domingo, 22 de dezembro de 2013

Extinção, modismo e identidade ( ou falta dela)

Estamos morrendo meus amigos, meus irmãos, meus complementos, meus "eus"...Estamos morrendo.
Estamos voltando à Animalidade, à Pré-história...Nada criamos, nada pensamos de novo, nada lembramos, nada amamos...

Esta é a Era do desapego e esquecimento. Perdemos nossas individualidades. Esta é a verdade.

Um cabelo verde, um cabelo alisado, um par de lentes vermelhas, um termo inglês ou francês para designar um gosto ou contra-cultura indie-pop, é tudo o mesmo! 

"Salvem às Baleias!" A linda garota pacifista diz.

"Salvem a Humanidade" Alguma baleia disse.

Jogada ao mundo


   Ainda me lembro das palavras de um amigo esquecido: "Seu problema, a origem da sua angústia é querer resolver o absurdo, ao invés de se conformar com o mundo". A verdade é que eu passei a maior parte da minha vida em silêncio e com uma estranha rejeição às diferentes coisas. Dizia a minha mãe que eu nasci com atraso de 5 dias e só vim ao mundo porque ela foi ao hospital, não porque ela entrou em trabalho de parto, como o de costume. Mais tarde, descobri que as minhas 2 avós ( Graça e Flor) fizeram cada uma ao seu modo, simpatias para que eu falasse. Com quase dois anos eu pouco, quase nada eu falava.
   Aprendi a falar e tinha um sério problema de atenção. Além desse problema, tinha outro: o hábito de querer entender e duvidar daquilo que o outro diz. Apesar disso, acreditei em Papai Noel até os meus 9 anos, ainda que me perguntasse o motivo pelo qual Deus me mandaria para o inferno pelo simples fato de eu não ser batizada. Como ninguém entendia minhas perguntas ou por causa delas eu gerava um desconforto, tornei-me muda novamente.
   E apesar do silêncio, eu sempre temi o fim, o NADA, a inércia, as esperanças vazias, os valores inúteis, o esquecimento de valores abstratos. Sempre olhei para um mundo como quem já espera os seu melhor e pior. E ainda hoje, eu 15 mais velha me deparo com este mundo com o mesmo fascínio e assombro. Ainda hoje aos 25, ainda tenho medo de vir ao mundo, como eu tinha antes de conhecê-lo. 


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Sobre as Palavras


Palavras, palavrinhas e palavrões...Uma palavra, um suspiro, um gemer de prazer ou dor, um comprimido para curar e procurar o Amor.
Uma palavra, um verbo, um adjetivo, um substantivo, um adjunto qualquer e tantas palavras, versos, frases, orações, discursos inteiros e complexos, tanta complexidade e nada com NEXO!
Uma palavra: um pedido, uma súplica, um perdão, um favor, um sim, um não...
Palavra: aquela dita, a bendita e a maldita! A palavra dita e a não dita! A tal dita dura, ditadura...A censura, a clausura. A música, o açoite, palavra de carinho, palavra pior que o tapa na cara!
Palavra dita: a escrita, a falada, a pensada, a máxima, a citada, a copiada. E a cantada, a interpretada, o elogio, a acusação, a defesa, o devaneio, a prece, o desespero humano.

Uma droga chamada palavra! Um ruído constituído por fonemas, grifos e significações. A palavra viciada, que cura e que mata! O analgésico: PALAVRA.
Palavra aos que muito falam, e menos ouvem. Uma pausa para os que pouco dizem. E outra palavra em outro tom para os que não entendem...O discurso dos fanáticos não assumidos, as vaias e os gritos: o retorno à animalidade.
Existiria palavra justa e medida, palavra cabida ao Silêncio? Existiria o dicionário próprio para compreender o SILÊNCIO?
Falem, gritem, urrem, repitam, distorçam, estiquem, misturem, alterem, manchem, corrompam, ignorem, atribuam às palavras novos significados e esqueçam-se do velho e essencial. Palavra minha é o Silêncio!



A palavra é Espada: salva e mata. Existe a Palavra JUSTIÇA, existe muita injustiça ao invocar tal palavra! Existe a FALTA, como também existe EXCESSO. Existe a Palavra VERDADE, existiria VERDADE NAS PALAVRAS DITAS? Qual é o SENTIDO (se existe tais palavras) da VERDADE, do que é VERDADEIRO, do que faz SENTIDO, do que pode ser TIDO?

Palavras sem sentido, palavras daqueles que só enxergam o próprio umbigo! Palavras doces como açúcar, que tocam a alma que ninguém vê. Gestos, toques e tons: um beijo e palavras ao pé do ouvido. E o que foi dito ontem, hoje está esquecido!

Timbres, tons, sotaques, sussurros, algumas doses de vinho, pessoas e imaginação. Sentido: o sentido que sente, mas não o que faz sentido. O subjetivo, o relativo, o particular, a palavra na ponta da língua. A lembrança, as primeiras palavras de uma criança...

Ironias, as mentiras, os enganos, as comédias, as pequenas tragédias diárias, os segredos, os diálogos, os argumentos válidos, o falso argumento e a verdade mal argumentada. Palavras versadas, palavras parafraseadas, palavras escassas, palavras que traduz, dialeto incompreensível. Palavras sem brilho e sem cor, palavras sem cheiro e sem sabor... Palavras de amor.

Quem muito fala, nada diz. Palavra PRATA, silêncio OURO.

A palavra é concebida ao ser pensada, ganha vida ao ser dita e morre no mesmo instante que nasce. A palavra é passado. A palavra é “coisificada”. Palavra abortada, quando dita é metamorfoseada em faca e escudo, carinho e tapa!
A palavra foi morta por outra palavra. O nome disso é DISCURSO, FALÁCIA.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Eremita

   O Super-Homem no final, é um Eremita solitário á trilhar entre homens, quase sempre mudo, sempre acompanhado por sua própria sombra á caminho da luz.
   Para atingir tal objetivo, nosso Super-Homem vivencia infinitas tragédias ao longo de sua vida finita e cíclica. Ninguém, exceto sua Sombra o nota, o toca. Horas é o Super-Homem, o Eremita renascido de sua tragédia humana, quem conduz sua sombra; horas é a Sombra quem conduz o Neófito ao seu destino trágico.

   Ao ir de encontro com seu destino e, atingir o topo da montanha, o Super-Homem (cujo o "Super" vem do fato dele mesmo ser em si e por si mesmo demasiadamente humano) se despede de sua única Compahia e guia, sua Sombra que parte no mesmo instante que o Sol o irradia.
   O "Super-Homem" que não é Divino, apenas e somente "demasiadamente humano", por vezes cogita retornar às origens, ao meio, aos últimos homens que ainda restam. Mas o encontro do Super-Homem com os últimos Homens é desastroso. Ninguém o nota, exceto como um louco que preambula pelas com uma lanterna durante o dia. Ninguém ouve o Profeta que amargurado pela incompreensão humana, passa á falar não aos contemporâneos de alma vazia, mas aos que virão. O "Super-Homem", o Andarilho com sua Lanterna, Neófito, o Eremita e o Profeta: tantos nomes, tantos termos e o mesmo fim. Este Homem nasce póstumo.

   A Astúcia e a Altivez são as condições para encontrar a Luz. Mas o Bom Profeta, querendo ou não, tornará-se em Mártir. Incompreendido em seu tempo, tragicamente corrompido pela legião do futuro: o Futuro idolatra o Santo. Assim nascem os diferentes fanatismos: distorções ideológicas e religiosas, superstições, sacrifícios, guerras, adorações e a eterna repetição de um passado marcado por Sangue, Cruz e Ignorância.

Homens e Ostras

   Assim como as ostras que habitam os mares, são os homens que habitam os continentes...

   A tranquilidade acaba quando um minúsculo grão de areia penetra em sua cabeça, gerando dor. Este evento gera dor, gera seqüelas, muda a vida deste ser seja Homem, seja Ostra. Uma vez que este corpo estranho invade a mente, nem o Homem nem a Ostra tem o poder de expelir.

    Tanto um quanto o outro, aprende desde então a conviver com o mau que habita em si: e é assim que as Ostras com o passar do tempo transformam o grão de areia em pérola. E o Homem faz de sua dor cicatrizada sua obra.
   

Ao egoísta (notas 2008 /2009)

   Você é tão você...só vê você. Não ouve, só fala. Só pede e só nega.

   Você que só ouve o que convém. Convém á quem? Você, tão absorto, mergulhado, viciado em você. Você me ouve? O que eu disse então?

  Não. Você criatura egoísta, não ouve, não vê. Você não ouve além dos pensamentos que ecoam por sua mente vazia e cheia de si. Que não enxerga nada além de espelhos.

   Quer a minha opinião? Por que então chama a minha atenção?

   Oh Ser egoísta e fútil que tu te tornastes! Com o tempo que passa, os muros que caem e tu ainda se vê com vestes de monarca!

   Não me cobre e nem queira tomar minha presença. Retribuirei tua Onipresença com minha autêntica e incômoda ausência!

