segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Eremita

   O Super-Homem no final, é um Eremita solitário á trilhar entre homens, quase sempre mudo, sempre acompanhado por sua própria sombra á caminho da luz.
   Para atingir tal objetivo, nosso Super-Homem vivencia infinitas tragédias ao longo de sua vida finita e cíclica. Ninguém, exceto sua Sombra o nota, o toca. Horas é o Super-Homem, o Eremita renascido de sua tragédia humana, quem conduz sua sombra; horas é a Sombra quem conduz o Neófito ao seu destino trágico.

   Ao ir de encontro com seu destino e, atingir o topo da montanha, o Super-Homem (cujo o "Super" vem do fato dele mesmo ser em si e por si mesmo demasiadamente humano) se despede de sua única Compahia e guia, sua Sombra que parte no mesmo instante que o Sol o irradia.
   O "Super-Homem" que não é Divino, apenas e somente "demasiadamente humano", por vezes cogita retornar às origens, ao meio, aos últimos homens que ainda restam. Mas o encontro do Super-Homem com os últimos Homens é desastroso. Ninguém o nota, exceto como um louco que preambula pelas com uma lanterna durante o dia. Ninguém ouve o Profeta que amargurado pela incompreensão humana, passa á falar não aos contemporâneos de alma vazia, mas aos que virão. O "Super-Homem", o Andarilho com sua Lanterna, Neófito, o Eremita e o Profeta: tantos nomes, tantos termos e o mesmo fim. Este Homem nasce póstumo.

   A Astúcia e a Altivez são as condições para encontrar a Luz. Mas o Bom Profeta, querendo ou não, tornará-se em Mártir. Incompreendido em seu tempo, tragicamente corrompido pela legião do futuro: o Futuro idolatra o Santo. Assim nascem os diferentes fanatismos: distorções ideológicas e religiosas, superstições, sacrifícios, guerras, adorações e a eterna repetição de um passado marcado por Sangue, Cruz e Ignorância.

Homens e Ostras

   Assim como as ostras que habitam os mares, são os homens que habitam os continentes...

   A tranquilidade acaba quando um minúsculo grão de areia penetra em sua cabeça, gerando dor. Este evento gera dor, gera seqüelas, muda a vida deste ser seja Homem, seja Ostra. Uma vez que este corpo estranho invade a mente, nem o Homem nem a Ostra tem o poder de expelir.

    Tanto um quanto o outro, aprende desde então a conviver com o mau que habita em si: e é assim que as Ostras com o passar do tempo transformam o grão de areia em pérola. E o Homem faz de sua dor cicatrizada sua obra.
   

Ao egoísta (notas 2008 /2009)

   Você é tão você...só vê você. Não ouve, só fala. Só pede e só nega.

   Você que só ouve o que convém. Convém á quem? Você, tão absorto, mergulhado, viciado em você. Você me ouve? O que eu disse então?

  Não. Você criatura egoísta, não ouve, não vê. Você não ouve além dos pensamentos que ecoam por sua mente vazia e cheia de si. Que não enxerga nada além de espelhos.

   Quer a minha opinião? Por que então chama a minha atenção?

   Oh Ser egoísta e fútil que tu te tornastes! Com o tempo que passa, os muros que caem e tu ainda se vê com vestes de monarca!

   Não me cobre e nem queira tomar minha presença. Retribuirei tua Onipresença com minha autêntica e incômoda ausência!

