Eu escrevo, descrevo e reescrevo o que sinto e omito: assim me faço por existir, ainda que meio de um mito.
Escrevo coisas sem nexo, à procura de exprimir minhas tormentas supersônicas...Vejo o mundo girar, pessoas a caminhar...Vejo e espero por "não sei o que"...O Nada, quiçá...
E enquanto espero, uno meus remendos, me locomovo de modo lento...Estou catatônica com a velocidade ambígua e absurda: oscilante, distante...
"Quanto tempo?"
"Quantas Guerras?"
"Quem sou?"
Abro e fecho os olhos, fecho e abro a boca...Os dias passam e o dia em que penso eu correr, malemá sou capaz de levantar. Penso, cogito em desistir, me mandam acreditar...
Se chorar, se gritar atenuasse o tormento...mas não!
Quero correr, sumir, voar...mas não! Por quê não?
Perco a fé, esqueço-me de mim mesma...e apesar de tudo, eu espero. Por que?
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