terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Vá embora


Chuva vai embora,
Não quero e nem espero
me afogar agora.
Chuva, vai embora.
Me deixe buscar mundos afora.
O céu, o mar, o mundo...
Cada lembrança estimada,
afogadas em mar profundo.
Ao léu, entregue aos céus.
Detendo somente Nada:
ja não me inundo.
Chuva, vai embora!
Me deixe fluir no Agora.
Chuva, cai fora!
Leve em suas águas
a mágoa de outrora.
Vá, Chova em outros ares!
Vá atazanar outros lares.
O que tinha de ser levado,
a enchente já  levou.
E que tinha de ser lavado,                                     
meu pranto já lavou.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

(Re)conhecendo


Ainda que o futuro fosse incerto e duvidoso, ainda que eu não soubesse quando ou “se” nossos destinos algum dia iria se encontrar, eu aguardei. Aguardaria todo o tempo que fosse necessário, e desde que você se apressasse, aguardaria sua chegada até meu último sopro de vida. Nenhum Ser capaz de amar é totalmente dotado de razão, e você foi por muito tempo o objeto de minha espera. Um segredo que só ousei compartilhar em meus diários e com as estrelas.

Esperava (só me restava esperar!), mas corria enquanto aguardava. E quando surgia uma oportunidade de identificar um entre 10 mil, eu buscava. Perdoe-me por me perder nos olhos de outros, confundi-los aos seus, buscá-los em outros milhares de pares. Oras eu não te conhecia, neste jogo sem regra, a própria intuição era propícia ao erro. E embora eu contasse com uma fé inabalável em algum fato ou evento que eu sentia, mas não sabia, por mais que eu soubesse que nossos olhos cedo ou tarde se encontrariam, não havia sinal que me levasse até você.

Fui pega pela ilusão, o calor da emoção, havia espera, mas não sabia quem tu eras! A angústia e a insônia viviam a me assolar, e quando a insônia me deixava só, pesadelos ganhavam proporções dantescas que me consumiam. Acordava no chão, em meio a um labirinto mortal de caminhos incertos, de certo apenas minha fé. Nestes instantes intermináveis eu te odiei. Mesmo absolvendo-te de toda a culpa, eu te odiava. Odiei-te, por amar-te loucamente, por esperar-te em demasia. Por saber que embora aos meus olhos tu fosses invisível, ainda sim, colocar-te como a única certeza em meu futuro imprevisível. Por me sujeitar a aceitar sua com sua inexistência relativa em meu presente sufocado de expectativas.

Eis que eu o vejo, o objetivo e o fim de minha espera. O fim que após tanta espera, nasceu aos meus olhos. Meus olhos, seus olhos... No dia em que houve o encontro de nossas almas, aquilo que deveria morrer: o meu passado angustiante, a esperança torturante, tudo morreu ou caiu em esquecimento. Tudo, exceto a certeza de que eu saberia de quem se tratava se eu o encontrasse, porque eu saberia que existiria para ti como tu á mim. Não mais um futuro incerto, uma idéia vaga ou mal acabada, meu Amor, você é o presente, a obra definida, a graça alcançada. Você não é espera, é realização.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

γνῶθι σεαυτόν (conhece-te a ti mesmo)