Pranto Celestial

   Hoje choveu o dia todo. Já é noite e a chuva continua...É como se o Céu estivesse desabafando e permitindo que suas emoções viessem à tona.
   Hoje o Céu chorou. Mas eu...eu não chovi nem um pouco hoje!
  Não vi a luz do Sol no dia de hoje. Pois como eu disse: "hoje choveu o dia todo!" O Céu desabou, acabou em pranto. O dia hoje foi cinza. Houve um tempo que a chuva, as lágrimas do Céu abafou o som dos carros nas ruas.
   O dia foi cinza cimento e molhado. Foi bom o Céu ter desabado só por hoje! O Céu ainda é capaz de sentir, chorar, reagir e desabar!
   Acredito que amanhã ou depois, ou no mais tardar, na próxima semana o Sol volte a Brilhar. E com sorte, o Céu ficará mais limpo, mais leve quiçá, aliviado.
   E enquanto não passa a chuva lá fora, eu olho para dentro, para o Sol que ainda brilha em mim. Faço planos para depois que a chuva passar. Aguardo confiante por um futuro agradável e oportuno que há de chegar. Mas também, não fico só na espera. Enquanto espero, peso e avalio a bagagem que costumo carregar e acumular por onde caminho. Aproveito enquanto o Céu desaba e dispenso o que não presta: um sapato velho, um guarda-chuva quebrado, um ideal absurdo, um copo trincado, uma meia furada, uma mágoa infundada, frascos de decepções, vidros de sonhos vazios, teorias impraticáveis...
   O Céu vai melhorar, o tempo vai abrir e, quando a chuva passar eu passo a caminhar mais leve e com passos firmes através do mundo.
  

terça-feira, 19 de novembro de 2013

" Nûm" Piscar de olhos

   Teu olhos, meus olhos, do 1 ao 5 (não mais que isso!) e um rápido olhar...
   Teus, meus, nossos olhos. Tua, a minha e a nossa vontade: do 1 ao 5, vamos pensar... "você tão especial o que veria em mim?" Na dúvida, o medo nos faz recuar e a vontade negar.
   Tua presença, minha presença, nosso encontro ou quase encontro: era 1, as 2 voaram, passaram das 3.
    Tu me viu, eu te vi..."tu vens?" Tu viestes como mágica. E antes que eu notasse tua presença, tu perguntastes sobre meus sapatos, o que eu fizera destes. A mágica ocorreu no instante em que eu vi o garoto que há pouco, eu contava até 5 para disfarçar o olhar. E que desde então, foi o último que meus olhos conseguiram captar.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Miojo com Margarina