Pranto Celestial

   Hoje choveu o dia todo. Já é noite e a chuva continua...É como se o Céu estivesse desabafando e permitindo que suas emoções viessem à tona.
   Hoje o Céu chorou. Mas eu...eu não chovi nem um pouco hoje!
  Não vi a luz do Sol no dia de hoje. Pois como eu disse: "hoje choveu o dia todo!" O Céu desabou, acabou em pranto. O dia hoje foi cinza. Houve um tempo que a chuva, as lágrimas do Céu abafou o som dos carros nas ruas.
   O dia foi cinza cimento e molhado. Foi bom o Céu ter desabado só por hoje! O Céu ainda é capaz de sentir, chorar, reagir e desabar!
   Acredito que amanhã ou depois, ou no mais tardar, na próxima semana o Sol volte a Brilhar. E com sorte, o Céu ficará mais limpo, mais leve quiçá, aliviado.
   E enquanto não passa a chuva lá fora, eu olho para dentro, para o Sol que ainda brilha em mim. Faço planos para depois que a chuva passar. Aguardo confiante por um futuro agradável e oportuno que há de chegar. Mas também, não fico só na espera. Enquanto espero, peso e avalio a bagagem que costumo carregar e acumular por onde caminho. Aproveito enquanto o Céu desaba e dispenso o que não presta: um sapato velho, um guarda-chuva quebrado, um ideal absurdo, um copo trincado, uma meia furada, uma mágoa infundada, frascos de decepções, vidros de sonhos vazios, teorias impraticáveis...
   O Céu vai melhorar, o tempo vai abrir e, quando a chuva passar eu passo a caminhar mais leve e com passos firmes através do mundo.
  

terça-feira, 19 de novembro de 2013

" Nûm" Piscar de olhos

   Teu olhos, meus olhos, do 1 ao 5 (não mais que isso!) e um rápido olhar...
   Teus, meus, nossos olhos. Tua, a minha e a nossa vontade: do 1 ao 5, vamos pensar... "você tão especial o que veria em mim?" Na dúvida, o medo nos faz recuar e a vontade negar.
   Tua presença, minha presença, nosso encontro ou quase encontro: era 1, as 2 voaram, passaram das 3.
    Tu me viu, eu te vi..."tu vens?" Tu viestes como mágica. E antes que eu notasse tua presença, tu perguntastes sobre meus sapatos, o que eu fizera destes. A mágica ocorreu no instante em que eu vi o garoto que há pouco, eu contava até 5 para disfarçar o olhar. E que desde então, foi o último que meus olhos conseguiram captar.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Miojo com Margarina

   O Amor se divide em 2 tempos: o Amor à primeira vista e aquele que se perpetua por toda uma vida. O difícil é saber se aquele "love in the first sight" é aquele que você vai manter por toda uma vida. Envelhecer ao lado de alguém, amando e sendo amado, diariamente até o último suspiro.
    Até a alma mais cética guarda este anseio, mesmo que o negue. Todos nós somos vaidosos e carentes o bastante para idealizarmos tal Amor. Ninguém quer morrer sozinho, todos nós queremos ser aquela rosa entre outras mil que é cativada e, que por isso, deixa de ser +1 para ser ÚNICA.
   E tanto buscamos a tal da "metade" que nos enganamos, nos precipitamos, caímos em armadilhas letais. Alguns põem suas vidas em risco, outros adoecem, se anulam, se submetem, matam e se matam por um amor à primeira vista e,a possibilidade de transformar este encontro no marco de toda uma Historia de vida Conjugal, esta estilo comercial de margarina. Já ouvi historias cabeludas, gente que pagou rios de dinheiro para que "entidades" troxessem e amarrassem o sujeito amado. Outros chegaram a cometer crimes passionais, desde uma agressão impensada no calor da emoção, até assassinatos friamente calculados.
   E tudo isso para reter e viver o tal do Amor do Comercial de margarina. Só que ás vezes, o que entendemos por Amor é atração, carência emocional, é paixão ou aprendizado. Alguém vai dizer: 10 anos ao lado de "fulano" e você vem com esse papo de "aprendizado", ciclo?
   Sim. Como diria meu primeiro namorado: "Nada é 100% doce, nem mesmo o açúcar! Por outro lado, ninguém é 100% medíocre ao ponto de não ter nada a ensinar ou contribuir!" Sou obrigada a dar os créditos á esta pessoa que mais do que prantos, me trouxe risos e, além destes risos e prantos, me ensinou meia dúzia de coisas que contribuíram com o que eu sou hoje!
   Bem certa vez, justamente quando eu menos esperava, meu olhar foi de encontro com um belo par de olhos castanhos. Meu coração bateu tão rápido que só um milagre para que eu não desmaiasse como um beija-flor. Ao invés disso, eu falei muito, devo ter gesticulado bastante (ainda que de modo tímido). Eu não poderia deixar aquele encontro morrer só naquela noite. Por isso, superando á mim mesma, eu liguei no dia seguinte. Só depois que eu o ouvi pelo telefone, eu desmaiei na cama como beija-flor exausto. Tudo nele era surpreendente. E cada descoberta me inspirava á surpreendê-lo de alguma forma. O tempo foi passando, pegamos a tal da intimidade, que em alguns aspectos é incrível também, já que fortalece o vínculo. O problema é que a intimidade gera conflitos do dia-a-dia, conflitos que de tão frequentes nos torna apáticos. O fogo indomável da paixão vai esfriando, apesar da grande atração mútua. Mas bate aquela dúvida ou incerteza: "Eu fiz a escolha certa?" "Este Amor à primeira vista sobrevive a vida toda, nasceu pra isso?" E é claro, dá medo de falar para si e para o outro: "Não sei de mais nada. Após 1 ano juntos, apesar das nossas juras de Amor serem tão sinceras, dá para se contentar com o hoje e desligar do amanhã?" Dá para ser feliz nas incertezas certas? Eu Amo, eu sei que amo. Mas eu não sei se amarei tanto assim, uma vida toda!
   Uma coisa é certa: conflitos e dificuldades entre casal é um caminho de pedra que se superado, faz da vida deste casal uma rocha. Mas se não houver acordo mútuo, é caminho pro fracasso.
   Estou tentando trilhar este caminho. Confesso, está difícil! A mente oscila (se é que é possível) entre o ceticismo e o amor platônico. Ao passo que o coração conta com um amor que muitas vezes, fere o ego. Deveria desistir? Mesmo depois da casquinha, das balinhas de goma, dos narcisos, do banho de chuva? E antes, muito antes do sonho de valsa na Roda Gigante, da pipoca caramelada durante o show de mágica, da casinha cor-de-rosa com cerquinha branca? Deveria?
   No meio desta crise, uma prima minha (a mais séria), me informa de seu noivado na próxima semana. E ela, sem entender, questiona minha resistência em "formalizar" a minha relação. O que vindo dela é compreensível: eu sempre fui mais romântica e idealista do que ela, hoje no entanto, invertemos os papéis?!
    É a crise. É a culpa da crise: A crise do Amor à Primeira vista, o cessar da paixão e a dúvida de que este Amor miojo nasceu para virar comercial de margarina.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Prece por extenso (Agosto/2011)

   Oraria, sim eu oraria, se eu soubesse orar: mas sempre sou tomada por uma dúvida impertinente. Clamar em voz alta ou na voz do pensamento. Por isso, eu escrevo enquanto penso: nunca fui boa em oratória!
   Sou grata por poder me expressar através da escrita, rompe com o absoluto mudismo de alguma forma. Mas se este Dom em minhas mãos for capaz de ferir ao invés de salvar, se eu não for capaz de mensurar o peso de minhas palavras escritas e não ditas, peço ao Pai de meu pai e de meus irmãos para que este Dom, se mim seja arrancado.
   Peço não por mim, mas pelos que precisam e merecem. O que peço não se limita a dinheiro, meras honrarias, privilégios, direitos, nem reivindico por Justiça. Eu peço Discernimento, peço Prudência: a mim e aos que precisam.
   Peço aos que clamam dia e noite sem cessar, aos fiéis que NADA questionam, aos de boa fé que concordam, aos que se confunden e que em meio á tantas confusões, criam discordâncias. Aos que lesam e são lesados injustamente e sem saber através do Poder da Palavra. Pois o Senhor melhor até do que eu sabe da responsabilidade de um Dom, a Força de uma Palavra.
   Que a medicina das Almas seja usada para fins medicinais, que os médicos do Espírito sejam capazes de salvar verdadeiramente os Espíritos Moribundos, ao invés de sacrificar, esconder e até forjar uma enfermidade através de um vício inconsciente, uma idolatria inconsequente...
   Ao Pai de meu pai, ao Pai de Todos os Pais, ao Criador da Palavra, a Própria palavra, eu peço que ensine aos que possuem o Dom da Palavra a Prudência e a Bondade, antes de profanar,corromper e manchar-las com fel, fúria, rancor. Peço que ensine e guie o aprendizado e ofício de seus "médicos" eleitos. Que proteja seus pacientes, isentando-nos de qualquer infecção por excesso, falta ou mistura de palavras.
                                Amém.

Conversando (2009)

   Eu queria muito - e sinceramente, ainda quero -conversar. Mas não falar coisas inúteis, nem coisas tão sérias. Sinceramente, eu queria apenas conversar: ouvir e ser ouvida. Mas hoje está difícil!

