
"Antes de tudo, devo os méritos destes texto á um certo aspirante á filosofo com a alma de artista. Um amigo, um irmão que assim como eu, assim como muitos, possuem a "Alma Antiga" e pagam um alto preço por sofrer demais, devido tanto a incompreensão alheia, quanto a busca do Eu no Outro."
*****************************************************************
Até que ponto, ou melhor, a partir de qual ponto, a união entre extremos opostos pode gerar equilíbrio? Existiria mesmo a harmonia entre opostos, que juntos constituem o Uno? Estamos a concluir a primeira década do terceiro milênio depois de Cristo, no entanto, dúvidas antigas, aporias aparentemente solucionadas, permanecem adormecidas. Dúvidas que se revelam no silêncio da noite, aos que por tudo sentem e aos sedentos por explicações. A dúvida que não cala, as dúvidas que estão a percorrer a atmosfera de um microcosmo -, ou como queiram, a massa cinzenta de um ser pensante - é a mesma do ontem, do hoje, talvez do amanhã e, com toda certeza, é a mesma que insiste desde os tempos mais primórdios e clássicos, em simpósios onde filósofos e poetas costumavam a se reunir: É possível haver um acordo, uma união estável entre um platônico e um "hedonista"? Poderia um platônico explicar e, talvez, persuadir um "hedonista" sobre o que diz respeito a sua concepção de amor? Poderia o "hedonista" proporcionar o " hédon hédus" ( prazer doce) á um ser que ama e contempla o Belo que transcende?
«««««««««««««««««««
" Éros e Psiqué: Psiqué espera cumprir seu destino junto á Éros. Éros por
toda a erternidade buscar por Psiqué, até que se encontram dentro de um instante. Éros é quem está a esperar por Psiqué, esperar por sua entrega. Psiqué espera estar pronta para entregar-se definitivamente e eternamente ao amor de Éros. Mas até quando Éros poderá esperar por Psiqué? "









































