terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dezesseis

   Te Amo. Não te entendo, me questiono, te estudo, me invento...eu te Amo! Em dezesseis dias, dezesseis horas seguidas, dezesseis noites mal dormidas. Das seis ás dezesseis!

   Eu confio. Confio em você, confio em nós, apesar das divergências, dos conflitos que tanto temo e que fogem de mim e de nós...Eu confio! Mais em ti e nem tanto em mim. Por mais ilógico, eu ainda confio.

   Ao seu lado sinto tudo: Amor, confiança, respeito, sensações incomuns, sinto o vento, a música do silêncio, cada gosto e cheiro de cada cor tocada! Plenitude efêmera, a paz em seus braços, os meus pedaços restaurados...Só não sinto segurança: eu amo, eu confio, mas o amado quanto mais amado que se torna, menos segura eu me sinto. Minha fala, minha razão, meus devaneios e explosões, meu eixo: tudo muda o sentido!

   A vírgula, a reticência, a indagação...um mero suspiro: ao seu lado, minhas próprias palavras se tornam em meus algozes. Segura ao seu lado? Como? Os seus medos, os meus medos, os medos dos medos...a única certeza, o xeque: a certeza do presente, a incerteza passageira, a eternidade consumida pelo calor do instante.

   Contesto este Amor, é ilógico, doentio, exaustivo! Contesto e odeio o Amor! Quero Segurança, aquela que há tanto não sinto! Quero voltar a dormir com minha paz, meu juízo, minha pequenez...14, 15, 16...são tantos conflitos, perdi as contas, estou tonta! Amar-te é um insulto á minha lucidez!

   Saudade de quem eu era. Saudade do que eu não lembro ter sido. Mas a saudade não é tanta quanto a coragem de ter 16 vezes um coração partido e, mesmo assim, num gesto de insensatez confiar-me o peito outras 16 vezes para te amar de novo: do zero ao dezesseis!

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