domingo, 27 de dezembro de 2009

Aos contemporâneos da Alma Antiga


"Antes de tudo, devo os méritos destes texto á um certo aspirante á filosofo com a alma de artista. Um amigo, um irmão que assim como eu, assim como muitos, possuem a "Alma Antiga" e pagam um alto preço por sofrer demais, devido tanto a incompreensão alheia, quanto a busca do Eu no Outro."

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Até que ponto, ou melhor, a partir de qual ponto, a união entre extremos opostos pode gerar equilíbrio? Existiria mesmo a harmonia entre opostos, que juntos constituem o Uno? Estamos a concluir a primeira década do terceiro milênio depois de Cristo, no entanto, dúvidas antigas, aporias aparentemente solucionadas, permanecem adormecidas. Dúvidas que se revelam no silêncio da noite, aos que por tudo sentem e aos sedentos por explicações. A dúvida que não cala, as dúvidas que estão a percorrer a atmosfera de um microcosmo -, ou como queiram, a massa cinzenta de um ser pensante - é a mesma do ontem, do hoje, talvez do amanhã e, com toda certeza, é a mesma que insiste desde os tempos mais primórdios e clássicos, em simpósios onde filósofos e poetas costumavam a se reunir: É possível haver um acordo, uma união estável entre um platônico e um "hedonista"? Poderia um platônico explicar e, talvez, persuadir um "hedonista" sobre o que diz respeito a sua concepção de amor? Poderia o "hedonista" proporcionar o " hédon hédus" ( prazer doce) á um ser que ama e contempla o Belo que transcende?

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" Éros e Psiqué: Psiqué espera cumprir seu destino junto á Éros. Éros por toda a erternidade buscar por Psiqué, até que se encontram dentro de um instante. Éros é quem está a esperar por Psiqué, esperar por sua entrega. Psiqué espera estar pronta para entregar-se definitivamente e eternamente ao amor de Éros. Mas até quando Éros poderá esperar por Psiqué? "

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Identidade indefinida

Crenças, sonhos, anseios...
Assim eu era, assim eu fui...
Mas acabaram-se alguns sonhos. Tudo bem, sempre fui daquelas que sonha acordada, com a cabeça na lua e os pés distantes do chão...Sobre meu cérebro, definiria como uma máquina de pensamento distintos, originais devido à surrealidade no modo de articular as ideias, de representar a realidade cinza, através da linguagem metafórica que por vezes fora tida como ambigua ou subjetiva...
Mas eu sonhava, acordada ou dormindo. Ás vezes mais acordada do que dormindo. O que de algum modo contribuiu sigificavelmente com uma constate confusão entre realidade e sonho...
Assim eu era, assim eu fui...

Sonhava coisas incríveis, talvez fosse uma irresistível vontade de viver e sentir cada célula, cada aroma, cada cor e recriar no imaginário algo significativo. Eu era, eu fui crente, paciente e esperançosa...
Mas vieram as situações do mundo real, que me obrigaram a escolher e dissernir entre este ou aquele, o certo - ou melhor, o que muitos dizem serem o certo...
de atingir uma certa idade e arcar com as Então chegou o dia em que perdi mais alguns sonhos: é a consequênciaconsequências de cada ação...
Me mandaram correr, mas eu queria contemplar. Quando se corre quase nunca se contempla, exceto quando chove ou quando estamos dentro de um ônibus em um dia de engarrafamento...
Pouco a pouco, as ilusões se desfizeram como a neve na primavera. E de tanto correr, pensar em cada ato, arcar com consequências, minha máquina de fazer sonhos enferrujou...
Parei de sonhar novos sonhos, fiquei com alguns velhos. A esperança me ajudou a mantê-los por mais um tempo. Mas o fardo da esperança é muito pesado para aqueles que anseiam alçar voos...
Mas o peso da esperança não a torna menos frágil do que uma taça de cristal. Ou qualquer outro sentimento...
Não sou desesperançosa, só não sou mais aquela que sonha, que imagina, que espera e que cre...
O que eu sou agora, hoje fica a dúvida...

Respostas obtidas

-Por que não podemos flutuar?
R: Porque o nosso corpo humano é muito pesado para tanto.

-Por que uma coisa tão bela quanto o arco-íris
pode ser visto, mas não pode ser tocado?
R: Porque o arco-íris é puro demais para ser tocado.

-Por que escolher aqui ou ali?
R: Porque a condição humana nos obriga a nos movimentar, na velocidade do tempo, com o argumento de que o movimento pode nos levar àlgum progresso.

-Por que as bolhas de sabão não são eternas?
R: As bolhas de sabão não resistem por muito tempo esta atmosfera.

-Por que as flores morrem?
R: Porque elas exercem a função de reproduzir-se. Não apenas enfeitar os jardins, como os sonhadores costumam crer.

-Por que provar o que eu acredito ser ou não real?
R: Para conseguir manter a pureza e a transcendência de nossas crenças.

-Por que conter a lágrima que insiste em cair?
R: Porque o orgulho e a vaidade nos ensinam que o pranto é para os fracos. E ninguém quer ser tido como fraco, tão pouco, tê-lo por perto, visto que os fracos são custosos...

-Por que esconder o riso, desviar o olhar?Por que corar?
R: Por que no mundo real, ninguém consegue suportar a verdade por muito tempo. Usam-se mascaras para não demonstrar e não ver o que existe.

-Por que tanta dificuldade ao expressar o que a gente sente,
pensa, acredita, quer ou a negação de tudo isso?
R: Porque o entendimento entre um ser e outro é muito relativo, somente os semelhantes - ainda que aparentemente sejam dessemelhantes - é capaz de compreender o que um ou outro disse ou quis dizer, mesmo que a frase seja dita em silêncio, apenas com os olhos.

-Por que eu não sinto mais aquelas borboletas multi coloridas?
R: Quanto às borboletas, penso eu que há tempos foram extintas...
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Por que, por que?
Por que o mundo não pode ser
do jeito que a gente imagina?

O mundo não pode ser do jeito que a gente quer, porque cada um quer um querer diferente. Se todos tivessem esse mesmo direito, ainda que por um breve instante não haveria mundo, mas aproximadamente 6 bilhões de universos particulares dentro de um mesmo mundo. Em outras palavras nossa realidade se resumiria em uma dízima infinita, absurda e desnecessária.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Colápso

O líquido da garrafa está expandindo, a garrafa é feita de vidro resistente, mas, este fato não a torna indestrutível, não se sabe até que ponto esta garrafa pode suportar o frio e a pressão.

Minuto a minuto, grão a grão a cair de uma pon
ta a outra, tal qual o tic-tac do relógio em ritmo sincronizado rumo ao caos. Mas tudo passa bem devagar, aguardando a hora em que uma explosão virá à tona em um espetáculo breve e assustador, diante dos olhos cegos de quem está ao lado.
Não há esperança, não há algo que impeça o frenezi da garrafa de vidro. Não há um segundo caminho, quando muito, pode-se atrasar ou amenizar o fenômeno, mas a garrafa vai explodir no congelador.
Paciência, paciência...paciência... A virtude tornou-se vício. O vício tornou-se um hábito aos olhos do outro e um tormento para o ego. Uma garrafa, um certo líquido, um lugar frio e esquecido...um tempo...

"Qual tempo?" Indaga a garrafa a si mesma, no instante que antecede o fim.

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...