terça-feira, 12 de março de 2013

Triste assim...

Saudade do tempo em que na menor alteração de clima eu fazia tempestades, saudade de minhas tormentas vazias, inconsistentes...Saudade de quando eu chovia tão forte que minha Alma, ao se lavar quase se afogava em pranto salgado, esquecendo-se de si mesma enquanto naufragava.
   Chovia aqui dentro, como chove lá fora. A chuva forte uma hora passava e um lindo céu era revelado.  Por mais que ás vezes eu queira (e como queira!), fui castrada por mim mesma, chover já não posso, chuva já não faço! Isto não muda, entretanto, o cinza escuro e poluído que penetra minhas vias respiratórias, polui e sufoca as veias sanguíneas. Minha incapacidade de chorar, não diminui a angústia...
   E se antes eu chovia e trovejava, hoje apenas estou nublada: sufocada em um efeito estufa poluído que só eu criei...
Se eu pudesse chover...Se eu conseguisse gritar, alto e violento como um trovão...Quem dera, quisera pudera...

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