-Por que não podemos flutuar?
R: Porque o nosso corpo humano é muito pesado para tanto.
-Por que uma coisa tão bela quanto o arco-íris
pode ser visto, mas não pode ser tocado?
R: Porque o arco-íris é puro demais para ser tocado.
-Por que escolher aqui ou ali?
R: Porque a condição humana nos obriga a nos movimentar, na velocidade do tempo, com o argumento de que o movimento pode nos levar àlgum progresso.
-Por que as bolhas de sabão não são eternas?
R: As bolhas de sabão não resistem por muito tempo esta atmosfera.
-Por que as flores morrem?
R: Porque elas exercem a função de reproduzir-se. Não apenas enfeitar os jardins, como os sonhadores costumam crer.
-Por que provar o que eu acredito ser ou não real?
R: Para conseguir manter a pureza e a transcendência de nossas crenças.
-Por que conter a lágrima que insiste em cair?
R: Porque o orgulho e a vaidade nos ensinam que o pranto é para os fracos. E ninguém quer ser tido como fraco, tão pouco, tê-lo por perto, visto que os fracos são custosos...
-Por que esconder o riso, desviar o olhar?Por que corar?
R: Por que no mundo real, ninguém consegue suportar a verdade por muito tempo. Usam-se mascaras para não demonstrar e não ver o que existe.
-Por que tanta dificuldade ao expressar o que a gente sente,
pensa, acredita, quer ou a negação de tudo isso?
R: Porque o entendimento entre um ser e outro é muito relativo, somente os semelhantes - ainda que aparentemente sejam dessemelhantes - é capaz de compreender o que um ou outro disse ou quis dizer, mesmo que a frase seja dita em silêncio, apenas com os olhos.
-Por que eu não sinto mais aquelas borboletas multi coloridas?
R: Quanto às borboletas, penso eu que há tempos foram extintas...
Por que, por que?
Por que o mundo não pode ser
do jeito que a gente imagina?
O mundo não pode ser do jeito que a gente quer, porque cada um quer um querer diferente. Se todos tivessem esse mesmo direito, ainda que por um breve instante não haveria mundo, mas aproximadamente 6 bilhões de universos particulares dentro de um mesmo mundo. Em outras palavras nossa realidade se resumiria em uma dízima infinita, absurda e desnecessária.
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