terça-feira, 5 de novembro de 2013

Frustrações (2010)

   Faz tempo que eu não sei o que é fazer uma prece...São tantas informações simultâneas para assimilar, ações, reflexões, ações com reflexões, reflexões sem ação.

"O mundo é podre!" "Não temos muito o que esperar do mundo ou do ser humano!" "Estamos em uma Era Apocalíptica, progredindo rumo ao Caos" "Já que estamos em constante guerra, onde quem pode mais chora menos, e o que não pode é devorado ou consumido de algum modo, dai-me o fogo! Eis minha arma de Guerra, o fogo!"

   Ouvi, refleti, relatei diversas vezes todos estes discursos, horas por quanto havia uma esperança, horas sufocada por sua abstinência. E cheguei mesmo a chorar, chover por dias em silêncio e, em meio a tantas tormentas em seus breves intervalos, quando minha minha companheira (Dolores), me dava uma trégua eu via brotar do Horizonte uma esperança, um arco-íris lindo, tão lindo!!! E voltava a crer que os flagelos existenciais deixariam de me consumir, que a garota de All Star vermelho e vestido de florzinha chamaria a atenção de todos, mas desta vez, por ter feito algo de extraordinário!
   A Garota de All Star vermelho e de vestido de flozinha, já foi mais extraordinária. Foi enquanto acreditou em um mundo Sublime, foi enquanto teve esperança, mesmo quando "chovia" em silêncio, por dentro sem cessar.
   Hoje ela vive, ainda respira (se isso!), inclusive ela toma banho, escova os dentes, pega o ônibus (todos os dias no mesmo horário!), mora no mesmo lugar...Mas ela só vive ainda, pois realmente considera absurdo o fato do seu instante que precede a morte ser tão "tosco", pequeno e insignificante quanto a maior parte de sua existência.  Ela ainda espera enquanto "chove" e "seca", ainda sonha acordada ou dormindo e enquanto respira. Mas sua espera é menos ambiciosa que outrora, seus sonhos são mais prováveis.
   Nossa heroína não salva o mundo (como em seus sonhos de menina), mas se arrisca vez ou outra para salvar a si mesma e, com isso, consegue conviver com Dolores, chegando até mesmo a emprestar maquiagens, roupas e palavras á ela.
   E hoje, eu Narradora Personagem, Dolores, a Menina de All Star vermelho, o Alerquim, enfim todas nós que tanto lumamos para esconder o pranto, para o nosso espanto, todos os meus "eus" reaprendemos á rezar. Dobramos nossos (ou meus) joelhos para não perder a fé.

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