   O Amor se divide em 2 tempos: o Amor à primeira vista e aquele que se perpetua por toda uma vida. O difícil é saber se aquele "love in the first sight" é aquele que você vai manter por toda uma vida. Envelhecer ao lado de alguém, amando e sendo amado, diariamente até o último suspiro.
    Até a alma mais cética guarda este anseio, mesmo que o negue. Todos nós somos vaidosos e carentes o bastante para idealizarmos tal Amor. Ninguém quer morrer sozinho, todos nós queremos ser aquela rosa entre outras mil que é cativada e, que por isso, deixa de ser +1 para ser ÚNICA.
   E tanto buscamos a tal da "metade" que nos enganamos, nos precipitamos, caímos em armadilhas letais. Alguns põem suas vidas em risco, outros adoecem, se anulam, se submetem, matam e se matam por um amor à primeira vista e,a possibilidade de transformar este encontro no marco de toda uma Historia de vida Conjugal, esta estilo comercial de margarina. Já ouvi historias cabeludas, gente que pagou rios de dinheiro para que "entidades" troxessem e amarrassem o sujeito amado. Outros chegaram a cometer crimes passionais, desde uma agressão impensada no calor da emoção, até assassinatos friamente calculados.
   E tudo isso para reter e viver o tal do Amor do Comercial de margarina. Só que ás vezes, o que entendemos por Amor é atração, carência emocional, é paixão ou aprendizado. Alguém vai dizer: 10 anos ao lado de "fulano" e você vem com esse papo de "aprendizado", ciclo?
   Sim. Como diria meu primeiro namorado: "Nada é 100% doce, nem mesmo o açúcar! Por outro lado, ninguém é 100% medíocre ao ponto de não ter nada a ensinar ou contribuir!" Sou obrigada a dar os créditos á esta pessoa que mais do que prantos, me trouxe risos e, além destes risos e prantos, me ensinou meia dúzia de coisas que contribuíram com o que eu sou hoje!
   Bem certa vez, justamente quando eu menos esperava, meu olhar foi de encontro com um belo par de olhos castanhos. Meu coração bateu tão rápido que só um milagre para que eu não desmaiasse como um beija-flor. Ao invés disso, eu falei muito, devo ter gesticulado bastante (ainda que de modo tímido). Eu não poderia deixar aquele encontro morrer só naquela noite. Por isso, superando á mim mesma, eu liguei no dia seguinte. Só depois que eu o ouvi pelo telefone, eu desmaiei na cama como beija-flor exausto. Tudo nele era surpreendente. E cada descoberta me inspirava á surpreendê-lo de alguma forma. O tempo foi passando, pegamos a tal da intimidade, que em alguns aspectos é incrível também, já que fortalece o vínculo. O problema é que a intimidade gera conflitos do dia-a-dia, conflitos que de tão frequentes nos torna apáticos. O fogo indomável da paixão vai esfriando, apesar da grande atração mútua. Mas bate aquela dúvida ou incerteza: "Eu fiz a escolha certa?" "Este Amor à primeira vista sobrevive a vida toda, nasceu pra isso?" E é claro, dá medo de falar para si e para o outro: "Não sei de mais nada. Após 1 ano juntos, apesar das nossas juras de Amor serem tão sinceras, dá para se contentar com o hoje e desligar do amanhã?" Dá para ser feliz nas incertezas certas? Eu Amo, eu sei que amo. Mas eu não sei se amarei tanto assim, uma vida toda!
   Uma coisa é certa: conflitos e dificuldades entre casal é um caminho de pedra que se superado, faz da vida deste casal uma rocha. Mas se não houver acordo mútuo, é caminho pro fracasso.
   Estou tentando trilhar este caminho. Confesso, está difícil! A mente oscila (se é que é possível) entre o ceticismo e o amor platônico. Ao passo que o coração conta com um amor que muitas vezes, fere o ego. Deveria desistir? Mesmo depois da casquinha, das balinhas de goma, dos narcisos, do banho de chuva? E antes, muito antes do sonho de valsa na Roda Gigante, da pipoca caramelada durante o show de mágica, da casinha cor-de-rosa com cerquinha branca? Deveria?
   No meio desta crise, uma prima minha (a mais séria), me informa de seu noivado na próxima semana. E ela, sem entender, questiona minha resistência em "formalizar" a minha relação. O que vindo dela é compreensível: eu sempre fui mais romântica e idealista do que ela, hoje no entanto, invertemos os papéis?!
    É a crise. É a culpa da crise: A crise do Amor à Primeira vista, o cessar da paixão e a dúvida de que este Amor miojo nasceu para virar comercial de margarina.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Prece por extenso (Agosto/2011)

   Oraria, sim eu oraria, se eu soubesse orar: mas sempre sou tomada por uma dúvida impertinente. Clamar em voz alta ou na voz do pensamento. Por isso, eu escrevo enquanto penso: nunca fui boa em oratória!
   Sou grata por poder me expressar através da escrita, rompe com o absoluto mudismo de alguma forma. Mas se este Dom em minhas mãos for capaz de ferir ao invés de salvar, se eu não for capaz de mensurar o peso de minhas palavras escritas e não ditas, peço ao Pai de meu pai e de meus irmãos para que este Dom, se mim seja arrancado.
   Peço não por mim, mas pelos que precisam e merecem. O que peço não se limita a dinheiro, meras honrarias, privilégios, direitos, nem reivindico por Justiça. Eu peço Discernimento, peço Prudência: a mim e aos que precisam.
   Peço aos que clamam dia e noite sem cessar, aos fiéis que NADA questionam, aos de boa fé que concordam, aos que se confunden e que em meio á tantas confusões, criam discordâncias. Aos que lesam e são lesados injustamente e sem saber através do Poder da Palavra. Pois o Senhor melhor até do que eu sabe da responsabilidade de um Dom, a Força de uma Palavra.
   Que a medicina das Almas seja usada para fins medicinais, que os médicos do Espírito sejam capazes de salvar verdadeiramente os Espíritos Moribundos, ao invés de sacrificar, esconder e até forjar uma enfermidade através de um vício inconsciente, uma idolatria inconsequente...
   Ao Pai de meu pai, ao Pai de Todos os Pais, ao Criador da Palavra, a Própria palavra, eu peço que ensine aos que possuem o Dom da Palavra a Prudência e a Bondade, antes de profanar,corromper e manchar-las com fel, fúria, rancor. Peço que ensine e guie o aprendizado e ofício de seus "médicos" eleitos. Que proteja seus pacientes, isentando-nos de qualquer infecção por excesso, falta ou mistura de palavras.
                                Amém.

