz aguda e renitente ser abafada. Outras, sinto o ar ou o espaço comprimir o
corpo. Por inúmeras vezes acreditei mesmo ser loucura, desvario ou até frescura
mesmo...
Seja lá o que for, nessas
horas de sufoco procuro me conter, não me desesperar: gasta-se mais oxigênio e o
coração acelera todas as vezes em que deixamos as emoções dominar o corpo. Então
digo a mim mesma, como um curandeiro para seu paciente: "acalme-se logo vai
passar!". O engraçado é que nunca passou, quando muito posso sentir um
alívio que dura o suficiente para recuperar o fôlego, antes de outra
crise.
Acontece que com o passar do
tempo, minha patologia cronica assim como todas, agravou-se a tal ponto que nem
sempre consigo manter o mesmo controle habitual. Se o problema fosse em casa,
mudaria de casa. Mas, não... Seja em casa, na rua, no mercado, no ônibus:
"As pessoas encaram as coisa com tanta naturalidade, sejam coisas simples,
complexas e absurdas...A percepção humana é tão mecânica quanto suas ações! Tudo
é extremamente natural para meus concidadãos!" Tal naturalidade horas me
irrita, horas me sufoca em uma atmosfera que não me pertence. E a consciência
que possuo da naturalidade alheia e meu assombro perante o absurdo, me
enlouquece lenta e silenciosamente...
outra doença respiratória. Também não sou claustrofóbica, eu consigo sobreviver
bem em lugares fechados, sem grandes histerias. Não sou alérgica á animais, nem
sofro com alterações climáticas. Mas sinto falta de ar, em qualquer hora e
lugar. Sufoco em casa, na rua, em casa de terceiros. Ás vezes sinto minha
voz aguda e renitente ser abafada. Outras, sinto o ar ou o espaço comprimir o
corpo. Por inúmeras vezes acreditei mesmo ser loucura, desvario ou até frescura
mesmo...
Seja lá o que for, nessas
horas de sufoco procuro me conter, não me desesperar: gasta-se mais oxigênio e o
coração acelera todas as vezes em que deixamos as emoções dominar o corpo. Então
digo a mim mesma, como um curandeiro para seu paciente: "acalme-se logo vai
passar!". O engraçado é que nunca passou, quando muito posso sentir um
alívio que dura o suficiente para recuperar o fôlego, antes de outra
crise.
Acontece que com o passar do
tempo, minha patologia cronica assim como todas, agravou-se a tal ponto que nem
sempre consigo manter o mesmo controle habitual. Se o problema fosse em casa,
mudaria de casa. Mas, não... Seja em casa, na rua, no mercado, no ônibus:
"As pessoas encaram as coisa com tanta naturalidade, sejam coisas simples,
complexas e absurdas...A percepção humana é tão mecânica quanto suas ações! Tudo
é extremamente natural para meus concidadãos!" Tal naturalidade horas me
irrita, horas me sufoca em uma atmosfera que não me pertence. E a consciência
que possuo da naturalidade alheia e meu assombro perante o absurdo, me
enlouquece lenta e silenciosamente...
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