   "Quem sou eu" Boa pergunta. Certa vez um artista plástico que eu conheci em um bar me indagou: "Por que as perguntas mais simples são as mais difíceis de responder?"
   Dizem que o primeiro passo para ser sábio é se conhecer. O problema é que eu mudo a todo instante, o mundo me move para uma mutação contínua: seja no aspecto físico, afetivo, moral, intelectual.
   Há quem diga que é através do "outro" que nos conhecemos ou nos reconhecemos, deste ou daquele jeito. São os afetos que de certa forma nos molda, nos modifica. Mais do que afetos vãos, estes afetos são voltados para um segundo sujeito que pode ser semelhante ou não. Eu reconheço a semelhança no outro, eu me aproximo do outro, me aprimoro. Da dissemelhança, surge a necessidade de adaptação, que envolve a agregação: os opostos se atraem porque se complementam, o que falta em um, tem no outro e vice-versa. Neste caso, eu amo o outro pelo porque ele tem aquilo que eu não tenho, ele é aquilo que eu não sou, e por isso eu mudo, deixo aflorar minhas potências até a pouco ocultas.
   Conhecer é lembrar. Só se conhece aquilo que se pratica, só se sabe aquilo que é experimentado. Desse modo conhecer a mim mesma, poderia ser conhecer e praticar aquilo que eu sou ou aquilo que eu faço. Assim, de certo modo, eu sou aquilo que eu faço. Alguem que se inventa e se reinventa.
Sou alguem que pensa, a simples ação de duvidar até mesmo da minha própria existência, já afirma e atesta a mesma. Mas não responde de fato, quem eu sou ou que lugar eu ocupo aqui.
  Eu sou alguma coisa que cria coisas: que imagina, que ilude, que crê, que faz, que reproduz, que sente, que pensa, que escolhe, que opina, que contesta. Sou alguem que sente: medo, segurança, prazer, dor, frio, calor, ódio, amor, agonia, alegria.
   Alguém que segue o fluxo, que se perde no curso, que se conheceu e que se desconhece, que corre enquanto espera, que se desespera. Um ser absurdo, com o propósito de sobreviver a si e ao resto do mundo. Filha de dois jovens que não sabiam ao certo as consequências de suas decisões, que hoje são mais velhos e volta e meia me vem com sermões. Filha de um Deus, causa, Principio, acaso, de um Tudo, quiçá, do próprio Nada, ou algum desses conceitos realizados. Brasileira, paulista, humana, mestiça...
   Exemplar do gênero feminino da espécie Homo Sapiens. Humano, tirano, insano, elouquente, frequentemente mudo. O meio entre o angelical e o animal, o bem e o mal. O Sísifo que dribla a morte, mas não foge do cotidiano. O Prometeu que ousa desafiar poderosos deuses, um condenado a pagar por suas ações do dia-a-dia. Uma Psiqué que transcende a si mesma por Amor. Um cego que conhece seus caminhos, mas que tropeça em promessas. Luz e Sombra espelhados.Contemporânea com aspirações futuristas, menina que sonha à moda antiga. Paradoxo angustiante e angustiado. Aspirante á Herói, mais um individuo anonimo ainda a ser desenvolvido. Condenado á ser livre e acorrentado a esperança. Algo a ser pensado. Algo a ser inventado...
 
 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Fuga

Me ouça, preciso que você preste a atenção e esqueça todo o resto:
Esqueça...esqueça as coisas que te aborrece, vamos esquece!
Desligue-se do que é resto. Respire, com calma, sem pressa...
deixe sua pele respirar, se ajudar, tire o sapatos: ninguém vai notar.
Não pense tanto, deixe as questões exaustivas para outro instante.
Feche os olhos e, ainda respirando devagar mê dê sua mão.
Vamos flutuar para o mais distante que o vento for capaz de nos levar...
com sorte, conseguiremos voltar antes do Sol se pôr (e ninguém dará por nossa falta)...
Quem foi que disse que teletransporte e outras coisas não existe???

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O Tempo é um velho esclesosado. Uma hora sabe o que faz, conduz as coisas no ritmo que tem de ser, e do nada ele se esquece do que está fazendo, se arrasta, adormece, deixa a gente plantado esperando por um instante que não chega. Então, ele enlouquece outra vez e corre, dispara feito um tiro para o alto sinalizando a corrida da vida. E se você não ouve este disparo, não tem choro, não tem vela. Tente correr: pegar o bonde andando. Aproveite que o vento sopra a leste pela manhã e oeste pela tarde o que reduz a velocidade do vento dependendo do tempo. Corra menina: se o bonde dobrar a rua você o perderá de vista. E depois não me venha chorar o leite derramado, ou a aguá que ja passou pelo rio.
Faça suas escolhas e não olhe para trás. Decida, vamos decida: ao contrário do que pensas, o Tempo não dorme, apenas pisca.
 

sem nome

O que é isso que eu sinto hoje? De que se trata este sentimento moderado, lucido, consciente de tudo, brando e consistente, alem de impertinente? Não é quente, nem desejo desmedido. Não é frio ou morno, não fede, se quer cheira?
O que é este NADA? Esta ausência, este eco, vazio, indiferença? Este ir e vir, esta indiferença ao devir? Esta ausencia de crença, este cômodo de nada? Este amontoado de Nada?
 