Conversando (2009)

   Eu queria muito - e sinceramente, ainda quero -conversar. Mas não falar coisas inúteis, nem coisas tão sérias. Sinceramente, eu queria apenas conversar: ouvir e ser ouvida. Mas hoje está difícil!

   Eu queria - e confesso ainda querer muito - uma troca, um acordo, um ato de reciprocidade. Ah, mas não mais um daqueles encontros meramente casuais, um "get mine and I get yours", não me refiro á um empreendimento. Sinceramente, tudo o que eu quero e mais necessito hoje é um gesto recíproco: um abraço sincero, sem segundas intenções, uma troca de olhar profunda, um sorriso de compreensão e amizade. Mas hoje foi difícil!
   Eu queria ter um "Você " perto de mim, um "Você " para me reconhecer, desconhecer, me perder e talvez me salvar. Porque a verdade é que logo hoje, eu acordei tão perdida!
   Mas se eu dissesse, Ninguém ouviria, pensariam tratar-se de um desvario, dariam pouca ou importância excessiva, mas Ninguém me ouviria!
    Eu queria e, ainda quero, voar e voar... Mas neste mundo, voar está difícil: tem sempre algo que me puxa para o chão. Se serve de consolo, hoje, aqui e agora, após ter conversado com "Vo" ou Nada, ao menos por um instante, me senti leve o bastante para dançar...

Frustrações (2010)

   Faz tempo que eu não sei o que é fazer uma prece...São tantas informações simultâneas para assimilar, ações, reflexões, ações com reflexões, reflexões sem ação.

"O mundo é podre!" "Não temos muito o que esperar do mundo ou do ser humano!" "Estamos em uma Era Apocalíptica, progredindo rumo ao Caos" "Já que estamos em constante guerra, onde quem pode mais chora menos, e o que não pode é devorado ou consumido de algum modo, dai-me o fogo! Eis minha arma de Guerra, o fogo!"

   Ouvi, refleti, relatei diversas vezes todos estes discursos, horas por quanto havia uma esperança, horas sufocada por sua abstinência. E cheguei mesmo a chorar, chover por dias em silêncio e, em meio a tantas tormentas em seus breves intervalos, quando minha minha companheira (Dolores), me dava uma trégua eu via brotar do Horizonte uma esperança, um arco-íris lindo, tão lindo!!! E voltava a crer que os flagelos existenciais deixariam de me consumir, que a garota de All Star vermelho e vestido de florzinha chamaria a atenção de todos, mas desta vez, por ter feito algo de extraordinário!
   A Garota de All Star vermelho e de vestido de flozinha, já foi mais extraordinária. Foi enquanto acreditou em um mundo Sublime, foi enquanto teve esperança, mesmo quando "chovia" em silêncio, por dentro sem cessar.
   Hoje ela vive, ainda respira (se isso!), inclusive ela toma banho, escova os dentes, pega o ônibus (todos os dias no mesmo horário!), mora no mesmo lugar...Mas ela só vive ainda, pois realmente considera absurdo o fato do seu instante que precede a morte ser tão "tosco", pequeno e insignificante quanto a maior parte de sua existência.  Ela ainda espera enquanto "chove" e "seca", ainda sonha acordada ou dormindo e enquanto respira. Mas sua espera é menos ambiciosa que outrora, seus sonhos são mais prováveis.
   Nossa heroína não salva o mundo (como em seus sonhos de menina), mas se arrisca vez ou outra para salvar a si mesma e, com isso, consegue conviver com Dolores, chegando até mesmo a emprestar maquiagens, roupas e palavras á ela.
   E hoje, eu Narradora Personagem, Dolores, a Menina de All Star vermelho, o Alerquim, enfim todas nós que tanto lumamos para esconder o pranto, para o nosso espanto, todos os meus "eus" reaprendemos á rezar. Dobramos nossos (ou meus) joelhos para não perder a fé.

