sábado, 6 de junho de 2009

A Bela e a Fera




Aqui estou novamente mergulhada em meus pensamentos, pensamentos estes que são tantos e tão misturados em um oceano que se resume em minha mente. Mente tão confusa, mente que mente, mente imatura...
Sinto um vazio em minha alma, um buraco em minha vida, uma sombra que se estende por toda a extensão do meu ser. Como se eu estivesse sendo condenada e julgada por todos - inclusive eu mesma - por um crime que eu já nem sei ao certo se eu o cometi, ou se quer, pensei em cometer...
- Socorro, estou presa! Estou presa a um corpo e a um mundo que por vezes me pergunto se este me pertence. Estou presa sem direito a condicional, sem saber em que tempo estou. Tem dias que um ou outro se lembra de mim, no entanto, este fenômeno não ocorre com tanta frequência... E por mais que eu me sinta, em alguns momentos, quase tão irrelevante quanto uma folha entre milhares de folhas que caem de uma mesma árvore diariamente durante o outono, isto não me aflige.
A verdade é que há uma fera adormecida por debaixo desta pele de cordeiro, que eu costumo chamar de aparência. Tenho medo de mim, tenho medo do que eu possa ser. Temo meu futuro, pois o meu presente me condena a viver presa em meu passado...
Sou dois lados de uma mesma moeda, não sei ao certo se estou viva ou morta, ou se sonho. O fato é que estou mergulhada em uma espécie de absurdo, sou uma aberração existencial e o mundo ao qual pertenço também é. Mas para o meu desespero, poucos são capazes de notar...

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