   Eu queria - e confesso ainda querer muito - uma troca, um acordo, um ato de reciprocidade. Ah, mas não mais um daqueles encontros meramente casuais, um "get mine and I get yours", não me refiro á um empreendimento. Sinceramente, tudo o que eu quero e mais necessito hoje é um gesto recíproco: um abraço sincero, sem segundas intenções, uma troca de olhar profunda, um sorriso de compreensão e amizade. Mas hoje foi difícil!
   Eu queria ter um "Você " perto de mim, um "Você " para me reconhecer, desconhecer, me perder e talvez me salvar. Porque a verdade é que logo hoje, eu acordei tão perdida!
   Mas se eu dissesse, Ninguém ouviria, pensariam tratar-se de um desvario, dariam pouca ou importância excessiva, mas Ninguém me ouviria!
    Eu queria e, ainda quero, voar e voar... Mas neste mundo, voar está difícil: tem sempre algo que me puxa para o chão. Se serve de consolo, hoje, aqui e agora, após ter conversado com "Vo" ou Nada, ao menos por um instante, me senti leve o bastante para dançar...

Frustrações (2010)

   Faz tempo que eu não sei o que é fazer uma prece...São tantas informações simultâneas para assimilar, ações, reflexões, ações com reflexões, reflexões sem ação.

"O mundo é podre!" "Não temos muito o que esperar do mundo ou do ser humano!" "Estamos em uma Era Apocalíptica, progredindo rumo ao Caos" "Já que estamos em constante guerra, onde quem pode mais chora menos, e o que não pode é devorado ou consumido de algum modo, dai-me o fogo! Eis minha arma de Guerra, o fogo!"

   Ouvi, refleti, relatei diversas vezes todos estes discursos, horas por quanto havia uma esperança, horas sufocada por sua abstinência. E cheguei mesmo a chorar, chover por dias em silêncio e, em meio a tantas tormentas em seus breves intervalos, quando minha minha companheira (Dolores), me dava uma trégua eu via brotar do Horizonte uma esperança, um arco-íris lindo, tão lindo!!! E voltava a crer que os flagelos existenciais deixariam de me consumir, que a garota de All Star vermelho e vestido de florzinha chamaria a atenção de todos, mas desta vez, por ter feito algo de extraordinário!
   A Garota de All Star vermelho e de vestido de flozinha, já foi mais extraordinária. Foi enquanto acreditou em um mundo Sublime, foi enquanto teve esperança, mesmo quando "chovia" em silêncio, por dentro sem cessar.
   Hoje ela vive, ainda respira (se isso!), inclusive ela toma banho, escova os dentes, pega o ônibus (todos os dias no mesmo horário!), mora no mesmo lugar...Mas ela só vive ainda, pois realmente considera absurdo o fato do seu instante que precede a morte ser tão "tosco", pequeno e insignificante quanto a maior parte de sua existência.  Ela ainda espera enquanto "chove" e "seca", ainda sonha acordada ou dormindo e enquanto respira. Mas sua espera é menos ambiciosa que outrora, seus sonhos são mais prováveis.
   Nossa heroína não salva o mundo (como em seus sonhos de menina), mas se arrisca vez ou outra para salvar a si mesma e, com isso, consegue conviver com Dolores, chegando até mesmo a emprestar maquiagens, roupas e palavras á ela.
   E hoje, eu Narradora Personagem, Dolores, a Menina de All Star vermelho, o Alerquim, enfim todas nós que tanto lumamos para esconder o pranto, para o nosso espanto, todos os meus "eus" reaprendemos á rezar. Dobramos nossos (ou meus) joelhos para não perder a fé.

Anotações ao acaso (2010)

   Eu escrevo, descrevo e reescrevo o que sinto e omito: assim me faço por existir, ainda que meio de um mito.
   Escrevo coisas sem nexo, à procura de exprimir minhas tormentas supersônicas...Vejo o mundo girar, pessoas a caminhar...Vejo e espero por "não sei o que"...O Nada, quiçá...
   E enquanto espero, uno meus remendos, me locomovo de modo lento...Estou catatônica com a velocidade ambígua e absurda: oscilante, distante...

"Quanto tempo?"
"Quantas Guerras?"
"Quem sou?"

   Abro e fecho os olhos, fecho e abro a boca...Os dias passam e o dia em que penso eu correr, malemá sou capaz de levantar. Penso, cogito em desistir, me mandam acreditar...
   Se chorar, se gritar atenuasse o tormento...mas não!
   Quero correr, sumir, voar...mas não! Por quê não?
   Perco a fé, esqueço-me de mim mesma...e apesar de tudo, eu espero. Por que?

Papel Marcado

   E o papel continua sendo mais paciente que as pessoas... Continua a sobrevive apesar de ser continuamente marcado, esmagado, torturado pelo peso das palavras angustiadas.
   Ser ouvida eu sou. Mas não falo, pois não compreendem o que eu digo.
   Marco o papel á caneta. Marco com amor, fúria, dor, horror, todo tipo de sentimento...O papel continua sendo melhor ouvinte, ao menos é mais atento. Mas qual outra opção ele teria?

   -Céus, sou uma tirana! Marquei covardemente mais um papel! O tempo passa e pouco evoluí: Ainda não aprendi a falar! Por isso desconto minha revolta ignorante do modo mais violento contra aquele que não tem outra opção, além de se submeter aos meus desvarios da madrugada...

Quem eu sou

Sou Alberto, sou Cigano, sou o Louco
Se tão esperto assim fosse,
não teria me tornado marido e escravo
de minha própria dor, Dolores.
A dor das mil cores cortantes...

Sou Doutor e paciente.
Delinqüente, elouquente,
Crente e ás vezes, descrente.
Sou o próprio Dia,
e quem diria,
A própria Aurora em mim habita!
Sou Maria, a Estela
Sou estrela: uma das três Marias
E sou Dora e Dalva
dependendo do dia e da hora!

E sou o Vento Minuano,
o Tempo: com seus milênios e anos...
O Segundo que compõe o minuto,
o terço do Rosário, o canto do Canário.
Borboleta receiosa de voar,
uma Ostra á se transformar,
uma joaninha á procurar
pulgões suculentos á devorar.
Quinhentos Vaga-Lumes frenéticos
que adoram devanear.
Sou Lina, sou Carol e Carolina.
Águia e até galinha
mulher e garotinha!

Sou um mito, não minto!
Múltiplos personagens,
discordantes personas.
Sou o narrador:
que retrata sua saga de luz
e de dor!

Poeta e escritor
Um ser pensante, errante e amante
Um humano, oras desumano
na maior parte do tempo,
apenas um insano.
No fim, alerquim.
Por mim, um Criador:
Minhas criações, inúmeras impressões
explosivas paixões,
representam tudo o que sou.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

L' Amour

   Te amo, Criatura! Contrariando toda a lógica, eu te amo! Dane-se Schopenhauer, Nietzsche, Sade! O "físico" tornou-se em "espiritual", se é ilusão, loucura...tanto faz! O veneno na flecha do Cupido me arrebatou e me tornou em outra coisa, uma força da Natureza, algo além da compreensão humana. Tornei-me em uma prisioneira de uma idéia, sentimento, sentido...

   Mesmo suas palavras estranhas ao meu juízo, mesmo a sua falta de juízo, seus hábitos, seus abraços à moda Pepé Le Pew, o espaço imenso que você usurpou em meu coração, a mudança de hábito: o primeiro e último pensamento do dia dedicados á você! Tudo loucura!!! Tudo bobagem, febre juvenil vivido aos 20 e poucos...

  Mas é assim que é: é loucura, é delírio, é frenezi, sonhos e realidade, entorpecente da alma...é Amor.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Renove e Inove

   Um dos maiores fatores para o enfraquecimento de qualquer DEMOCRACIA, certamente é a falta de alternância de Poder. Da mesma forma que água parada, com o tempo, se torna imprópria para o consumo, o mesmo ocorre com o Governo e até uma Empresa. Não é a toa que grandes empresas como a Microsoft, o Google, o Facebook e outras empresas de Publicidade, inovam e se superam ao priorizar a qualidade de vida e mobilidade dos seus funcionários, com o objetivo de despertar a criatividade nos mesmos. A Mudança é amiga do Progresso, quando somos condicionados a viver, pensar, acreditar no mesmo pedermos a capacidade de criar. As Grandes Revoluções Científicas e até Religiosas surgiram ao longo da História graças a uma idéia nova, um fenômeno incrível decorrente ao ato de "Criticar e Criar". O que falta no nosso cenário político, não são críticas, visto que TODOS nós temos ao menos uma crítica em relação ao Governo. Contudo apesar de tantas críticas e rejeições, nos faltam espaços para Criar, discutir e aplicar alguma mudança. E isto, meus amigos, começa até mesmo na estrutura de certos Partidos Políticos que tanto anseiam nos Representar. Qual é a solução? Até quando ficaremos à mercê da Criação de "Novos Partidos"? De que adianta um "NOVO PARTIDO", CONSTITUÍDO DE VELHAS IDÉIAS?