Sperare

Estou desregulada como o mundo em que habito. Faz calor aqui dentro, e este calor não só assusta como se transformam em bocas de fogo famintas por devastação.
Vejo minhas certezas, minhas geleiras se diluírem em oceanos profundos e misteriosos...E o volume das águas selvagens engolem minhas ilhas...arquipélagos inteiros somem...cai no esquecimento quando consumidos pelas tsunames de emoções profundas...Meus deuses caem, são engolido pelo chão que se abrem em meus pés...
Onde estás? Onde tu se escondes Pequenina? Por entre os espinhos, penhasco abaixo? Por detrás das nuvens?
Por que me deixastes, Esperança? Por quanto tempo meu mundo haverá de definhar até tu voltares a habitar aqui dentro?
Se manifeste Fé inabalável, chova neste corpo sedento e arruinado. Me faça crer em outra causa, me traga algum novo Deus, alguma nova Verdade, alguma perspectiva, convicção, alienação.

Eu estou bem

Apesar da tragédia, apesar da incrível necessidade de isolamento e silêncio e quiçá pausa para respirar. Apesar de não ter visto o bonde passar, de não ter ouvido o tiro sinalizando o começo da corrida e eu estar bem mais atrás do que a média. Apesar de me questionar diariamente nos últimos 5 anos da minha vida sobre: o que fazer?! e no final, só poder contar com meu juízo, eu estou bem.

E quem se importaria se eu dissesse a verdade? Tantos me perguntam como eu estou, mas pouco se importam em saber de fato como eu tenho estado. Pra que incomodar? "Eu estou bem!" Estou viva, eu respiro, eu penso, tenho ciência em ao menos exercer a crítica, em pelo menos saber que nada em minha vida vai tão bem quanto aquilo que eu gostaria. Estou bem, justamente por saber que passamos por mais tempos difíceis do que felizes, e que justamente por saber que a felicidade dura apenas o tempo de uma estrela cadente se apagar na imensidão celestial, justamente por saber que eu não posso reter a felicidade por muito tempo pois eu me afogaria nela e mataria outros, é que eu aproveito muito bem este breve "piscar de olhos". É por saber que a vida não me dá tempo pra perder e gastar a vida a toa, é que eu faço valer meus instantes gastos.

 Sim, estou bem. Estou embora eu não esteja satisfeita com o modo como eu venho levando minha vida, embora eu não faça a menor ideia de como conduzí-la de um modo coerente. Não estou satisfeita, nunca estou. Não gosto do que eu faço e, se eu sou exatamente aquilo que eu tenho feito nos últimos tempos, então eu não me suporto. Não tenho razões para gostar de mim, mas apesar dos pesares ainda estou bem. Eu respiro, eu ando, eu suspiro quando penso: "que pena!", mas eu suporto, não desperto pena. Eu sobrevivo durante a maior parte do tempo, e quando em dado momento sou contemplada com um daqueles instantes mágicos: eu nasço, eu ganho vida e morro. Não sofro até meu último sopro.

 

Androgenia

Olhos, bocas, ouvidos, mãos que se olham, que se provam que se tocam e se revelam. Olhos que velam outros olhos que descansam, ouvidos que ouvem boca que se expressa e saboreia enquanto mãos se conectam e entrelaçam umas as outras, Você e Eu. Nesta simbiose instantânea, uma Androgenia metafísica em meio a paz se instaura.
Seus olhos, meus olhos, olhares flamejante em direção á...
Seus beijos, meus beijos, nossos beijos ardentes e delirantes que consome todo o resto, dessa combustão de desejos, duas forças se fundem, se engolem, mordem, explodem quase morrem...Uma força ganha vida. O ser é Uno mas se manifesta a partir da combinação de dois seres que se tornam gigantes quando unidos.
Minhas mãos, suas mãos, nossas mãos...Mãos que se tocam, mãos e braços que se apertam e se entrelaçam, que se puxam, que se aderem que se intercalam. Bocas cujo os olhos calam, almas que assumem múltiplas formas. Tudo em nós é UM, e tudo que compõe este um é múltiplo de DOIS, sem resultar em meio.
Eu, tu, nós...Sou, és, somos?! Em mim, em ti, em nós. Somos nós produto da soma de dois eus, a extensão de si em um outro, que em verdade é o mesmo Eu.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Problema é de quem?


