Vaga-lumes são inspirações noturnas que brilham em meu quarto. Múltiplas e frenéticas colidem entre si; e como estrelas que se unem em constelações, nasce o verso, a prosa sem nexo, a doxa, a palavra sufocada.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
(Re)conhecendo
Ainda que o futuro fosse incerto e duvidoso, ainda que eu não soubesse quando ou “se” nossos destinos algum dia iria se encontrar, eu aguardei. Aguardaria todo o tempo que fosse necessário, e desde que você se apressasse, aguardaria sua chegada até meu último sopro de vida. Nenhum Ser capaz de amar é totalmente dotado de razão, e você foi por muito tempo o objeto de minha espera. Um segredo que só ousei compartilhar em meus diários e com as estrelas.
Esperava (só me restava esperar!), mas corria enquanto aguardava. E quando surgia uma oportunidade de identificar um entre 10 mil, eu buscava. Perdoe-me por me perder nos olhos de outros, confundi-los aos seus, buscá-los em outros milhares de pares. Oras eu não te conhecia, neste jogo sem regra, a própria intuição era propícia ao erro. E embora eu contasse com uma fé inabalável em algum fato ou evento que eu sentia, mas não sabia, por mais que eu soubesse que nossos olhos cedo ou tarde se encontrariam, não havia sinal que me levasse até você.
Fui pega pela ilusão, o calor da emoção, havia espera, mas não sabia quem tu eras! A angústia e a insônia viviam a me assolar, e quando a insônia me deixava só, pesadelos ganhavam proporções dantescas que me consumiam. Acordava no chão, em meio a um labirinto mortal de caminhos incertos, de certo apenas minha fé. Nestes instantes intermináveis eu te odiei. Mesmo absolvendo-te de toda a culpa, eu te odiava. Odiei-te, por amar-te loucamente, por esperar-te em demasia. Por saber que embora aos meus olhos tu fosses invisível, ainda sim, colocar-te como a única certeza em meu futuro imprevisível. Por me sujeitar a aceitar sua com sua inexistência relativa em meu presente sufocado de expectativas.
Eis que eu o vejo, o objetivo e o fim de minha espera. O fim que após tanta espera, nasceu aos meus olhos. Meus olhos, seus olhos... No dia em que houve o encontro de nossas almas, aquilo que deveria morrer: o meu passado angustiante, a esperança torturante, tudo morreu ou caiu em esquecimento. Tudo, exceto a certeza de que eu saberia de quem se tratava se eu o encontrasse, porque eu saberia que existiria para ti como tu á mim. Não mais um futuro incerto, uma idéia vaga ou mal acabada, meu Amor, você é o presente, a obra definida, a graça alcançada. Você não é espera, é realização.
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