   Como diria um artista muito próximo á mim: a grande diferença entre PT e PSDB é que o primeiro tem a grande habilidade de contar a velha mentira com cara de novidade. Desta forma seja Lula, seja Dilma o povo sempre cai no mesmo conto do vigário. O PSDB perdeu (se é que algum dia teve) tal habilidade. Um dos fatores que certamente enfraqueceu a nossa "pseudo Direita" foi certamente a incapacidade de se reinventar, de se atualizar. Obseve que são sempre os mesmos rostos ao longo dos anos que e passam: José Serra ( o Homem que esteve no Governo e contribuiu com o PLANO REAL, o mesmo Senhor que "Defendeu" a quebra das patentes dos remédios, possibilitando a produção dos Genéricos, ex-prefeito de uma das maiores cidades do mundo: São Paulo, ex-Governador do Estado de São Paulo), Geraldo Alkimim ( o braço direito de Mário Covas, o Homem que Governou o MAIOR e MAIS RICO Estado do País), Aécio Neves ( Governador de Minas Gerais por anos, Senador, Homem com uma extensa carreira política).  Desta forma, me parece que o maior inimigo político da nossa "Direita", ao contrário do que se pensa, não é a "Esquerda", ou a ignorância dos eleitores, mas a "resistência" e a "imobilidade" viciada, contida nas plataformas eleitorais do próprio partido.
   A Sociedade Brasileira, de um modo geral, está cansada dos mesmos rostos, dos mesmos discursos, dos mesmos apelos vulgares e demagogos. E isto fica evidente se notarmos os protestos de Junho, quando as ruas do nosso país foram tomadas por um mar de gente, sobretudo, jovens eleitores. Os jovens gritavam e protestavam contra o Governo e a estrutura decadente destes representantes, não apenas partidos. As bandeiras com as frases: "Nenhum Partido Me Representa" ou "Eu me represento" tinham como significado: "Estou cansado de ser representado desta forma, estou cansado desta política falida, deste modo de fazer política!"
   A população jovem, os jovens eleitores ( classe a qual eu estou inserida) não quer mais a "velha mentira com cara nova", muito menos, a velha "aristocracia política falida e inapreensível".
   A juventude, as dita Gerações Y e Z, apesar de egocêntricas e consumistas, ao contrário de seus antecessores, colocam a qualidade de vida á frente do trabalho, o bem-estar, o sucesso pessoal acima da própria estabilidade financeira. Não é á toa que empresas de tecnologia e publicidade investem nesta idéia e vêm crescendo no cenário econômico mundial.

   Será que não está na hora de uma Reforma Política? Será que não está na hora de certos partidos mudarem a linguagem, as estruturas, abraçar e investir no novo?
   Se somos nós, jovens, o Futuro de uma Nação, por que nos obrigam a engolir o Velho, o mesmo e o de sempre?

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dezesseis

   Te Amo. Não te entendo, me questiono, te estudo, me invento...eu te Amo! Em dezesseis dias, dezesseis horas seguidas, dezesseis noites mal dormidas. Das seis ás dezesseis!

   Eu confio. Confio em você, confio em nós, apesar das divergências, dos conflitos que tanto temo e que fogem de mim e de nós...Eu confio! Mais em ti e nem tanto em mim. Por mais ilógico, eu ainda confio.

   Ao seu lado sinto tudo: Amor, confiança, respeito, sensações incomuns, sinto o vento, a música do silêncio, cada gosto e cheiro de cada cor tocada! Plenitude efêmera, a paz em seus braços, os meus pedaços restaurados...Só não sinto segurança: eu amo, eu confio, mas o amado quanto mais amado que se torna, menos segura eu me sinto. Minha fala, minha razão, meus devaneios e explosões, meu eixo: tudo muda o sentido!

   A vírgula, a reticência, a indagação...um mero suspiro: ao seu lado, minhas próprias palavras se tornam em meus algozes. Segura ao seu lado? Como? Os seus medos, os meus medos, os medos dos medos...a única certeza, o xeque: a certeza do presente, a incerteza passageira, a eternidade consumida pelo calor do instante.

   Contesto este Amor, é ilógico, doentio, exaustivo! Contesto e odeio o Amor! Quero Segurança, aquela que há tanto não sinto! Quero voltar a dormir com minha paz, meu juízo, minha pequenez...14, 15, 16...são tantos conflitos, perdi as contas, estou tonta! Amar-te é um insulto á minha lucidez!

   Saudade de quem eu era. Saudade do que eu não lembro ter sido. Mas a saudade não é tanta quanto a coragem de ter 16 vezes um coração partido e, mesmo assim, num gesto de insensatez confiar-me o peito outras 16 vezes para te amar de novo: do zero ao dezesseis!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Aos pais aflitos


   Aqueles que amamos, aqueles quem geramos e cuidamos...aqueles poucos seres potentes que paradoxalmente nos tornam fortes e implacáveis contra um exército inteiro, e ao mesmo tempo que nos tornam tão fracos e impotentes!

   São nossos filhos, aqueles seres incríveis que contém aquilo que é do nosso melhor. E mesmo o resto do mundo dizendo o contrário, eles sempre são os melhores, pois são os nossos! Eles são a esperança de que algo em nossa vida vai dar certo, o consolo de nossas amarguras, as estrelas do nosso presente. Sim, eles são! Mesmo discordando do cabelo da filha, aturando noras e genros, mesmo o filho exercendo Direito, frustrando o meu sonho de ser mãe de um médico...longe ou perto, eles, nossos filhos eles são incríveis (não contem para eles, pra não cair na preguiça!)

   Mas eles crescem! E em um belo dia eles vem com aquelas palavras, aquela idéia fixa, aquele caráter firme, aquelas dúzias de ideais, aquele(a) fulano(a) e simplesmente vão! Filhos ingratos, não reconhecem nossos esforços, nossos sacrifícios, nosso amor! Eles não entendem o quanto dói na gente! E mesmo assim sem olhar para trás eles vão! É inútil tentar alertá-los sobre os perigos mundanos, é inútil retê-los, pois ao fazer isso, somos nós (os pais) seus carrascos!

   Nessas horas, lembramos dos nossos pais. Sentimos uma breve culpa: "teria sido praga rogada por eles, quando nós saímos para conquistar o mundo?" Fomos tão injustos assim com nossos pais ou seriam os nossos filhos tão justos conosco quanto fomos lá atrás? Não interessa!!! Os tempos são outros, eu dei a eles tudo aquilo que eu não tive! E mais, eu daria o dobro para continuar a exercer o meu direito de pai/mãe por toda a vida! Mas eles não querem saber, se quer respeitam meus cabelos brancos!
  
   Sim. Eles cresceram! E não importa o esforço que você faça para manter o cordão umbilical, o próprio Tempo se encarregará de passar a tesoura. Mas se serve de consolo: "o bom filho a casa torna!" O filho pródigo, não é de todo mau. Ele ainda vai bater á tua porta para pedir um colo, um cafuné, uma palavra de afeto! E se você não sofrer demais, um dia será você á incentivar seu neto á partir, enquanto consola o filho chorão! Porque as mudanças que tanto tememos, vêm para nos melhorar!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sem Histeria, por favor!

   O Povo não percebeu uma coisa: " Nem todo político corrupto é do PT", o Governo não foi composto apenas por Petistas. Reforma Política, "faxina" de verdade não é feita só contra 1 partido.
   Contamos com uma incrível variedade de partidos políticos. Aliás, o Brasil é recorde em variedade e superficialidade de partidos políticos: + de 30.  Neste ponto, se calculássemos a democracia, ou medíssemos a liberdade de uma nação apenas pela variedade de partidos que "representam a população", o Brasil seria o lugar mais livre e democrático do planeta. Apesar desta variedade partidária, a maioria só vê 2: PT e PSDB. Ninguém notou por exemplo que o Partido mais antigo, o "arquinimigo" do extinto ARENA é o (p)MDB. Ninguém notou que o PMDB é o típico "maria vai com as outras", é sempre o primeiro a "abandonar o barco", "pula de galho em galho" e por ter este tipo de conduta já nem se dá ao trabalho de contar "história de pescador". Observe: o PMDB já foi aliado do PSDB em prefeituras, estados e até governo federal. Adivinhe de qual partido é o nosso Vice Presidente? E o nosso Detestado Presidente do Senado? E a família Sarney pertence a qual partido?
   A culpa é do PT?
   Não, a culpa é dos manés, ou seja, a culpa é nossa que não vemos em quem votamos! Se o PT não tivesse nos cativado com sua postura populista, se o PSDB tivesse se mantido no poder, a onde vocês acham que estaria brilhando o "Sol" do PMDB? Evidentemente que não seria em nossas casas, em nossos armários devidamente abastecidos, no nosso juízo iluminado. Mas com certeza, da mesma forma que é hoje, o PMDB estaria se beneficiando do nosso suor, mesmo que tivesse que fritar as nossas pestanas com aquele "Sol" ardido sem trégua!
   Evidentemente que não dá para "sabotar" + de 30 Partidos em 1 ano. Mas, seguramente que para os 3 maiores ainda temos tempo. O que precisamos fazer é parar de jogar a responsabilidade das nossas mazelas só em 1 partido. Ou por medo de um Regime Comunista, clamarmos por um NeoFascismo, ou acreditar que elegendo os Tucanos do PSDB estaremos fazendo um "belo negócio" ou ainda pior: chamar os MILITARES! Se queremos reforma, devemos nos atentar às NOVAS PROPOSTAS, ao novo. Chega desta mania de "votar no menos pior" pois o outro "rouba mas faz". Chega deste discurso de anular Voto por protesto. Quem se omite perde o direito de criticar.
   Solução? Oras, eu não tenho solução, creio que nenhum brasileiro por mais culto e experiente que seja possua uma fórmula infalível para resolver nossos problemas. Contudo, com base no que ocorre no cenário mundial, toda esta sede de mudança e tendo em vista que as velhas soluções já não resolvem os nossos problemas, o que melhor podemos fazer é acalmar os ânimos e trilhar por caminhos novos. Já está na hora das gerações Y e Z deixarem de se guiar pelos caminhos trilhados por nossos avós por medo de desapontar nossos pais. Afinal de contas, não somos nós o Futuro? Por que então deixamos que as soluções (ineficazes) contaminem nossos sonhos? 

