Chuva vai embora,
Não quero e nem espero
me afogar agora.
Chuva, vai embora.
Me deixe buscar mundos afora.
O céu, o mar, o mundo...Cada lembrança estimada,
afogadas em mar profundo.
Ao léu, entregue aos céus.
Detendo somente Nada:
ja não me inundo.
Chuva, vai embora!
Me deixe fluir no Agora.
Chuva, cai fora!
Leve em suas águas
a mágoa de outrora.
Vá, Chova em outros ares!
Vá atazanar outros lares.
O que tinha de ser levado,
a enchente já levou.
E que tinha de ser lavado,
meu pranto já lavou.
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