terça-feira, 23 de abril de 2013

Minha avó

Deus já te levou há tanto tempo, há tantos anos.
Mas penso que a cicatriz ainda não se fechou. Ainda sinto uma pontada no peito quando me lembro da senhora. Do quanto queria que você, minha vovó querida estivesse aqui conosco. Saudade da sua benção, do seu abraço, do seus conselhos...
Mas você já não pertence á este mundo. Sua alma se libertou do corpo como as borboletas do firmamento. Não deveria chorar, eu sei. É egoísmo, é irracional...Desculpe por esta falha, por ás vezes, pensar em mim e o que eu quero que seja o justo. Ás vezes escapa, ainda não aprendi a ser altruísta e justa.
Mas acontece que a saudade é tanta, o desejo de que a senhora me abraçasse apertado e me assegurasse que tudo vai ficar bem. Ai Vó, eu me sinto tão perdida ás vezes! E entre tantas pessoas, a senhora sempre se importou, sem nunca julgar.
Tanto tempo se passou, e este buraco não se fechou. Tudo o que eu queria agora é voltar no tempo, ser criança outra vez, e ouvir sua voz, receber seu carinho. Ainda lembro com alegria e saudade do seu riso, das suas histórias, das suas inúmeras habilidades, da sua expressão altiva, da sua força...Me sinto tão pequena, e apesar da minha pequenez, a senhora sempre viu um brilho que mais ninguém via, nem mesmo eu.
A senhora sempre foi a melhor entre todos nós: irmãos, filhos e netos.
Até seu nome condiz com sua presença, a própria recompensa de Deus aos Homens: a GRAÇA.
Eu te amo, Vó!

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