Quem foi que envernizou as asas da Barata

  
"Agora o povo quer tudo: desde a legalização da maconha até a redução da maioridade penal!" 
"Não se faz Copa do Mundo com Hospitais."

   Sim, a Moda agora é protestar. Protestar Contra a Corrupção no Congresso, o alto Custo de vida e a péssima qualidade de vida. A Nova Coqueluche Brasileira é ir às ruas e se manifestar: Contra a inércia da Justiça Brasileira, o Cinismo de nossos Representantes Políticos, o uso da força abusiva e o despreparo da nossa Polícia, as Mentiras costuradas do Governo, a falta de Ética na Política, a violência e a impunidade. E no meio de tudo isso: o DINHEIRO. Sim, o DINHEIRO. O DINHEIRO que pagamos mas não vemos retorno, o Dinheiro que trabalhamos o mês todo e que não dura 1 dia. O Dinheiro que os nossos representantes não dão valor e desperdiçam: "Amanhã tem mais!"
   Protestamos contra o ABANDONO DA SAÚDE PÚBLICA DO PAÍS, contra a má qualidade do ensino, Protestamos contra o descaso e o desrespeito das autoridades com os profissionais tanto da SAÚDE quanto da EDUCAÇÃO. O Povo é ignorante, mas sabe o quanto faz diferença ter um atendimento de qualidade nos Hospitais, assim como entende a importância de uma educação nos "PADRÕES FIFA". Enquanto isso, o Governo diz não nos entender. E diz ao mundo: "atendemos às necessidades do nosso povo!" quem tem mais de 2 neurônios fica sem entender tamanha contradição lógica: Afinal o governo entende as nossas queixas e não cumpre? Ou cumpre nossas queixas mas não entende?


   Se a frustração parasse por aqui. Mas não! O povo está exausto desta JUSTIÇA DE RABO PRESO, do VILÃO ARRUMAR UM RECUO. O povo é imagético, cheio de fé e até um pouco supersticioso: mas a JUSTIÇA é uma ilusão na qual todos estão saturados.
   O povo quer mais, precisa de mais. E a esta altura tanto faz "quem foi que envernizou as asas da Barata", não é com meia dúzia de médicos importados, alguns prédios erguidos destinados à educação, e muito menos, uma Copa do Mundo (que dela não desfrutaremos nem o cachorro-quente na porta do estádio), que vai nos tornar em seres mais felizes que "pinto no lixo" ou "barata na cinza".
   Assim como não adianta a Presidente se mostrar horrorizada e profundamente ofendida pela Espionagem Americana, "chorar pelo leite derramado" e exigir "TUDO, TUDINHO OU NO INGLÊS: EVERYTHING!" O Povo não acredita mais em quem os representam, e como diria aquele ditado: "Quanto mais se mexe na merda, mais ela fede!". A merda já fedeu e não adianta querer jogar tudo para debaixo do tapete. Mentira tem perna curta, e em nosso país, existem 2: uma com 9 dedos e uma caricatura da Rainha de Copas com o sorriso da Mônica!

   -O que o Povo quer? Oras, certamente não é saber "quem foi que envernizou as asas da barata".

   É simples: de que serve ser a 7° economia, se mais da metade da população não tem saneamento básico? De que serve o Futebol e o Carnaval se falta saúde e educação? De que serve "as facilidades do BANCO DO BRASIL", se a inflação nos assombra? Apoio de incentivo à CULTURA e a SEGURANÇA PÚBLICA, como fica? De que serve o BOLSA FAMÍLIA se pagamos a mais alta Carga tributária do Mundo? E de que nos serve uma Democracia que se esconde em um Comunismo latino-americano que se utiliza de meios fascistas para se manter?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aporía Ética

   Qual é o meu direito? Qual é o meu dever? O que eu posso ou não fazer de acordo com o critério da minha vontade? Qual é o meu espaço? A onde que se dá a minha fronteira ou a "parte que me cabe deste latifúndio"?

   Acho lindo e apaixonante alguns ideais anarquistas, assim como a "política da boa vizinhança", o comportamento do bom cristão. Contudo, em uma realidade, uma sociedade composta por inúmeros indivíduos com suas preferências, necessidades e reivindicações, como estabelecer uma harmonia, um código comum de conduta onde o direito de um não interfira no direito alheio?
   Somos iguais? Bem, se fôssemos talvez não teríamos tantos problemas sociais ou psicológicos, certamente a convivência coletiva seria algo tão comum e natural a todos que não haveria conflitos violentos de opinião e valores. Tão pouco, não precisariamos de leis e códigos de conduta explícitos ou implícitos. Tudo seria Natural e orgânico, como no caso das abelhas, formigas ou ainda outros seres maiores como: elefantes, pinguins, águias e leões.
   Mas não. Justamente pelo fato de mais do que homo sapiens cada Homem ser um indivíduo com um universo de genes, conceitos, história, preferências,  aptidões e limitações; a convivência coletiva na qual se dá  por necessidade, se torna um fardo, um conflito constante entre autonomia e sobrevivência. É como se a Primeira Pessoa do Singular e a Primeira Pessoa do Plural entrasse em um conflito constante que se perpétua ao longo da existência de um Ser, ou melhor, de TODOS OS SERES.
   Saber se adaptar, mais do que vontade, é uma condição para sobreviver ao mundo. Esta "Verdade" defendida por Darwin (não necessariamente dita com estas palavras) recai sob nós como uma pedra, uma pedra na qual, carregamos em uma maratona incessante chamada sobrevivência. Se já é difícil sobreviver ao mundo com suas alterações "naturais", conter a fúria e os excessos de outras espécies ( que assim como nós também lutam pelo direito de viver e perpetuar suas espécies), ao Homem também cabe o direito (e o dever) de adaptar-sempre  às mudanças e às disputas territoriais contra outros Homens. E na luta pela sobrevivência, como diria Hobbes "o homem é o lobo do homem", ainda que Aristóteles esteja de todo certo ao afirmar que "o Homem é um animal político" e desta forma necessite viver em sociedade para conseguir sobreviver ao resto do mundo.
   Justamente para estabelecer um "equilíbrio aparente", em todas as sociedades habitadas por Homo Sapiens, existem "Leis", "Conjuntos de Regras" que estabelecem as normas de comportamento cabível e aceitável para cada indivíduo seguir, de acordo com o seu papel dentro de uma sociedade ou comunidade. Pensar em uma sociedade, ou ainda, em uma pequena comunidade ou grupo, sem "normas" explícitas sobre como agir ou reagir é algo tão irreal e improvável quanto a sobrevivência de um Ser Humano fora de qualquer Civilização, Comunidade, Sociedade, etc.
   Contudo, apesar desta "ORDEM NATURAL DO COMPORTAMENTO HUMANO" estar muito bem fundada, como podemos tratar a questão da individualidade? Como podemos confortar e alinhar o Indivíduo entre outros tantos indivíduos, como não negligenciá-lo de modo a estimular o desenvolvimento deste enquanto um Ser que necessariamente precisa desenvolver-se e adaptar-se ao mundo para sobreviver e aprimorar a própria espécie?
   Qual é a JUSTIÇA que melhor se aplica ao Indivíduo? Qual é a "mediania" entre o Coletivo e o Particular? Onde está (se é que existe) a fronteira entre um extremo e outro? Qual Ciência ou Método capaz de "superar" este impasse antigo e paradoxal? É possível se pensar em uma Ética prática capaz de interagir de forma eficiente com outras Ciências (Humanas ou Naturais)?

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Infância e Velhice

   Dizem que existem 2 infâncias: a infância da qual pouco sabemos e a infância de quando chegamos na velhice.
   O idoso volta a ser criança, independente dele depender ou não de pessoas, independente dele ter ou não sua autonomia.
   O idoso viveu de tudo. Correu muito na juventude, aprendeu com erros, adquiriu saber.       
   Acelerou no passado, desacela no presente, até que no futuro, seja completamente parado. Ele, assim como a criança, perdeu a noção de futuro, vive o presente.          A diferença é que ao contrário da criança, o idoso carrega uma enciclopédia ou autobiografia contendo uma vasta experiência daquilo que fez e que não fez, do que é e do que não é. Ao passo que a criança ainda terá muito tempo pela frente, para construir sua história.
   O que aproxima um do outro, a criança do idoso não é a fragilidade de seus corpos e a dependência constante de uma pessoa por perto, mas o olhar de quem contempla e descobre um mundo novo, é o viver o presente instante à sua maneira sem o medo dos jovens.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Outspoken

Humildade não é falta de ambição.
Buscar pelo que é mais simples não é o mesmo que se tornar em uma pessoa medíocre . Felicidade pra mim está no outro, por isso que eu olho e tento entender o outro. O outro é a extensão de mim, portanto me desculpe decepcionar alguns, eu prefiro o simples mesmo. Eu quero ser feliz e quero que seja leve. Porque a felicidade é leve e invisível a olho nú.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A sabedoria dos mais velhos

   As pessoas, em geral, tem por hábito complicar a vida: vivem apressadas, correm sei lá por que, temem sabe sei lá o que. E eu, sou uma delas...
   Vendo a minha bisavó e sua vitalidade, apesar de suas limitações, descobrindo que muito além de cabelos brancos e idade avançada, seus passos lentos e precisos existe muita lucidez e uma memória invejável. Estar ao lado dela, vê-la ao lado de sua irmã, ainda mais velha e igualmente extraordinária, são coisas que não tem preço!
   A gente passa a desacelerar e reaprender a andar, reaprendemos ouvir, e rever valores. Acompanhar uma senhora de 92 anos, o tesouro mais caro de toda uma família é mais do que uma responsabilidade, uma honra, é um privilégio. Cada suspiro, cada passo, palavra dita em voz baixa e fraca, momentos únicos de aprendizado e amor!
   Hoje eu aprendi que a vida pode sim ser mais simples e valer mais, que para isso eu me torne em um Ser medíocre e acomodado. Hoje, a vida me mostrou que não existe distância capaz de separar o amor, que a saudade morre com um abraço, que desacelerar vez ou outra nos permite reavaliar... E que reavaliar nos permite um caminhar mais preciso de cabeça erguida.


