O mundo é do jeito que é. Desculpem os românticos, odeio decepcionar pessoas relevantes, mas tudo é o que é ou o que tem de ser. Não há esperança, o que há é uma crença absurda e obsoleta que corroi a alma do ser que espera que o mundo de fato, em algum dia, mude. Não, eu cansei de esperar pelo outro, esperar a compreensão do outro, esperar algum dia compreender o absurdo e solucionar os problemas do mundo.
Agora sou eu. Agora eu descobri o centro de um cosmo: eu sou este cosmo, em sua totalidade, em sua magnitude, em sua gloria, em sua desconstrução... O resto? O resto do mundo? Não, eu sinceramente dispenso, pois eu basto em mim mesma: eu mato a mim mesma, eu me decomponho, me transformo, renasço, recrio a mim mesma...1000 vidas, mil mortes de um mesmo ser que como tudo na natureza vive e se expande ao passo que se modifica...
Se sou tudo isso, eu posso criar minha liberdade, minhas crenças, minhas patologias e minhas curas...Não, eu não preciso do outro ao passo que eu ainda respiro, eu ainda penso, eu ainda, vivo e sou...



