quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gustavo

   Quem é que depende mesmo de quem? Quem dita as ordens? quem é que mesmo errado está certo? Eu não sei, e quer saber isto, neste exato instante pouco que importa. E é isso que dá raiva, porque por mais que eu tente me guiar por alguma razão ou fundamento científico ou lógico, existe a prática que coloca todas as minhas idéias e certezas em xeque.
   Eu odeio errar, odeio parecer frágil, odeio admitir erros, fazer -me de tola e ser contrariada. Odeio esta fragilidade criada a partir da certeza absoluta de que eu te amo tanto e tanto que me falta ar. Esta certeza de que eu não sou mais aquele eu de antes, aquele que sobrevivia a si a ao mundo, aquele que depende vez ou outra do bem estar de um outro. E este outro é você, que mesmo sendo forte em me dominar é indiscutivelmente frágil comparado ao resto do mundo.
   Sim, eu preciso da sua ausência para não esquecer que é ao seu lado eu me sinto mais forte. Eu preciso do seu silêncio, para ouvir a discussão insana e incessante do coração e da razão. Mas eu preciso da sua presença marcante para me sentir amparada, preciso da sua voz que me desafia e que até me irrita com alguns argumentos desestruturados e inconcebiveis.
   Preciso do seu calor para evaporar o gelo. Enfim, eu preciso de vc para entender o que me falta. Para me completar e extender em mim mesma como uma estrela que brilha no céu cercada de outras estrelas que constituem as constelações do céu, dando a nós mortais esperança e uma bela paisagem nos momentos de reflexão e meditação. Te amo.

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