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Scentio, ergo sum

   Sinto seu cheiro, seu toque, o som da sua voz, o gosto quente dos seus beijos, a intensidade do seu olhar...Eu sinto sua presença e o magnetismo dos nossos corpos que se atraem como imãs, eletrons, corpos celestes que dançam em perfeita sincronia suspensos no universo...

   Scentio, ergo sum.

   Eu sinto sua presença viva: seja no sonho ou na vigília. Eu sinto...
Ao seu lado eu ganho asas belas e delicadas, ganho uma vida plena, ainda que efêmera: como uma borboleta. Ou como se borboletas, milhares delas, ganhassem vida dentro de mim em cada toque seu...Sim, eu sinto!

   Scentio, ergo sum.

   E sinto uma força grande, imensa: como as Cigarras que se ocultam debaixo da terra, ao ar livre eu ganho uma voz potente, um grito estridente...é Amor! O mundo precisa saber que é o Amor!

   Scentio, ergo sum.

   Eu sinto. É loucura eu sei. Mas é loucura doce e inofensiva, algo que muda o meu eixo, que me tira da defensiva, que sacia o desejo, que preenche o vazio, que me faz florescer a paz! Eu sinto vida aqui dentro.

  Scentio, ergo sum.

  A esta altura, a lucidez tornou-se estúpida o bastante para ser rapidamente substituída por uma embriaguez chamada Amor.

   Scentio, ergo sum.

   Eu me sinto capaz sempre que eu sinto O seu toque: aquele que toca a alma, aquele que atinge o seio. Na sua imperfeição você se revela a mim muito mais Sublime que o Perfeito. 

   Scentio, ergo sum.

   Não existe o ontem, não existe o amanhã. Existe o hoje.
   Não existe o antes ou o depois, existe você.
   É em você que reside em meu presente instante.
   É o presente interminável, o instante eterno. E é nele que eu encontro através de seus olhos o meu lugar, o meu tempo, a minha atividade...

   Somente ao seu lado, eu rompi com as fronteiras do tempo e flutuo através do espaço e me torno a todo momento e a cada toque seu: em menina e mulher.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Panta Rhei

   O que nossos "heróis" não entenderam ainda é que a esquerda tão jovem de ontem, envelheceu e tornou-se na direita débil de hoje.

  Um grande progresso minha geração terá alcançado se mais do que combater a política falida atual, prevenir-se amanhã contra a mesma imbecilidade praticada pelos nossos "heróis" falidos.

  Espero que lá na frente, as gerações alpha e beta não se envergonhem de nós, como nos envergonhamos dos nossos predecessores.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Amado

Te procurei nos olhares de pessoas conhecidas e desconhecidas.
Te desejei nas noites mal dormidas.
Te imaginei, tentei te inventar: inventava e vivia instantes irreais.
Te esperei, me desesperei, chorei pela angústia de não te encontrar.
Amado, eu te amei muito antes de ter te encontrado.
Te encontrei, me testei, me realizei!
E entre uma casquinha e outra, em um dia frio e chuvoso, flutuamos de mãos dadas numa Paulista apressada!
Não me surpreendestes com uma margarida roubada! Mas com teus  narcisos fui impressionada!
As balinhas de goma com o gosto da pureza da infância, ao seu lado, eu provei. E você provou do gosto, você me provou ter sentido o mesmo.
E depois de tudo isso, pela primeira vez, minhas esperas fizeram sentido.

domingo, 25 de agosto de 2013

Sedução


   Bebo de sua fonte, doces palavras, aveludada voz que aquece o peito, que mata minha sede de ilusões, ao mesmo tempo que mascara a verdade. Eu bebo, chego a me embriagar neste nectar persuasivo, por esta voz, som evocado por uma flauta. Flutuo, como flutuo... Eis um absurdo bestial, a concepção de um mortal flutuar. Mas flutuo, não sei como mas este milagre ocorre mas na fuga de mim mesmo, na fuga da verdade que me marca e fere: eu me permito me enganar, me levar por esta incerteza. E nesse misto de loucura e embriaguez sou guiada pelo vento, convencido de que não existe tempo. E eu vou, não sei a onde, sei que vou...eu vôo, conduzido pela noite: do Nada á mais temível das emboscadas!

Esperas e entregas

Te velo, te espero.
Á ti me entrego,
e a ti, eu me revelo:
Eis o que confesso,
Quero e lhe peço:

Meu Senhor,
Meu Amor.
Á ti faço lhe humilde apelo:
Não me punas
com teu desprezo.

Agonizante és a ausência tua.
Delirante tanta espera!
Um horror despertar e
com a falta que me faz o Amor que tanto que tarda a chegar.

Amor, Amor meu
És tu meu único apego.
A quem me dou  de alma
e coração.
Razão a qual me entrego
de grata Servidão.

Aquele a quem eu entrego
minhas ações,
O VERBO.
E nem lhe nego
Orações ou versos.

sábado, 24 de agosto de 2013

É vida ou morte!

   As pessoas costumam me ver como uma pessoa inteligente, criativa, justa, imparcial, "ética", receptiva. Será que sou?
   As expectativas que muitos criam sobre mim muitas vezes me pesam uma tonelada. Me sinto no dever de atender as expectativas alheias. Isto me torna mais sensível ás certas críticas, ao passo que desperta um senso auto-crítico muito sufocante em mim mesma. Cometer uma falha que comprometa a fé de um Ser Humano, ao meu ver, é uma violência e abuso sem tamanho. Desta forma, é comum entrar em crise, querer me isolar para pensar e, inevitavelmente, levar o dobro do tempo que outras pessoas levariam para concluir ou decidir algo.
   E esta demora me mata. Mas o que eu posso fazer? A tentação da rebeldia me excita. Contudo, procura a virtude do que é justo e prioritário. Desta forma, eu muitas vezes me igualo á Constituição Brasileira: em teoria, tudo é perfeito e compreensível, mas o mecanismo burocrático de sua prática é lento, duvidoso e ineficiente.
   Não sei exatamente o que tanto algumas pessoas vêem em mim. Na verdade, eu me sinto meio Orfeu: consigo entender e até ajudar os outros em seus problemas, mas os meus mesmos, estes eu deixo para depois, me isolo, me saboto e me mato.
Mas, isso precisa mudar. Precisa pois do contrário, eu de fato irei morrer de uma morte violenta: minha existência será um fardo tão insuportável que irei delirar ao ponto de causar minha morte. 
   E se me permitem uma observação: esta vida já me foi tão ingrata e desgostosa, tão poucos foram os momentos de paz que eu me recuso uma morte violenta ou frustrada. Alguma coisa em minha existência tem que valer para mim e, não pode ser apenas a felicidade e companhia do outro ( não me basta!) Se for para viver ou morrer quero que seja de forma leve e adocicada, por favor!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Perdas

Dispersa...minha alma está dispersa.
Com pressa...o meu peito palpita tão depressa.

Vagueio por aí, deixei algumas coisas aqui e ali. Deixei algo de mim lá atrás...Não faz muito tempo, sei que não faz. Mas o tempo me fez esquecer do que sou capaz!

Tão triste, tão triste que já não posso falar. Tão triste, tão triste pela pessoa que acabei de lembrar. É triste, mas tive de enterrar.

Enterrar um passado. Sofrer calado. Deixar de lado, fazendo de conta que nada passou de um sonho mal interpretado.

Vagueio por aí, procuro o que a pouco deixei logo ali. Eu a perdi, eu me esqueci...bebi, desci, adormeci, deixei-me levar, deixei a na cair...

O que "fala"

   Não vou falar de "Saudade", pois a saudade é tanta que não cabe em palavras.
   Não vou falar de "Esperança", porque ela é confusa: ao mesmo tempo que preenche a falta, esvazia a razão.
   Não vou falar de "Amor ", pois não sinto falta, nem o tenho em excesso.
   Não vou falar de "Razão", pois minha mente mente a cada percepção apreendida.
   Se eu falar de "", terei de falar com cautela. E se estou tão confusa á cerca do meu juízo, o melhor que pode-se esperar de "Quem tem Juízo " é o Silêncio.
   Vou falar do que me parece simples dizer, daquilo cujas as  palavras por si mesmas já bastam: é o Vazio, é o Escuro, é o Silêncio que se cala no Barulho.

   Eis TUDO!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Quanto mede? Quanto vale? Quanto pesa?

