Crenças, sonhos, anseios...Assim eu era, assim eu fui...
Mas acabaram-se alguns sonhos. Tudo bem, sempre fui daquelas que sonha acordada, com a cabeça na lua e os pés distantes do chão...Sobre meu cérebro, definiria como uma máquina de pensamento distintos, originais devido à surrealidade no modo de articular as ideias, de representar a realidade cinza, através da linguagem metafórica que por vezes fora tida como ambigua ou subjetiva...
Mas eu sonhava, acordada ou dormindo. Ás vezes mais acordada do que dormindo. O que de algum modo contribuiu sigificavelmente com uma constate confusão entre realidade e sonho...
Assim eu era, assim eu fui...
Sonhava coisas incríveis, talvez fosse uma irresistível vontade de viver e sentir cada célula, cada aroma, cada cor e recriar no imaginário algo significativo. Eu era, eu fui crente, paciente e esperançosa...
Mas vieram as situações do mundo real, que me obrigaram a escolher e dissernir entre este ou aquele, o certo - ou melhor, o que muitos dizem serem o certo...
de atingir uma certa idade e arcar com as Então chegou o dia em que perdi mais alguns sonhos: é a consequênciaconsequências de cada ação...
Me mandaram correr, mas eu queria contemplar. Quando se corre quase nunca se contempla, exceto quando chove ou quando estamos dentro de um ônibus em um dia de engarrafamento...
Pouco a pouco, as ilusões se desfizeram como a neve na primavera. E de tanto correr, pensar em cada ato, arcar com consequências, minha máquina de fazer sonhos enferrujou...
Parei de sonhar novos sonhos, fiquei com alguns velhos. A esperança me ajudou a mantê-los por mais um tempo. Mas o fardo da esperança é muito pesado para aqueles que anseiam alçar voos...
Mas o peso da esperança não a torna menos frágil do que uma taça de cristal. Ou qualquer outro sentimento...
Não sou desesperançosa, só não sou mais aquela que sonha, que imagina, que espera e que cre...
O que eu sou agora, hoje fica a dúvida...
Vaga-lumes são inspirações noturnas que brilham em meu quarto. Múltiplas e frenéticas colidem entre si; e como estrelas que se unem em constelações, nasce o verso, a prosa sem nexo, a doxa, a palavra sufocada.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Identidade indefinida
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