O Super-Homem no final, é um Eremita solitário á trilhar entre homens, quase sempre mudo, sempre acompanhado por sua própria sombra á caminho da luz.
Para atingir tal objetivo, nosso Super-Homem vivencia infinitas tragédias ao longo de sua vida finita e cíclica. Ninguém, exceto sua Sombra o nota, o toca. Horas é o Super-Homem, o Eremita renascido de sua tragédia humana, quem conduz sua sombra; horas é a Sombra quem conduz o Neófito ao seu destino trágico.
Ao ir de encontro com seu destino e, atingir o topo da montanha, o Super-Homem (cujo o "Super" vem do fato dele mesmo ser em si e por si mesmo demasiadamente humano) se despede de sua única Compahia e guia, sua Sombra que parte no mesmo instante que o Sol o irradia.
O "Super-Homem" que não é Divino, apenas e somente "demasiadamente humano", por vezes cogita retornar às origens, ao meio, aos últimos homens que ainda restam. Mas o encontro do Super-Homem com os últimos Homens é desastroso. Ninguém o nota, exceto como um louco que preambula pelas com uma lanterna durante o dia. Ninguém ouve o Profeta que amargurado pela incompreensão humana, passa á falar não aos contemporâneos de alma vazia, mas aos que virão. O "Super-Homem", o Andarilho com sua Lanterna, Neófito, o Eremita e o Profeta: tantos nomes, tantos termos e o mesmo fim. Este Homem nasce póstumo.
A Astúcia e a Altivez são as condições para encontrar a Luz. Mas o Bom Profeta, querendo ou não, tornará-se em Mártir. Incompreendido em seu tempo, tragicamente corrompido pela legião do futuro: o Futuro idolatra o Santo. Assim nascem os diferentes fanatismos: distorções ideológicas e religiosas, superstições, sacrifícios, guerras, adorações e a eterna repetição de um passado marcado por Sangue, Cruz e Ignorância.
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