   Como medir, estipular um valor ou escala daquilo que é invisível, intangível, quiçá indizível? Tu queres palavras? Belas e complexas palavras repetidas em uma frequência lógica, seriam estes adjetivos, substantivos com prefixos, sufixos, adjuntos contidos em discurso plausíveis o que bastaria a ti, como a justa medida do que sinto por ti a cada instante? O Amor se explica por palavras, existe por meio de palavras simples ou complexas? Preferes tu a simplicidade fria da verborragia científica ou a complexidade de uma prosa poética? Como posso medir o meu Amor, um amor que não vejo, que não bebo, que não toco ( embora seja tocada por dentro e não veja)?

   Queres um valor como referência? O preço do metal mais nobre? O preço da pérola negra que é rara dado ao tempo que uma ostra leva para produzir tamanha beleza antes de ser capturada pela ganância humana? O valor do vinho mais caro, produzido em um único tempo, por uma determinada espécie de uva encontrada em um único lugar no mundo em uma época específica do ano? Ou preferes tu que eu atribua o Amor que sinto por ti à mesma necessidade que todos os organismos vivos dependem da Água?

   Quisera poder comparar seguramente a força do meu Amor à resistência de um planeta que comporta em si o peso de inúmeros seres, vejetais, relevos, construções e apesar da ganância humana, este planeta ainda consegue forças para se manter em suspenso e em movimento. Quisera eu conseguir te dizer que tais cobranças feitas por ti me são tão pesadas, apesar de pequenas, quanto a lágrima que luto e reluto para não deixar cair, mas sempre que me derrota, desaba em um peso de 1 tonelada.

   Se tu soubesses que meu Amor é como a fé e a esperança que habita nos desafortunados: a fé naquilo que não se vê, mas naquilo que se sente. Se tu entendesses que o que eu carrego em meu peito é muito mais que um grão de areia. Se tu soubesses o quão difícil é definir o indefinivel, dizer o indizivel. Se tu soubesses a força do seu toque, me olhasse com outros olhares, se me ouvisse no silêncio...Talvez assim tu me sentirias, não mais me indagaria coisas tão difíceis:

TUDO ISSO SERIA TOLO E INÚTIL.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Cartas

   Talvez a fase mais fértil da minha vida tenha sido na adolescência, quando eu namorava um garoto louco que certa vez me pediu para que eu lhe escrevesse uma carta e lhe desse de presente. Como eu sempre fui uma garota introvertida, com sérias dificuldades de me expressar verbalmente, passei a enviar cartas constantes. Fazia declarações, falava do meu dia-a-dia, fazia críticas, falava dos meus sonhos...Esta fase durou 3 anos. Naquele tempo, eu não tinha blog. Escrevia em diários, e aquele garoto era um dos poucos que conseguia transitar no meu "mundo particular e secreto".
   Pois bem, terminamos. Meus amigos me incentivaram a criar o Blog anos depois. Desta forma, consegui escrever com mais freqüência sobre aquilo que eu sinto, penso mas não consigo dizer. Enquanto isso, o guardião, o portador daquelas 200 ou 300 cartas continuou a guardá-las, como um tesouro, algo raro, algo de mim que talvez nem eu saiba. Nos tornamos amigos, seria ridículo e pequeno da minha parte guardar mágoas de uma pessoa que apesar das turbulências, me trouxe muita coisa boa. Ele foi o primeiro: amor, interlocutor, aventura, balada, valsa...Sim, foi meu primeiro "tudo"!
   Nos tornamos amigos, ele casou e "descasou", teve um filho ( ele dizia que teria um muleque chamado Guilherme  algum dia. Ele me dizia isso, e não é que ele teve mesmo!). Certo dia, este meu amigo ao pegar seu filho para dar uma volta, recebeu de sua ex-mulher um pacote com todas as minhas cartas. Ele chegou a pensar que ela tinha se desfeito destas, mas não, ela as guardou e as entregou de volta ao verdadeiro dono. Ele mexeu, releu uma e depois outra e outra e mais outra...Entrou em contato comigo, contou-me a história, queria me devolver as cartas que eu dei a ele anos atrás.  Uma parte de mim ficou curiosa para ter um reencontro com aquela menina dos cabelos longos de all star vermelho e com a cabeça nas nuvens...queria por um lado conversar com ela, ouvi-la e saber se eu a perdi ou se "parte" dela ainda vivia em mim. Mas por outro lado, aquilo que eu escrevi e dei de presente no passado, não era meu. Era e ainda é do meu amigo, do meu primeiro amor. Aceitar de volta aquilo que eu dei seria inútil e pouco justo para aquela garota de 10 anos atrás.
   Então disse a ele: "São suas, não minhas. Escrevi lá atrás para você, tudo alí era real. Aquela garota te amou muito. E o que eu faria com as cartas que não são minhas? Se não faz sentido para você guardá-las, queime-as!" Ele hesitou, disse que dá muita dó se desfazer delas de forma tão violenta. Por outro lado, confessou-me o quão doloroso era ler tudo aquilo novamente.
   Insisti, disse para ele se desapegar do passado e que o carinho por ele, o carinho e respeito por ele lá atrás ter dado vida a aquela garota ainda existia. Assim, ele optou por guardá-las no sotão de sua casa.
   O respeito e até uma certa gratidão permanece, na mesma intensidade do amor que eu tenho pelo meu amado atual, pelo gurí com quem sonho toda noite. É bem verdade que eu não escrevo cartas ao meu namorado, que eu não sou tão doce com ele como fui com o primeiro. A gente muda, isto não torna o amor do passado maior ou menor que o do presente. É só questão de tempo, identidade e pessoas.

sábado, 17 de agosto de 2013

Escolhas

   É muito cruel ter de escolher entre a liberdade contemplativa e silenciosa de quem busca a verdade e a prisão compartilhada e feliz daqueles que dançam e vivem numa realidade ilusória. A vida é feita de escolhas, ao direito de escolher atribuímos a definição contemporânea de liberdade ou "livre-arbítrio".
   Contudo, esta "liberdade" sempre nos recai com um peso, um carma, um fardo, um açoite ou simplesmente uma condenação: e é neste paradoxo, neste antagonismo existencial, a liberdade acompanha a angústia.
   O tempo passa, eu gasto meus grãos de areia hesitando, esperando por algo que nem eu, talvez nem o Próprio Deus compreende. Estou insatisfeita com a Caverna escura que conheço enquanto mundo, as sombras já não atendem ás minhas necessidades, o senso de que falta algo pertuba meus sonhos e assombra meus dias. Estou livre. Meus pais, mesmo sem saber contribuíram com meu juizo. Eu sei que além desta caverna existe um mundo, existem cores e objetos vivos e palpaveis. Eu sei que a partida e o encontro com a Verdade é o que vai me libertar, mas apesar deste fato eu hesito. Hesito o barulho do silêncio, a presença da ausência humana, hesito a loucura da lucidez de um Homem que perante á outro semelhante será visto com dissemelhança.
   Mas não dá mais para adiar e hesitar. É preciso escolher minha sentença e recompensa.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Gustavo

   Quem é que depende mesmo de quem? Quem dita as ordens? quem é que mesmo errado está certo? Eu não sei, e quer saber isto, neste exato instante pouco que importa. E é isso que dá raiva, porque por mais que eu tente me guiar por alguma razão ou fundamento científico ou lógico, existe a prática que coloca todas as minhas idéias e certezas em xeque.
   Eu odeio errar, odeio parecer frágil, odeio admitir erros, fazer -me de tola e ser contrariada. Odeio esta fragilidade criada a partir da certeza absoluta de que eu te amo tanto e tanto que me falta ar. Esta certeza de que eu não sou mais aquele eu de antes, aquele que sobrevivia a si a ao mundo, aquele que depende vez ou outra do bem estar de um outro. E este outro é você, que mesmo sendo forte em me dominar é indiscutivelmente frágil comparado ao resto do mundo.
   Sim, eu preciso da sua ausência para não esquecer que é ao seu lado eu me sinto mais forte. Eu preciso do seu silêncio, para ouvir a discussão insana e incessante do coração e da razão. Mas eu preciso da sua presença marcante para me sentir amparada, preciso da sua voz que me desafia e que até me irrita com alguns argumentos desestruturados e inconcebiveis.
   Preciso do seu calor para evaporar o gelo. Enfim, eu preciso de vc para entender o que me falta. Para me completar e extender em mim mesma como uma estrela que brilha no céu cercada de outras estrelas que constituem as constelações do céu, dando a nós mortais esperança e uma bela paisagem nos momentos de reflexão e meditação. Te amo.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Parece ficção

   O Governo "transparente" e populista do nosso país  só aparece para dar notícias boas, que na verdade, servem para mascarar uma crise antevendo um PIB que foge do que condiz com o resto do Mundo, dando vazão à inflação - esta seria prevista devido a Crise mundial -, porém  trata do problema como se fosse um resfriado. O Resfriado mal curado ameaça virar pneumonia, mas o Governo insiste em afirmar : "está tudo bem".