Anotações ao acaso (2010)

   Eu escrevo, descrevo e reescrevo o que sinto e omito: assim me faço por existir, ainda que meio de um mito.
   Escrevo coisas sem nexo, à procura de exprimir minhas tormentas supersônicas...Vejo o mundo girar, pessoas a caminhar...Vejo e espero por "não sei o que"...O Nada, quiçá...
   E enquanto espero, uno meus remendos, me locomovo de modo lento...Estou catatônica com a velocidade ambígua e absurda: oscilante, distante...

"Quanto tempo?"
"Quantas Guerras?"
"Quem sou?"

   Abro e fecho os olhos, fecho e abro a boca...Os dias passam e o dia em que penso eu correr, malemá sou capaz de levantar. Penso, cogito em desistir, me mandam acreditar...
   Se chorar, se gritar atenuasse o tormento...mas não!
   Quero correr, sumir, voar...mas não! Por quê não?
   Perco a fé, esqueço-me de mim mesma...e apesar de tudo, eu espero. Por que?

Papel Marcado

   E o papel continua sendo mais paciente que as pessoas... Continua a sobrevive apesar de ser continuamente marcado, esmagado, torturado pelo peso das palavras angustiadas.
   Ser ouvida eu sou. Mas não falo, pois não compreendem o que eu digo.
   Marco o papel á caneta. Marco com amor, fúria, dor, horror, todo tipo de sentimento...O papel continua sendo melhor ouvinte, ao menos é mais atento. Mas qual outra opção ele teria?

   -Céus, sou uma tirana! Marquei covardemente mais um papel! O tempo passa e pouco evoluí: Ainda não aprendi a falar! Por isso desconto minha revolta ignorante do modo mais violento contra aquele que não tem outra opção, além de se submeter aos meus desvarios da madrugada...

Quem eu sou

Sou Alberto, sou Cigano, sou o Louco
Se tão esperto assim fosse,
não teria me tornado marido e escravo
de minha própria dor, Dolores.
A dor das mil cores cortantes...

Sou Doutor e paciente.
Delinqüente, elouquente,
Crente e ás vezes, descrente.
Sou o próprio Dia,
e quem diria,
A própria Aurora em mim habita!
Sou Maria, a Estela
Sou estrela: uma das três Marias
E sou Dora e Dalva
dependendo do dia e da hora!

E sou o Vento Minuano,
o Tempo: com seus milênios e anos...
O Segundo que compõe o minuto,
o terço do Rosário, o canto do Canário.
Borboleta receiosa de voar,
uma Ostra á se transformar,
uma joaninha á procurar
pulgões suculentos á devorar.
Quinhentos Vaga-Lumes frenéticos
que adoram devanear.
Sou Lina, sou Carol e Carolina.
Águia e até galinha
mulher e garotinha!

Sou um mito, não minto!
Múltiplos personagens,
discordantes personas.
Sou o narrador:
que retrata sua saga de luz
e de dor!

Poeta e escritor
Um ser pensante, errante e amante
Um humano, oras desumano
na maior parte do tempo,
apenas um insano.
No fim, alerquim.
Por mim, um Criador:
Minhas criações, inúmeras impressões
explosivas paixões,
representam tudo o que sou.

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...