segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Colápso

O líquido da garrafa está expandindo, a garrafa é feita de vidro resistente, mas, este fato não a torna indestrutível, não se sabe até que ponto esta garrafa pode suportar o frio e a pressão.

Minuto a minuto, grão a grão a cair de uma pon
ta a outra, tal qual o tic-tac do relógio em ritmo sincronizado rumo ao caos. Mas tudo passa bem devagar, aguardando a hora em que uma explosão virá à tona em um espetáculo breve e assustador, diante dos olhos cegos de quem está ao lado.
Não há esperança, não há algo que impeça o frenezi da garrafa de vidro. Não há um segundo caminho, quando muito, pode-se atrasar ou amenizar o fenômeno, mas a garrafa vai explodir no congelador.
Paciência, paciência...paciência... A virtude tornou-se vício. O vício tornou-se um hábito aos olhos do outro e um tormento para o ego. Uma garrafa, um certo líquido, um lugar frio e esquecido...um tempo...

"Qual tempo?" Indaga a garrafa a si mesma, no instante que antecede o fim.

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