E o papel continua sendo mais paciente que as pessoas... Continua a sobrevive apesar de ser continuamente marcado, esmagado, torturado pelo peso das palavras angustiadas.
Ser ouvida eu sou. Mas não falo, pois não compreendem o que eu digo.
Marco o papel á caneta. Marco com amor, fúria, dor, horror, todo tipo de sentimento...O papel continua sendo melhor ouvinte, ao menos é mais atento. Mas qual outra opção ele teria?
-Céus, sou uma tirana! Marquei covardemente mais um papel! O tempo passa e pouco evoluí: Ainda não aprendi a falar! Por isso desconto minha revolta ignorante do modo mais violento contra aquele que não tem outra opção, além de se submeter aos meus desvarios da madrugada...
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