   Se está bem, cadê os investimentos prometidos? Onde está a rentabilidade da poupança? Cadê a redução de impostos, a Reforma Tributária? Por que sobe o preço da Comida? Cadê os empregos? Cadê o Salário Mínimo que não Rende?
Enquanto isso, corruptos ainda governam.
    E o Governo divulga os projetos assistenciais, escondem a pobreza através de um calculo confuso sobre a renda da classe média. E dá -lhe Copa!!! Uma Copa que a Classe Média só acompanha na TV, uma Copa que vc e eu financiamos enquanto trabalhamos. Uma Copa que custa o mesmo que 2 Copas juntas.
    E enquanto o governo diz "estar tudo bem", pessoas morrem nos Hospitais, enquanto eles se tratam no Sírio-libanês ou Einstein. A gente briga por uma bolsa no Pró-Uni pq não tem "estudo" para disputar o vestibular de uma Pública. E nossos ministros facilmente realizam mestrados em Universidade Pública, cuja a tese ninguém sabe ou viu.

A gente pergunta aos Governantes tão otimistas e caridosos:
"O que se passa? Por que se passa?"

E citando Sócrates, eles nos respondem:
"Só sei que nada sei."

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sperare (Junho 2011)

A esperança e a desesperança:
A esperança da desesperança
e a desesperança de esperança...

Espero...respiro e espero.
E na espera torturante por um tempo que se arrasta
e se atraza me desespero.

Desespero... suspiro e desespero. Deixo de esperar,
mas no fundo de todo meu desespero existencial
habita em mim uma esperança dotada de dom sobrenatural.

Eu espero desiludida,
me desespero ainda por
estar iludida.
Se tudo isso é contradição:
A vida em si e seu oposto em si
é dotada de uma absurda e, insolúvel condição...

3 de Junho de 2011 às 12:05

Elos

   Bem, eu acredito em elos. Cada elo possui uma estrutura: tem aqueles que a gente ama com os olhos, outros com o espírito e outros com o corpo. Tem aquele que a gente só deseja possuir o corpo ou sentir ser possuido pelo corpo. Outros é pela conversa ou pelo atrito dos argumentos. E tem aqueles que se tratam de elos da alma: é o estar bem só de ter este alguém ao seu lado. É tomar uma casquinha de sorvete num dia frio na Paulista de mãos dadas. Um elo familiar, é uma relação de amizade que tanto pode vir a ser uma relação de troca ou empreendimentos ( culturais, intelectuais) como uma irmandade. Existem elos matrimoniais, outros meramente sexuais. E qual o problema em assumir isso?

   São elos ainda que diferentes. Eu já amei corpos, bebi palavras amargas até transformar lágrimas em açucar. Já queimei e fui queimada pelo calor belos corpos, amei e fui "pelo menos desejada" por olhares flamejantes. Busquei essências e tive a minha capturada, remoldada e realizada.
   As pessoas de um modo geral parecem ter dificuldade para aceitar e assumir certos tipos de elos. É um temor absurdo de envolver-se e relacionar-se com outro, é como se temessem a perda daquilo que não se têm: o controle. "Se eu me declarar",  "Bem eu sou comprometida com fulano, não posso fazer isto ou aquilo."
Quando alguém chega a criar um elo forte, algo que poderia fazer de sua vida e de outras uma bela constelação, elas esquecem a si mesmas. Rompem com o elo interno e negam o que são.  Mas por que? Por que que tudo tem que seguir ou se reduzir á um padrão, se o coletivo é composto de indivíduos dos quais se distinguem entre si até mesmo no DNA?!

   Eu olho ao redor do mundo e sinto uma grande tristeza, é como se o ser humano tivesse deixado de ser legítimo, para se reduzir a padrão. É como se o mundo inteiro quisesse e esperasse cavar sua cova enquanto espera seu fim. As pessoas não se relacionam, e quando isto ocorre, se limita a superfície. O tesouro permanece oculto, velado. Muito se perde, a própria existência se desintegra como planalto em erosão. 

   E enquanto se consomem em si mesmas com tanta violência e demagogia, elos são abortados, muitos se quer chegam a ser gerados! Dessa forma, a vida deixa de criar e inovar. A arte deixa de ser gerada, vivemos de passado, aguardamos por um futuro enquanto morremos pouco a pouco no presente.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Milagre

milagre mi.la.gre sm (lat miraculum) 1 Fato que se atribui a uma causa insólito, que ultrapassa o poder da natureza 3 Coisa admirável pela sua grandeza ou perfeição, causa grande admiração. 5 Intervenção sobrenatural humana. 7 pop Figura em madeira ou cera, oferta, voto. "Contar o milagre sem dizer o nome do santo" pessoa a que se refere, para evitar desgostos ou impossível.

http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=milagre

                    ***

   Milagres. Todos querem milagres. O mundo precisa mais do que nunca de milagres: para acabar com a fome, para acabar com o sofrimento deste ou aquele pobre homem. Um milagre para as pessoas ter fé, um milagre para a humanidade sentir esperança, mais outro para abrir o coração do homem, outro para abrir a mão dos que têm.
Um milagre que salve vidas daqueles que vivem às margens: crianças, jovens negligenciados, velhos esquecidos.
   Milagres para os que são tomados pelo monstro: esquecimento. Milagres para aquecer a esperança.
   Um sonho possivel, um sonho comum. Segurança, saúde, entendimento, respeito, comida, água, dignidade, trabalho, justiça, progresso, manutenção dos recursos, igualdade, identidade...

   Sobreviver á um mundo tão injusto e cultivar amor ao próximo, isto é um milagre. Lutar todos por dignidade, revoltar-se contra os atos injustos deste mundo obscuro e mudar o mundo: milagre. Isto é um milagre, eu, você e todos nós somos milagres, apenas nos esquecemos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Calendoscópio

   Calendoscópios, bolhas de sabão, algodão doce e varinhas de condão...Asas de borboleta, uma princesa vinda de outro planeta.

   Caçadora nata de vaga-lumes, que vibrava na chuva de granizo, que queria desbravar o outro lado do arco-íris...
   Vestidos grandes, pés descalsos, sorrisos floridos, olhares coloridos. Meu mundo, o mundo onde o importante não era agir, mas ser...A magia do mundo em meio a simplicidade isso me bastava. Um olhar ingênuo e o mundo ao meu redor se transformava: meus heróis, os malvados sendo punidos, a pequena princesa um dia tornaria-se heroína. E a heroína tão simples não perderia de todo a sua nobreza.
   E em caso de dúvida sobre qual direção tomar, bastaria uma linda e perfeita bolha de sabão bailando no ar para me guiar. Em caso de medo ou tristeza muito forte eu poderia olhar o mundo através de um calendoscópio. Se algum homem bom sofresse, bem eu era uma fada com vara de condão, poderia entregar a ele uma margarida e um doce algodão tão rosa quanto meu mundo, tão mítico e vivo quanto as cores que eu vejo no calendoscópio.
   Era, já não é. A gente cresce e aprendemos que fadas não existem, coelhos são só coelhos, que existem santos mas falta a santidade para praticar tantos milagres. Aprendemos que a seriedade e pontualidade é o segredo para conquistar o que merecemos ( embora volta e meia muitos peguem atalhos e "passam a perna" nos que realmente merecem algo). Descobrimos que não há nada de tão bom em ser adulto, são mais custos e deveres do que benefícios e direitos. Descobrimos que nunca vai nascer um pé de melancia em nossas barrigas por termos engolir alguns caroços e que engolir chiclete não vai fazer o mesmo mal alertado pelas nossas mães. Vamos com o tempo esquecendo a coragem, nos tornamos adultos medrosos e obedientes. Mas o pior de tudo isso é O ABISMO QUE ABRIMOS ENTRE O IMAGINÁRIO E O REAL. Por isso o mundo anda tão  "cinza cimento", por isso que quando Papai do Céu chora ele faz tanta tempestade...deixamos de ser crianças e viramos máquinas fortes mas sem coração, inteligentes e sem imaginação.
   Não posso voltar no tempo ou me mudar para NeverLand. Mas volto a sorrir quando posso, quando eu permito a mim mesma enxergar o mundo através de um Calendoscópio.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Não te entendo, não me entendo: mas AMO

   Pessoa difícil, quase impossível de agradar. Assim é meu pai. O Homem o Gigante com suas críticas "ferrenhas", que desconstroi. Sempre há o que ser repensado, o perfeito, o "ideal", está sempre distante de ser alcançado. Mas nem por iso devemos deixar de buscar. Desta forma, a crítica tem de ser constante. Assim é meu Pai gigante!
   Hoje eu entendo a cobrança constante, o perfeccionismo devastador. Certa vez ele me disse: "Filha, ninguém atira pedras em árvores secas." Ele, meu pai, o homem duro na queda, difícil de compreender, violento nas palavras e argumentos, enfim ele acredita em mim.
   Aquele homem simples e firme se transforma na criatura mais linda ao sorrir. É como se ele ele voltasse aos tempos de meninice: resgatasse o menino levado e sonhador. Quando chora, seus olhos viram duas piscinas de águas cristalinas e é possível enxergar a fragilidade e humanidade de sua alma.
   E quando ele desarma...Meu Deus, isso não pode! Sei que meu herói é humano e efemero, mas eu gosto do "faz de conta" que ele é um herói épico implacável e imbatível! Que certo ou errado ele permanece firme e forte!
   Não o compreendo. Meu pai está acima da minha compreensão, não gosto de admitir meu fracasso, mas assumir as vezes nossas limitações pode ser um passo para a transcendência! Eu o Amo e isso me basta!

Desculpe Meu Amor

90% dos seus chiloques eu não entendo. Desculpe, mas eu simplesmente e francamente não compreendo! Ah, meu Amor você é tão lindo! Isto po...