E aqui estou novamente reclamando. Me pergunto: “será que eu não me canso?” Não é que eu goste de reclamar, na verdade, quando o problema é só meu e de mais ninguém eu até evito “tocar no assunto”. Sei que todos tem suas respectivas vidas, com seus desafios, prioridades, neste ponto tenho vergonha de ir à casa de alguém arrastando correntes, com o semblante abatido, nestes casos me ausento. Ainda não sei o que é pior, a pena alheia ou a intromissão alheia. Quando o problema é só meu e de mais ninguém, eu me isolo, me calo e não dou o ar da minha cara, até que eu tenha alguma cara boa pra mostrar. Mas confesso, estou cansada, - apesar de ter apenas 24 anos, 6 meses e 20 dias! – estou muito cansada, de tudo isso. Me canso de ver coisa errada no mundo, a descriminação racial, social, sexual, comportamental, religiosa e intelectual. Me canso de ver gente dizendo ser o dono da razão, vendendo discursos copilados, distorcidos e berrados sobre o que é e o que não é. Me canso de ver gente que se sente, mas que muito embora possa fazer algo pra mudar uma ou outra coisa, ajudar uma ou outra pessoa ou causa, a pessoa se abstém e nega: “ISTO NÃO É PROBLEMA DELA!”

As pessoas têm preguiça de pensar, de discordar. A crítica morre no “achismo infundado”, na falácia em demasia em redes sociais e ter os 15 segundos de fama. A política só se torna de interesse público por quanto é útil falar dela, é notícia é “cool”, mas a informação é superficial. Facilmente cai no esquecimento. Me sinto envergonhada quando paro para refletir e tristemente me vejo obrigada a concordar com a minha mãe quando ela diz que a geração dela, a GERAÇÃO X fez alguma coisa ao contrário da minha. Mas isso não é problema meu ou seu.

Se um cara que recrimina e agride (ainda que verbalmente) pessoas por sua opção sexual, comportamento ou opinião e usa da fé de seus “seguidores/ ovelhas” para “fazer política”. Isto não é problema seu! A menos é claro que você seja HOMOSSEXUAL, BISSEXUAL, alguma coisa que termine com "UAL" - exceto é claro HETEROSSEXUAL- e seja ativista.

Se um algum imbecil mimado com mania de grandeza resolve testar a potência dos cavalos de seu veículo importado, e comete a idiotice de combinar alguns Drink´s e causar acidentes graves,isto também não é problema seu. À menos é claro que você conheça as vítimas ou seja uma delas. Do contrario, se revoltar por quê?

Reclamamos da corrupção descarada do nosso País e do alto salário das pessoas que elegemos, mas elegemos sempre os mesmos. Ou em protesto, simplesmente não elegemos, deixamos a decisão nas mãos de outras "ovelhas influenciáveis". Se alguma coisa der errado, bem só será meu ou seu o problema quando isto nos afetar diretamente. E quando afeta nós sempre colocamos a culpa no Pastor, no ativista "ual", no político burguês, no sindicalista corrupto e em todos os políticos que não elegemos. Assim dizemos: "Ainda bem que eu não votei no fulano, tá vendo só?" Mas somos hipócritas ao assumir nossas falhas: talvez não elegemos o "Fulano", mas o "Ciclano" do partido X é tão cretino quanto aqueles a quem condenamos. E pior: muitas vezes nem nos lembramos de quem votamos para o Legislativo. Ou deixamos de votar, damos oportunidade para que as "ovelhas", os "alienados" e os ativistas "uais" ganhem espaço e aprovem aquelas mesmas leis que certamente condenaremos. Mas isto não é da minha conta, assim como também não é da sua conta.
   Assim como também não é da minha conta ou da sua reclamar por uma redução salarial significável dos políticos, pleitear por um aumento salarial aos professores, médicos, funcionários públicos.

