quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Quanto mede? Quanto vale? Quanto pesa?

   Como medir, estipular um valor ou escala daquilo que é invisível, intangível, quiçá indizível? Tu queres palavras? Belas e complexas palavras repetidas em uma frequência lógica, seriam estes adjetivos, substantivos com prefixos, sufixos, adjuntos contidos em discurso plausíveis o que bastaria a ti, como a justa medida do que sinto por ti a cada instante? O Amor se explica por palavras, existe por meio de palavras simples ou complexas? Preferes tu a simplicidade fria da verborragia científica ou a complexidade de uma prosa poética? Como posso medir o meu Amor, um amor que não vejo, que não bebo, que não toco ( embora seja tocada por dentro e não veja)?

   Queres um valor como referência? O preço do metal mais nobre? O preço da pérola negra que é rara dado ao tempo que uma ostra leva para produzir tamanha beleza antes de ser capturada pela ganância humana? O valor do vinho mais caro, produzido em um único tempo, por uma determinada espécie de uva encontrada em um único lugar no mundo em uma época específica do ano? Ou preferes tu que eu atribua o Amor que sinto por ti à mesma necessidade que todos os organismos vivos dependem da Água?

   Quisera poder comparar seguramente a força do meu Amor à resistência de um planeta que comporta em si o peso de inúmeros seres, vejetais, relevos, construções e apesar da ganância humana, este planeta ainda consegue forças para se manter em suspenso e em movimento. Quisera eu conseguir te dizer que tais cobranças feitas por ti me são tão pesadas, apesar de pequenas, quanto a lágrima que luto e reluto para não deixar cair, mas sempre que me derrota, desaba em um peso de 1 tonelada.

   Se tu soubesses que meu Amor é como a fé e a esperança que habita nos desafortunados: a fé naquilo que não se vê, mas naquilo que se sente. Se tu entendesses que o que eu carrego em meu peito é muito mais que um grão de areia. Se tu soubesses o quão difícil é definir o indefinivel, dizer o indizivel. Se tu soubesses a força do seu toque, me olhasse com outros olhares, se me ouvisse no silêncio...Talvez assim tu me sentirias, não mais me indagaria coisas tão difíceis:

TUDO ISSO SERIA TOLO E INÚTIL.

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