Não tem importância se o salário dos policiais ou dos bombeiros seja ridículo. Ridículo é a greve que eles resolvem fazer, ou a demora no atendimento. É um absurdo um policial se vender para o PCC! Mais absurdo ainda é o PCC impor toque de recolher, e o direito de ir e vir do cidadão? E Brasília o que eles fazem? Que país é esse? Mas fazer o que né?
   Não vamos discutir política. Pois a política é uma coisa muita chata e desinteressante. A ética então... Bem que se danem Política e Ética, deixem estes assuntos para aqueles letrados que fazem faculdade, isto não é da minha conta. Assim como não deve ser da sua conta. Afinal de contas, onde esta conversa vai levar?
   Se você foi assaltado em plena luz do dia, por um pivete vagabundo que certamente trocou seu smartphone por algumas pedras que você se quer terminou de pagar, você provavelmente deve estar frustrado, pois foi pago com o seu suor, e diga-se de passagem, você pagou um valor alto, já que as inúmeras taxas do governo daria pra você comprar outro celular, mais simples, mas daria. Mas não vamos nos aborrecer com este tipo de assunto: Política, Etica e Economia não é para pessoas como nós. Sim, eu sei que você está revoltado, até que eu entendo. Só que não me leve a mal: isso não é problema meu. 
  Assim, como o trânsito caótico de São Paulo e Região em dia de chuva, a culpa deste caos não é sua. É da prefeitura. O papel que você jogou no chão é uma oportunidade de emprego que você está dá a um trabalhador. A vida deste trabalhador certamente não te interessa, mas você fica bastante indignado quando ele faz greve por culpa da prefeitura.

   Bem eu não tenho que me importar com o IPVA, eu não tenho carro. Eu não tenho que me importar com o preço da gasolina, eu ando de ônibus. Eu não tenho de me preocupar com o salário mínimo, eu recebo 2. O SUS não é problema meu, pois eu pago médico. Preconceito e apologia discriminatória é um absurdo, mas FAZER O QUE? Você pagou por algum serviço ou produto mas foi lesado pela fábrica ou vendedor, não querem devolver seu dinheiro, muito menos fazer valer o seu direito enquanto consumidor, logo você tão honesto pagador?

 -Idaí, o problema é seu que não conhece as leis ou que não encontra um bom advogado ou ainda comprou/ contratou algo de má qualidade. À menos que EU seja lesada, o SEU problema não é Meu problema. LOGO VAMOS MUDAR DE ASSUNTO?

  

Como diria Charles Chaplin


“O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar.”
“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”

“Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa pela nossa vida passa sozinha, não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.”

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Texto de QUINTA

   Hoje foi custoso para acordar. Não sou donzela, muito menos fui encantada por uma bruxa má. Mas foi difícil acordar. Quinta-feira, dia cinza chuvoso. Em um piscar de olhos, nos afogamos em preguiça feito areia movediça.

   Não queria acordar. Queria voltar ao meu transe, mergulhar em mim mesma, em um mundo onde o rei sou eu. No mundo onde eu faço o meu tempo, onde eu quebro relógios, rasgo folhinhas do calendário a bel prazer.

   Fiquei triste ao acordar nesta manhã de quinta e saber que nada mudou. Saber que os caminhos que segui, as escolhas que eu fiz que tudo, tudo mesmo era delírio. Fiquei triste em ouvir o toque de recolher do despertador, me chamando para erguer a pedra imensa ladeira acima de novo e de novo.   

   Fiquei mais triste em saber que embora eu soubesse de antemão o fim do meu dia, não tive coragem de mudar: peguei o mesmo ônibus, fumei a mesma hora o mesmo cigarro enquanto aguardava o outro ônibus com as mesmas pessoas, para chegar ao mesmo lugar e fazer o mesmo habitual "NADA DE RELEVANTE" até as 18 horas, onde irei pegar o mesmo ônibus atrasado de ontem, ascender um outro cigarro enquanto aguardo pelo outro ônibus, que certamente irei deixar passar, pois certamente ele virá muito cheio e eu preciso de espaço o suficiente para dormir em pé.
 
   A manhã de quinta é melhor que a manhã de segunda, mas não supera a manhã de sábado. Por outro lado, tem dias em que todas as manhãs parecem manhãs de quinta, manhãs de de preguiça movediça que atravessa e se arrasta ao "NADA".

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...